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Dificuldade de engolir alimentos pode ligar alerta para câncer de esôfago
Apesar de representar apenas 2%de todos os tumores malignos, doença possui rápido crescimento. Anualmenteacomete 11 mil pessoas no Brasil, sendo mais incidente em homens
Uma dificuldade de engolir alimentos pode se tornar muito mais do que um pequeno problema ou desconforto. Isso porque este é, geralmente, um dos primeiros sintomas do câncer de esôfago, que neste mês ganha destaque por causa da campanha “Abril Azul Claro”, que conscientiza sobre a neoplasia.
De acordo com a oncologista clínica da Cetus Oncologia, Patrícia Azevedo, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de que no Brasil são reportados, a cada ano, 11 mil novos casos da doença. “É a sexta maior incidência em homens e a décima quinta em mulheres, ou seja, é bem mais comum na população masculina”. Porém, diferentemente de outros tipos de cânceres, como o de mama e de cólon, que possuem exames de rastreamento (mamografia e colonoscopia, respectivamente), não há como monitorar se a enfermidade já está presente.
No início, inclusive, a doença pode chegar de maneira silenciosa, entretanto, com a evolução do quadro, alguns sintomas podem aparecer. Entre eles a já citada disfagia (dificuldade de engolir alimentos), dor na região central do peito, náuseas, vômitos e falta de apetite.
Os principais fatores de risco para o surgimento do câncer de esôfago, segundo Patrícia, estão ligados muitas vezes a hábitos de vida descontrolados, tabagismo e consumo de bebida alcoólica. “Hoje sabemos que o tabagismo é responsável por 25% dos tumores de esôfago”, ressalta a oncologista. Outros fatores são a obesidade e a doença do refluxo, além do Papilomavírus. “Logo, para se prevenir é necessário buscar melhores hábitos de vida que se opõem a esses fatores de risco”, enfatiza a médica.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da doença é feito através de endoscopia. O exame invasivo avalia prováveis lesões no tubo digestivo e, caso elas sejam encontradas, uma biópsia é realizada durante o próprio procedimento. “Vale lembrar, porém, que a endoscopia realizada rotineiramente como forma de prevenção não é indicada, visto que os riscos do procedimento se sobrepõem aos benefícios. Não há, portanto, até o momento, um método de rastreio recomendado”, afirma Azevedo.
Uma vez diagnosticada a doença, o tratamento vai variar conforme o quadro do paciente: pode incluir endoscopias e cirurgias até mesmo quimio e radioterapia. “Em estágios iniciais podemos indicar tratamento endoscópico e cirurgia. Conforme o avanço da doença podem existir algumas combinações de tratamento”, finaliza Patrícia, acrescentando que, caso as terapias comecem de forma precoce, a chance de cura é alta, podendo ultrapassar os 80%.
Foto: Pixabay
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