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Músico Pedro Morais e artista visual Efe Godoy se encontram em experimento de radioarte

Programa Tropofonia vai ao ar na próxima segunda-feira (17/04) na 104,5 FM ou online na ufmg.br/radio

Vai ao ar na próxima segunda-feira (17/04), o primeiro de uma série especial de 10 programas de radioarte, o Tropofonia (Rádio UFMG Educativa). No episódio do projeto que promove encontros inéditos e experimentais entre artistas de vários territórios artísticos, o músico Pedro Morais e o artista visual Efe Godoy perfomam a poeta Cely Vilhena. A dupla se debruça sobre a obra de Vilhena, autora de, entre outros livros, "Na Esteira do Tempo", vencedor do Prêmio Centenário Emílio Moura da Academia Mineira de Letras, em 2002.   

Efe Godoy é artista visual míope, transvestigenere, ELA/dela, pesquisa hibridismo em suas variadas linguagens (vídeo, desenho, performance) com ênfase em recortes de memórias da infância e fabulações espontâneas. 

Natural da cidade de Sete Lagoas/MG, hoje vive e trabalha em Belo Horizonte. Passeou pela Escola Guignard UEMG e continua formação através de vivências em residências no Brasil e exterior. 

Algumas dessas vivências transformadoras se deram nos últimos anos, como Bolsa Pampulha 2015/2016, a residência artística no EAC- Montevideo_UY em 2018, residência Adelina _SP, 2018, e HEMIENCUENTRO _ INSTITUTO HEMISPHERIC NY UNIVERSITY na Cidade do México, 2019, mostra VERBO de performance Arte na Galeria Vermelho - SP, Prêmio Sarp - museu de ribeirão preto - SP, 2020. Indicada ao PRÊMIO PIPA 2022. Acabou de voltar da residência artística RUÍDO BLANCO na Argentina, 2022. 

De uma maneira simples tenta interferir na vida das pessoas com a reverberação da palavra afeto. Efe interage nas redes sociais estreitando os espaços íntimos entre vida e arte: @efegodoy 

Pedro Morais é figura já conhecida no cenário independente da música. Artista inquieto com letras contundentes, segue a linha dos inrotuláveis, caminhando livre por uma sonoridade cada dia mais pessoal e fazendo do palco seu lugar de experimentação constante. 

O artista nascido em Belo Horizonte, mas com o coração no Vale do Jequitinhonha, sempre foi influenciado pela pluralidade. Com 3 discos lançados e muitos shows na bagagem em todo Brasil, incluindo apresentações pela Argentina e Colômbia, Pedro caminha firme na estrada de quem acredita numa carreira autônoma, mas colaborativa, num processo de coletividade. 

Seu último disco, o Vertigem, lançado no final de 2013 e aclamado pela crítica como o mais vibrante de seus trabalhos, foi produzido por Gustavo Ruiz, guitarrista responsável pelos discos da irmã Tulipa Ruiz. Um álbum quente com pegada pop que amplia a linguagem do cantautor. 

Pedro também faz parte do grupo Cobra Coral juntamente com Kadu Vianna e Mariana Nunes com quem tem 2 álbuns lançados. Atualmente, Pedro compõe canções junto do coletivo Três Minutos Pra Amanhã (com Cesco Napoli e Henrique César), e paralelamente finaliza seu 4° disco solo chamado Poema Noturno, todo ambientado sobre a obra do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, disco esse com previsão de lançamento ainda em 2023.

Sobre o Tropofonia

O Tropofonia promoverá, em cada programa, um encontro entre dois artistas que não se conhecem. Juntos, a partir de uma obra literária de autor mineiro, irão dialogar com as poéticas experimentais da voz e suas manifestações musicais. Entre os encontros já confirmados estão: Pedro Morais e Efe Godoy, Nanauê e Maurinho Berro D'Água, Silma Dornas e Chico de Paula, Raphael Sales e Hot, Celso Adolfo e Kim Gomes e Lucas Avelar e Sandro Marte. 

“Nosso objetivo é promover pontes entre diferentes territórios artísticos de nossa cidade, entre periferia e centro, entre gerações de artistas e entre cenas culturais por meio de encontros criativos, que gerem resultados artísticos relevantes”, explica Djami Sezostre. 

O Tropofonia nasceu da vontade de fazer arte sonora no rádio e vem sendo produzido e veiculado pela rádio UFMG educativa (104,5 FM) desde 2009. Vai ao ar toda segunda às 23h, também no ufmg.br/radio. Reprise na terça às 23h59. 

"Além dos dez programas, produziremos um CD com 10 faixas a partir do material produzido nas experimentações feitas nos estúdios da rádio e também um festival no final de maio", conta Cesco Napoli, coordenador geral ao lado de Djami Sezostre.

Sobre o III Festival Internacional Tropofonia

O III Festival Internacional Tropofonia acontece nos dias 29, 30 e 31 de maio na Faculdade de Letras da UFMG e conta com mesas de debates e oficina. Por lá, acontece também o pré-lançamento do CD Tropofonia II. 

Os debates sobre as poéticas experimentais da voz, poesia, performance, natureza e oralidades têm entrada gratuita. A oficina poesia biossonora será ministrada pelo poeta Djami Sezostre, que desenvolverá as várias possibilidades da poesia no âmbito da fala e do corpo.

História

O Tropofonia nasceu em 2007, na cidade de Rosario, na Argentina. Em 2008, começou a ser produzido também no Uruguai, em 2009 em Belo Horizonte e em 2010 na Bolívia. 

Neste mesmo ano, o programa Tropofonia Belo Horizonte foi o vencedor do prêmio Roquette Pinto de melhor programa de radioarte do Brasil. 

Na sua versão brasileira, o programa enfatiza a poesia sonora e os movimentos de vanguarda que representam rupturas com a arte convencional. É um espaço de difusão de obras literárias e não literárias com a incorporação de elementos sonoros e interpretativos ao texto original. 

"A voz é a condutora de um ensaio entre a literatura e a música, a fala e o canto, não é um programa de literatura ou música, nem da fala e/ou do canto, mas de contrastes entre as artes, mostrando ser possível uma poética híbrida, uma performance ao mesmo tempo sonora e física, sendo as pregas da língua os instrumentos de um idioma no corpo da boca", explica Djami Sezostre. 

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

https://www.instagram.com/tropofonia

Foto: Djami Sezostre

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