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Mostra “Ai Weiwei – Raiz” se despede de BH no próximo dia 15 de abril
Exposição é a segunda mais vista na história do CCBB BH, ultrapassando a casa de 200 mil visitantes
Genial, impactante, provocativa, reflexiva. Com todos esses adjetivos no currículo, a mostra “Ai Weiwei – Raiz” vai se despedindo do público de BH como a segunda exposição mais visitada na história do CCBB Belo Horizonte – ficando atrás apenas da exibição de Patrícia Piccinini, em 2016. Até o dia 10 de abril (quarta-feira), 215 mil pessoas foram conferir de perto as 70 obras do artista chinês, que é um dos mais aclamados da cena contemporânea mundial.
A mostra fica em cartaz só até a próxima segunda-feira, 15 de abril, das 10h às 22h, inclusive sábado e domingo, com entrada gratuita. Essa é a última chamada para quem ainda não visitou a exposição ou para quem pretende voltar.
"Gostaria de convidar todas as pessoas que gostam de arte para estes últimos dias de exposição. Trata-se de uma mostra de relevância internacional, que tem surpreendido e encantado os visitantes do CCBB. É uma oportunidade única em Belo Horizonte, que deve ser aproveitada." (Leonardo Camargo – Gerente Geral CCBB BH)
Sobre algumas obras
A forma como Ai Weiwei retrata questões sociais, culturais e humanas, como a crise mundial de imigração, a produção em massa e a censura, por exemplo, é o que mais encanta o público. Forever Bicycles, constituída por 1.254 bicicletas em aço inoxidável, é provavelmente a obra campeã de fotos tiradas pelo público. Impossível passar pela lateral do CCBBH e não notar a grandiosa instalação, que representa a liberdade de locomoção e faz alusão à produção em massa na China. Outra monumental obra é Lei da viagem, com seu imenso bote inflável de 60 metros feito com PVC e 51 figuras gigantes, mostrando a percepção do artista sobre a grave situação de milhares de refugiados e imigrantes na Europa.
Deixando cair uma urna da dinastia Han é também um genial trabalho, todo feito com milhares de peças de lego, que mostram três imagens de Weiwei quebrando um antigo vaso da dinastia Han, fazendo referência à destruição imprudente de relíquias tradicionais ocorridas nos anos da Revolução Cultural. Não menos instigante é Cofre da Lua, uma série de baús feitos com a preciosa madeira Huali, que apresentam as quatro fases da lua aos visitantes que atravessam a instalação. E, ainda, "Obras de Juazeiro do Norte", uma coleção de obras esculpidas em madeira e produzidas em colaboração com artesãos de uma comunidade de Juazeiro do Norte, no estilo de ex-votos, criadas a partir de sua imersão artística e cultural pelo Brasil.
Muitos outros incríveis trabalhos compõem a exposição, que foi premiada pela APCA como a melhor mostra internacional de 2018.
Foto: Carol Quintanilha
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