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DVD de “homem comum” será lançado no Memorial Vale
Qual o sentido da vida? Você sente que às vezes está vivendo um sonho? Era esse tipo de pergunta que o cineasta Carlos Nader queria fazer a caminhoneiros pelo país quando começou a filmar o que viria a ser “Homem comum”. Não deu muito certo, mas foi com esta pesquisa que o cineasta encontrou Nilson de Paula, caminhoneiro paranaense que transportava porcos vivos pelo Brasil e com quem conviveu por quase 20 anos. O longa-metragem, sobre a vida desse homem comum, ganhou versão em DVD que será lançado em Belo Horizonte em sessão no Memorial Minas Gerais Vale. Após a exibição, marcada para às 18h30, da quinta-feira (6/4), o diretor participa de debate com a participação do professor e curador na área do audiovisual, Eduardo de Jesus.
A produção recebeu o prêmio de melhor documentário brasileiro de longametragem na edição de 2014 do festival É Tudo Verdade. O filme, que tem estrutura ficcional mas é composto por imagens reais, traça uma relação inesperada entre cenas dos últimos 20 anos da vida real desse caminhoneiro e cenas da obra-prima ficcional dinamarquesa de Carl Dreyer, "A Palavra" (considerado um dos 25 melhores filmes de todos os tempos).
O homem comum
Ao longo de quase 20 anos, Nader conviveu com Nilson de Paula e sua família. Durante esse período, as vidas de Nilson, de sua esposa e de sua única filha se transformaram, assim como a do diretor, que passou a fazer parte desse círculo também afetivamente. Seu ponto de partida para o longa-metragem foi a pergunta: “Qual o sentido da vida?”, e daí construiu uma relação inesperada entre cenas da vida real do caminheiro e cenas da obra-prima ficcional dinamarquesa de Carl Dreyer, A palavra (1955). Nader afirma que “nunca imaginaria que esta vida comum iria ter uma relação tão íntima com um dos filmes mais incomuns da história do cinema”.
Segundo Nader, Homem comum poderia receber rótulos tão diversos como documentário falso, cinema direto, filme de família ou videoarte. O filme, no entanto, afirma o diretor: “não se limita a serpentear entre os limites da linguagem cinematográfica. É uma obra que se coloca como experiência de vida. Ao ziguezaguear pelas diferentes instâncias do real, descobre uma realidade inesperada: a de que a dicotomia verdade/ficção é análoga à dicotomia morte/vida.”
Carlos Nader
Carlos Nader iniciou a carreira em 1980 como videoartista. O cineasta possui uma obra audiovisual composta por cerca de 180 títulos entre longas e curtas-metragens, filmes comissionados para exposições, instalações multimídia e programas de TV. Entre seus filmes, estão os longas-metragens Pan-cinema permanente (2008); Eduardo Coutinho, 7 de outubro (2013); e A paixão de JL (2015).
Eduardo de Jesus
Eduardo de Jesus é graduado em comunicação social pela PUC Minas, mestre em comunicação pela UFMG e doutor em artes pela ECA/USP. É professor do programa de pós-graduação da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas e atua na Associação Cultural Videobrasil. É curador com atuação na área do audiovisual (cinema, vídeo e televisão), arte contemporânea e tecnologia.
Ficha técnica:
Direção e roteiro: Carlos Nader
Produção executiva e assistente de direção: Flavio Botelho e Kátia Nascimento
Fotografia: Azul Serra, Carlos Nader, Fernando Laszlo e Victor Civita
Montagem: Carlos Nader e Andre Braz
Trilha sonora: Daniel Zimmerman
Finalização: Andre Braz, Carolina Pedrosa, Rodrigo Kassab e Yuri Amaral
Produção: Carlos Nader
Brasil, 2014
Foto: Divulgação
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