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Amorina e FLIP ganham prêmio e celebram com show gratuito em Belo Horizonte
Encerrando as atividades do projeto Artifício os artistas realizam shows com transmissão gratuita e acontece ainda bate-papo sobre acessibilidade de eventos
Nos próximos dias 30/3 e 1ª/4 acontece o encerramento das atividades do Projeto Artifício! Ao longo dos últimos dois meses, a ação selecionou, a partir de chamamento público, dois expoentes da música belo horizontina para premiação, além de promover um intenso ciclo formativo de oficinas sobre os bastidores da cena musical. Agora, para celebrar esses encontros e fechar a programação acontecem os shows de Amorina e FLIP, artistas vencedores, e um debate sobre acessibilidade nos eventos culturais. Ambos tem participação gratuita.
Guto Borges, curador, destaca como o processo seletivo deu uma dimensão impressionante da produção musical contemporânea na cidade de Belo Horizonte e região metropolitana: “As inscrições foram do Drill ao Samba tradicional, do trap à MPB experimental. Um universo riquíssimo que nos oferece um panorama criativo plural e de muita qualidade. A seleção de apenas dois nomes, dado os limites do edital, teve que levar em conta alguns critérios, tais como a necessidade de democratização do acesso a atividades culturais e formativas, assim como uma maior diversificação socioeconômica da(o) artistas contempladas.”
Para Ana Carolina Antunes, produtora e gestora executiva do projeto, a necessidade de realizar ações culturais “como dá” acaba formando agentes culturais com lacunas no aprendizado, sobretudo nos contextos locais e comunitários. Uma dessas lacunas certamente é o pensamento, ou a falta dele, sobre acessibilidade. Voltado para esse tema acontece, no dia 30/3, às 19h, live debate, aberta ao público e com transmissão no canal do Youtube do projeto. Ana chama a atenção para o baixo índice de ações que, de fato, se preocupam com o recurso. “A acessibilidade não pode ser apenas um cumprimento de legislação, é necessário capacitar os agentes e fornecer repertório básico sobre como as experiências inclusivas se dão efetivamente para o público com deficiência.” Para ela, um exemplo desse descaso é a utilização de recursos de acessibilidade, mas a ausência de esforços em fazer com que a divulgação alcance esse público ou mesmo de movimentos para pensar na formação do mesmo que, historicamente, não tiveram esse tipo de acesso.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Sobre Amorina
Cantora, compositora e produtora, Amorina se identifica como mulher, negra e LGBTQIA+. Como artista explora, atualmente, a sonoridade afro-pop-eletrônica, unindo música eletrônica a elementos da música africana, afro-mineira e pop. Essa pesquisa está refletida em seu mais recente álbum, IPALOLO (2020).
Além de seu trabalho solo é uma das idealizadoras do Sonora - Festival Internacional de Compositoras, maior festival de música feminina do mundo e do coletivo Mulheres Criando e vocalista de dois blocos carnavalescos: o Haja Amor e o ClandeTinas (Bloco feminista em apoio a casa Tina Martins de acolhimento a mulheres em situação de risco).
A artista também é idealizadora do projeto ReVOAda, que trouxe oportunidade de formação e trabalho para 16 artistas iniciantes. Como cantora liderou por quase 10 anos a banda Chuva a Granel, com a qual participou de eventos e premiações diversos, e foi integrante do Grupo Rosa dos Ventos, dirigido por Titane e o renomado diretor teatral João das Neves.
Sobre FLIP
É artista musical independente e investiga uma sonoridade e visualidade POP com referências na cultura negra e queer. Em 2021, lançou seu primeiro single, “Meu Nego”, em parceria com a cantora Michele Bernardino, e também “Fluxo”, música e videoclipe, em parceria com a artista Yukáh.
FLIP já atuou como preparador vocal e compositor de trilha sonora para peças teatrais e produções audiovisuais. Além disso, integrou atrações como o II Arte Pocket Festival em Cataguases - MG e o Festival Audiovisual de Cultura de Minas Gerais (FAC), com seu videoclipe de Rainha do Mar. Com esse videoclipe recebeu ainda o 1º lugar, na categoria audiovisual, do I Festival Virtual Conexão de Arte e Cultura (CAC). Foi selecionado pelo coletivo IMUNE e recebeu mentoria de carreira musical por Bia Nogueira.
SERVIÇO
Encerramento projeto Artifício
Live Debate sobre acessibilidade, com Laís Vitral, Karla Danitza, Gabriel Aquino e Helena de Jorge Portela.
30/04/2022 - 19h
Shows Amorina e FLIP
1º/04/2022 - 19h
As transmissões acontecem no canal do projeto: youtube.com/ProjetoArtificio
Foto: Divulgação
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