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Com ingressos esgotados, Palácio das Artes promove sessão extra da cantata “CARMINA BURANA”

O coro interpreta, acompanhado de piano e percussão, a obra mais famosa do compositor alemão Carl Orff, que tem no profano sua fruição artística

O sucesso da famosa cantata “Carmina Burana”, considerada a obra prima do compositor alemão Carl Orff, fez com que os ingressos para apresentação do dia 12 de abril se esgotassem rapidamente. Para garantir que mais pessoas possam se encantar com a interpretação da peça pelo Coral Lírico de Minas Gerais, o Palácio das Artes promove no dia 11 de abril, às 20h30, uma sessão extra do espetáculo, que faz parte da série Concertos da Liberdade.

Com regência do novo maestro titular do Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), Hernán Sánchez, e tendo Melina Peixoto como soprano e Júlio Mendonça como tenor, o concerto vai contar com a participação de Lício Bruno (Baixo/Barítono), do pianista Fred Natalino, e da artista Patrícia Valadão. Segundo o maestro Hernán Sánchez, “Carmina Burana é uma obra eterna e muita atual. É uma obra que fala do desejo do amor, do amor ideal, carnal, primaveral. O trabalho trata de distintos momentos da vida. Muitas vezes a partitura nos fala com paixão, e traz até mesmo uma maneira selvagem para as vozes. A cantata relata muitos atos de amor. A versão que apresentaremos tem dois pianos e percussão. E mostra perfeitamente o tratamento sofisticado das vozes e dos solistas, demonstra todo o virtuosismo dos músicos. A obra tem quase mil anos e se mantém muito forte e contemporânea”.

O concerto também marca a estreia no Grande Teatro CEMIG Palácio das Artes do novo regente titular do CLMG, Hernán Sánchez. “Fico muito emocionado em estar à frente da Coral Lírico de Minas Gerais Minas Gerais tem um coro de muita excelência musical, de excelência humana. O CLMG é um coral muito eclético, virtuoso, que pode cantar muitos estilos sempre com maestria”, pontua Sánchez.

“Carmina Burana”, do alemão Carl Orff, é uma cantata para palco, na qual o coro desempenha o papel principal. A grande maioria dos ouvintes está familiarizada com a versão para grande orquestra desta cantata profana, mas poucos conhecem a versão preparada pelo aluno do compositor, Wilhelm Killmayer e autorizada por Orff, em 1956, para dois pianos e seis percussionistas. O texto de “Carmina Burana” consiste numa compilação que Carl Orff fez a partir de uma edição de J.A. Schmeller, publicada em 1847, de um manuscrito que fora preservado no mosteiro bávaro de Benediktbeurn, região próxima a Munique. Datado de 1300, este manuscrito continha uma coletânea de 400 canções profanas em latim, francês meridional e alto alemão da Idade Média, das quais 25 foram extraídas e musicadas por Carl Orff.

Escritas por uma confraria de literatos bávaros conhecidos como Goliardos (monges e seminaristas dissidentes que faziam poemas contra a igreja da época), as canções contêm, em sua essência, motivos profanos com temas ligados à bebida, ao jogo e aos prazeres da mesa, além das alusões críticas aos costumes medievais. Muitas vezes essas obras chegam ao humor crítico malicioso e ao erotismo, representando um conflito dentro da sociedade medieval e uma oposição à igreja. Apesar das proibições eclesiásticas, os Goliardos sobreviveram até o século XV. Carl Orff manteve a seleção destes textos em idiomas originais e agrupou as canções em três partes principais, estruturadas por um vigoroso hino em louvor à deusa Fortuna, a verdadeira senhora do mundo.

A invocação da abertura é seguida de uma descrição da primavera e do mundo profano, representada por canções e danças rústicas. A segunda parte é situada em uma taverna medieval, onde não só os hóspedes vulgares erguem a voz, como também o cisne no espeto lamenta o próprio destino. A corte do amor, terceira parte, confere maior evidência aos cantores solistas do que as duas anteriores, e a canção final “Blanziflor et Helena” retorna ao coro em louvor a Fortuna, como na abertura da obra.

Hernán Norberto Sánchez Arteaga – Natural de Buenos Aires, é professor nacional de dança folclórica argentina. Iniciou seus estudos de violão, canto e regência coral no Conservatório Alberto Ginastera, em Morón. Aperfeiçoou-se em direção coral com Antonio Russo, Roberto Saccente, Nestor Zadoff e Werner Pfaff. Estudou canto no Instituto Superior de Arte do Teatro Colón e Música Antiga no Conservatório Superior de Música "Manuel de Falla". Desde 2009 dirige o coro ensino “Envozalta”, com o qual já realizou concertos sinfônicos e corais. É, também, coordenador de coros para a gestão operacional "Música para a Igualdade" do Ministerio de Educación del Gobierno de la Ciudad.

Integrou o cordel de tenor do Coro Nacional Juvenil e os corais estáveis do Teatro Argentino de La Plata e do Teatro Colón. Participou como solista em diferentes óperas na Avenue Theater Company Juventus Lyrica: Falstaff, A Flauta Mágica, Madama Butterfly, Romeu e Julieta, e La Bohème. Para o Centro de Experimentação de Teatro Colón, participou das óperas Hin und Zurück e The Fairy Queen. Também participou como solista para o Teatro Colón em O Rapto do Serralho, Bebe Dom, Columbus Ring e Le Grand Macabre. Preparou óperas e concertos com Carlos Vieu, Guillermo Tesone, Salvatore Caputo, Carlos Calleja, Hernan Schvartzman e Antonio Russo. Para a Juventus Lyrica, dirigiu as óperas Lucia di Lammermoor, Barbeiro de Sevilha e Carmen. Também preparou o coro da instituição para as óperas Norma, La Traviata, Manon Lescaut, A Flauta Mágica, La Bohème e Cavalleria Rusticana. Atualmente é diretor do Coro Estável do Teatro Argentino de La Plata.

Coral Lírico de Minas Gerais – Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado em janeiro de 2019. Interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Além de integrar as temporadas de óperas da FCS, participa das séries Lírico ao Meio-dia, Lírico em Concerto, Lírico Sacro e Sarau Lírico. O Coral Lírico de Minas Gerais teve como regentes os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu Miranda Gomes, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade, Lara Tanaka, sendo Hernán Norberto Sánchez Arteaga o atual regente.

Fundação Clóvis Salgado – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS. A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia. de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado também é responsável pela gestão do Circuito Liberdade. Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.

CONCERTOS DA LIBERDADE |SESSÃO EXTRA | CARMINA BURANA, DE CARL ORFF

(versão para coro, pianos e percussão)

Datas e horários:

11/04/2023 (terça-feira), às 20h30

Plateia I: R$20,00 (inteira) | plateia II: R$15,00 (inteira) | Plateia superior: R$10 (inteira). Ingressos também podem ser adquiridos com meia entrada.

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro – Belo Horizonte

Classificação: 10 anos

Informações para o público: (31) 3236-7400

Foto: Paulo Lacerda

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