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Do bule para o prato: o uso do café na gastronomia
O hábito de tomar um cafezinho começou a se popularizar a partir de 1450 e, desde que as primeiras mudas que chegaram ao Brasil, em 1727, a bebida caiu no gosto dos brasileiros e se tornou uma das paixões nacionais. Além de ser o país que mais exporta café no mercado mundial, o Brasil ocupa a segunda posição entre as nações consumidoras. Mas se enganam os que pensam que este grão é saboreado apenas na bebida. O ingrediente também é explorado na gastronomia e seu uso é crescente em pratos salgados e sobremesas.
Para o chef Flávio Trombino, que possui uma operação com seu nome no Mercado da Boca, o aumento da presença do ingrediente na cozinha se dá devido à busca do público por novas experiências gastronômicas. Ele ressalta que o café é um elemento versátil - pode ser utilizado tanto em pratos salgados quanto nos doces. “Dá para molhos de carne, sobremesas, como as famosas sobremesas italianas, e pode ser utilizado em bebidas geladas e drinks. Para quem gosta de café, ele vai bem de qualquer forma”, brinca Trombino.
O chef utiliza a especiaria em uma das sobremesas servidas na casa, a Brazuca, que traz doce de casca de limão, com doce de leite e café polvilhado (e moído na hora). “Uma das principais propriedades do café que se destacam é o aroma. O cheiro de torrado aguça o sentido do olfato e já prepara o paladar para degustar a sobremesa”, destaca Trombino.
No restaurante Topo do Mundo, o ingrediente também está presente no Menu. “Somos até suspeitos para falar sobre café, pois sou apaixonada. Temos o ingrediente presente no preparo de uma guarnição no bife ancho, a batata recheada com um creme à base de manteiga e café. A base utilizada é bem parecida com a da tradicional manteiga café de Paris (Beurre Café de Paris), porém com acréscimo do concentrado de café. Esse creme pode ser servido sobre a carne também, realçando-lhe o sabor”, destaca Ludmila Tamietti, proprietária do restaurante.
Outra utilização do café na casa é a clássica sobremesa italiana Tiramissu. Nela, o café é utilizado para umedecer o biscoito de champagne, harmonizando perfeitamente seu sabor com os demais ingredientes, como o queijo mascarpone. “Utilizamos o café também no preparo de um caramelo para servir acompanhando queijos mineiros em mesas de antepastos em eventos, é uma excelente opção”, recomenda Ludmila.
O sabor e aromas peculiares do grão o tornam um excelente ingrediente para o preparo de diversas receitas. Para o chef Carlos Bruno Carneiro, do restaurante O Conde, a tradição do café em Minas faz com que exista um favoritismo de seu uso na gastronomia contemporânea local. “O mineiro gosta muito de café, na gastronomia local o grão é muito bem aceito tanto na sobremesa quanto nos pratos. Ele tem um horizonte muito amplo, te permite brincar muito, e tende a ganhar mais espaço. Eu, por exemplo, faço uma sugestão do filé com molho feito a base da redução de café. Também trabalhamos com o tradicional Tiramissu, o qual utilizamos três tipos: coado, expresso e solúvel”, destaca o chef.
Foto:Thon Nettos
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