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Documentário “Bienvenue Au réfugistan” É exibido no Sesc Palladium, dia 11 de abril
SESSÃO TEM ENTRADA GRATUITA E RODA DE CONVERSA COM A DIRETORA ANNE POIRET
A forma como se organizam os principais campos de refugiados do mundo é tema central do documentário “Bienvenue au Réfugistan” (Bem-vindo ao Refugistão). Dirigido pela jornalista francesa Anne Poiret, o filme, que mostra um “país invisível”, será exibido no dia 11 de abril, às 20h, no Cine Sesc Palladium. A sessão tem entrada gratuita e é promovida em parceria com a Aliança Francesa Belo Horizonte.
Ao longo da película, Anne aborda os conflitos vividos por cerca de 17 milhões de pessoas - refugiados, deslocados e imigrantes – que moram nesses locais. Construídos para ser provisórios, ela mostra que os campos se tornaram grandes redes de confinamento com abrigos superlotados e condições sanitárias difíceis. Assim, coloca em xeque o sistema de organizações não governamentais que gerem a situação. O filme investiga este gigante dispositivo que combina preocupações humanitárias e gestão dos “indesejados”, os quais os países ricos não querem a nenhum preço.
A proibição de trabalhar fora dos campos, a restrição de circulação, as longas filas para obter alimentos e a falta de saneamento acabam gerando cenários de violência em caos entre os abrigados, que muitas vezes passam mais de uma década nesses espaços. Juntos, estes campos de refugiados chegam a ter uma população do tamanho da Holanda, e os seus nomes não constam em nenhum mapa.
O documentário foi gravado nos principais locais de acolhimento como Quênia, Tanzânia, Jordânia, na fronteira da Grécia com a Macedônia, e nas instalações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na França, Inglaterra e Suíça. A fim de ampliar a discussão, após a exibição do filme haverá um debate com a diretora Anne Poiret.
Sobre a diretora
Vencedora do Prix Albert Londres, o principal prêmio do jornalismo francês, em 2007 por “Muttur: um crime contra o humanitário”, a escritora e jornalista francesa Anne Poiret produz documentários há 15 anos – “Meu País Fabrica Armas”; “Síria:Missão Impossível”; “Sudão do Sul: fábrica de um Estado”; “Namíbia: O Genocídio do Segundo Rei”; - e colabora com diferentes publicações. No Oriente Médio, África ou Ásia, ela está particularmente interessada nas áreas cinzentas do período do pós-guerra.
Foto: Divulgação
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