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Espetáculo "Encerramento do Amor” inicia sua turnê nacional com estreia em BH

Dirigido por Diego Bresani, o texto francês ganhou sua versão brasileira e agora rodará o país trazendo o final de um relacionamento com várias camadas de complexidade.

“Quem amamos quando amamos?” é a pergunta detonadora de Encerramento do Amor, espetáculo teatral brasiliense, dirigido por Diego Bresani, que faz curta temporada em BH nos dias 10 e 11 de abril, no Galpão Cine Horto. A peça, originalmente francesa, traz uma conversa composta por dois monólogos que marcam o término de um relacionamento, “Todo relacionamento longo tem suas camadas e complexidades, isso é evocado na nossa obra, mas fugindo aos clichês dos espetáculos que falam de relacionamentos” ressalta o diretor.

O desejo de montar uma versão brasiliense da obra veio da atriz Ada Luana, que via na ousadia do texto não somente um dos maiores desafios que enfrentaria como intérprete, mas também a potencialidade das relações humanas. “Tratar o tema de um amor que vive seus últimos suspiros diante do público, através de um duelo de palavras, me pareceu a melhor maneira de colocar em questão a nossa capacidade de escuta, de diálogo, de compreensão e acolhimento do outro.” Questão essa que achou eloquência perfeita nos tempos que estamos vivendo hoje no atual contexto político-social do Brasil.

E a adaptação do texto para o Brasil trouxe desafios para além da tradução. “É um texto extremamente francês no sentido da palavra, na paixão que eles têm pela palavra, pela retórica. O que nos seduziu no texto foi justamente isso. São muitas páginas de texto sem nenhuma pontuação. Nosso desafio foi esse, pontuar e trabalhar o texto como a grande partitura que ele é. Descobrindo como ir criando cada pontuação durante o espetáculo.” explica Bresani.

A temporada de Encerramento do Amor em BH marca o início da turnê nacional do espetáculo. As apresentações acontecem nos dias 10 e 11 de abril, domingo com sessão dupla, às 16h e 19h30, e segunda, às 19h30, com acessibilidade em Libras. A entrada é gratuita e a retirada acontece pelo site Sympla. O projeto é realizado com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal, e, na temporada em BH, do Restaurante NOCA.

Sinopse

Dentro de uma grande sala, uma mulher e um homem se falam. É ele que começa a conversa. Ela escuta, atenta, e lhe responde com um segundo monólogo. Eles evocam sua separação, falam do antes e do agora. Pascal Rambert não traz uma resposta pronta à questão: “Quem amamos quando amamos?”.

Ele circula pelas possibilidades. Ele não nega os clichês dos quais se utilizam, pelo menos uma vez, aqueles que se separam, que procuram uma razão para o desamor, que revivem suas memórias, as embelezando antes de destruir tudo com algumas frases assassinas. O rio ininterrupto de palavras, as questões-respostas que se ligam, a respiração contida em uma espécie de maratona entre o medo e a libertação: é aqui,no coração deste momento doloroso, que Pascal Rambert nos coloca. Na brutalidade de um verbo onipresente, no rigor inacreditável de uma escrita fria e mortal se manifesta um combate impiedoso. Ele ataca e Ela deve lutar contra o desaparecimento que ele quer lhe impor. Eles têm armas iguais, mas não as utilizam da mesma maneira. Há o masculino e o feminino. Há dois olhares, dois silêncios, dois discursos para dizer a violência de um amor que morre.

Sobre o Autor

Pascal Rambert foi diretor do Théâtre de Gennevilliers (T2G), o qual transformou em Centro Dramático Nacional de Criação Contemporânea, dedicado ao teatro, dança, ópera, arte contemporânea, cinema e filosofia. Suas criações são apresentadas internacionalmente e seus textos já foram traduzidos para diversas línguas. Suas obras são apresentadas nos principais festivais da Europa: Montpellier , Avignon , Utrecht, Berlim, Hamburgo, Nova York e Tóquio. Pascal Rambert encenou também várias óperas na França e nos Estados Unidos. Dirigiu curtas-metragens que foram selecionados e premiados em festivais em Pantin, Locarno, Miami e Paris.

Sobre o diretor

Diego Bresani é fotógrafo e diretor de teatro, graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília em 2006. Iniciou sua carreira de direção como assistente de Antônio Abujamra e Hugo Rodas no espetáculo Os demônios que teve temporada no CCBB (Brasília e Rio de Janeiro). Já dirigiu diversos espetáculos, entre eles A História do jardim Zoológico (2006), espetáculo que ficou classificado entre as 10 melhores peças do ano em São Paulo pela Revista Veja. No mesmo ano foi indicado ao prêmio de Melhor Direção - Prêmio Sesc de Teatro Candango. Dirigiu A trilogia sobre a violência, da Cia. Setor de Áreas Isoladas, composta pelos espetáculos: Vialenta, Terapia de Risco e Qualquer coisa eu como um ovo. Todas as peças foram indicadas aos prêmios de Melhor Direção e a Melhor Espetáculo (Prêmios SESC), nos anos 2010, 2012 e 2013 respectivamente. Com as peças viajou para diversos festivais no Brasil, entre eles o Janeiro de Grandes Espetáculos em Recife.Diego também trabalha com fotografia e iluminação teatral profissionalmente desde 2001. Atualmente trabalha entre Brasília e Paris.

Ficha técnica

Direção: Diego Bresani
Texto: Pascal Rambert
Tradução: Marcus Vinícius Borja
Elenco: Ada Luana, João Campos e Taís Felippe
Iluminação: Diego Bresani
Fotografia: Henri dos Anjos
Cenografia e Figurinos: O grupo
Produção: Taís Felippe e João Campos
Realização: Companhia Setor de Áreas Isoladas

SERVIÇO | Temporada espetáculo “Encerramento do Amor”

Direção: Diego Bresani
10 e 11 de abril
Domingo | 1ª sessão: às 16h / 2ª sessão: às 19h30

Segunda-feira | 19h30 | Sessão única com acessibilidade em Libras

Local: Galpão Cine-Horto
Rua Pitangui, 3613 | Bairro Horto

ENTRADA GRATUITA

Retire gratuitamente pelo site:https://www.sympla.com.br/encerramento-do-amor__1527304
Instagram: @ciasetordeareasisoladas

Foto: Henri dos Anjos

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