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COLETIVO DE ARTISTAS DA PERIFERIA DE BH E REGIÃO METROPOLITANA LANÇA 1ª COLETÂNEA POÉTICA “À LUTA, À VOZ”
Iniciativa integra o projeto Diversidade Periférica e reúne o público neste sábado, dia 14, no Memorial Minas Gerais Vale
O Coletivoz comemora dez anos de atuação com sarau de lançamento de sua primeira coletânea poética “À luta, à voz” na tarde deste sábado, 14, às 16h, no Memorial Minas Gerais Vale – no Circuito Liberdade. A iniciativa integra o projeto Diversidade Periférica e reúne 22 autores, entre poetas, escritores, performers, músicos, slammers e artistas das diferentes periferias de BH e região metropolitana. A entrada é gratuita, sujeita a lotação, com retirada de senhas uma hora antes do evento. Desde 2008, o Coletivoz produz literatura e cultura periférica na regional do Barreiro, em Belo Horizonte, e comemora não só a fundação do coletivo como também os dez anos de resistência nas bordas da literatura brasileira.
Inspirado pelo Sarau da Cooperifa-SP (2001) e a Literatura Marginal, O Coletivoz tem circulado por diferentes espaços nas comunidades e regiões centrais e periféricas de BH e Região Metropolitana. Esse sarau marginal pioneiro fomentou a criação e o surgimento de outros coletivos de saraus em BH e no interior do estado, que atualmente configuram um circuito de mais 50 iniciativas literárias como: Sarau Vira-Latas, Sarau Comum (Espaço Comum Luiz Estrela-Sta.Efigênia), Sarau Lanternas (Venda Nova-BH), Sarau dos Vagal (Nova Lima), Nosso Sarau (Sarzedo), Sarau'Sarau (Betim), Apoema (Contagem), Terra Firme (Ibirité), entre outros que se identificam com essa poesia & prosa marginal-periférica.
Em sua trajetória, o Coletivoz também incentivou o nascimento de Slams – que são eventos que promovem batalhas de versos, e produz o Slam Clube da Luta toda última quinta do mês, no Teatro Espanca, integrando a capital e o estado ao campeonato internacional de poesia falada. Dos slams mineiros surgiram: Manas (Coletivo das Manas-BH), Trincheira (Ibirité), Slamternas (Coletivo Lanternas-BH), Avoa Amor (Coletivo Avoante), Slam da Estação (Sarzedo), A Rua Declama (Timóteo), Ondaka (Uberaba), Ágora (Juiz de Fora), entre outras em processo de organização.
A poeta e uma das mobilizadoras Karine Bassi contextualiza que, é a partir dessa retrospectiva histórica e cultural, que a Casa de Cultura Coletivoz (sede do sarau) convidou 22 poetas que são articuladores e frenquentadores destes coletivos culturais periféricos de BH para publicarem a 1ª edição da Coletânea ‘À Luta, À Voz: Coletivoz Sarau de Periferia’. “É uma parceria com a Editora Venas Abierta de publicações independentes. É um novo selo editorial fomentador dessa nova cena da Literatura Marginal-Periférica em MG. Até o aniversário, no mês de setembro, serão publicadas outras edições desta coletânea com poesias representativas dessa nova movimentação poética à margem do mercado e sistema literário de Minas Gerais. Vamos dar destaque às forças coletiva e individual dessa potente e promissora literatura vinda das ruas e dos corações sensíveis e políticos frente às opressões ideológicas do conservadorismo na sociedade”, completa Bassi.
A apresentação faz parte do projeto Diversidade Periférica, que se fundamenta no conceito de acessibilidade como aquilo que é atingível, que tem acesso fácil. A iniciativa – que deu início em setembro de 2017, busca aproximar moradores dos aglomerados à programação e às atividades do Memorial Minas Gerais Vale, além de dar visibilidade às iniciativas, às manifestações e às práticas artístico-culturais existentes em cada comunidade.
Foto:Thais Kas
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