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Setor de comércio e serviços sugere medidas para o programa “Centro de Todo Mundo”
Em reunião realizada na CDL/BH, entidades e empresas representativas do setor produtivo destacaram a importância do diálogo com a PBH e a participação na tomada de decisões
Nesta terça-feira, 28, entidades e empresas do setor de comércio e serviços da capital mineira reuniram-se na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) para analisar os possíveis impactos às atividades econômicas do projeto “Centro de Todo Mundo” e as ações do Executivo Municipal para a população em situação de rua, lançadas no último dia 20.
“O hipercentro de Belo Horizonte viveu um esvaziamento nas últimas décadas. A cidade ganhou novos centros comerciais nas outras regiões da cidade para atender a população perto de casa. Contudo, a região central ainda é o coração do setor de comércio e serviços, a principal força econômica da cidade, e sua revitalização precisa ser pensada e discutida por todos os que fazem parte dela. A Prefeitura, obviamente, tem legitimidade para ser a protagonista dessa discussão, mas estamos dispostos a participar e a contribuir com sugestões e propostas”, enfatizou o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.
Durante a reunião foram destacados pontos de atenção em relação às ações previstas pelo projeto “Centro de Todo Mundo” com forte impacto nas atividades de comércio e serviços da área central. Para esses pontos, em especial, foram apresentadas sugestões que possam reduzir impactos negativos e potencializar os reflexos na implementação do projeto.
Cultura, Lazer e Turismo
Em linhas gerais, o programa da Prefeitura propõe a finalização das obras do Espaço Multiuso do Parque Municipal, expansão do horário de funcionamento do local e a requalificação do CAT - Mercado das Flores.
Sugestões:
Reavaliar a gestão do Parque Municipal visando atualização do modelo de administração por meio de Parceria Público Privada, estimulando a oferta de serviços para o público.
Potencializar parcerias com o Circuito Cultural Liberdade e áreas com potencial turísticos como, por exemplo, a Savassi e o Barro Preto (Polo da Moda).
Valorização dos comércios tradicionais da região como pontos turísticos.
Mobilidade
O projeto prevê a criação de faixas exclusivas para ônibus, além da manutenção, reforma e instalação de novas ciclovias.
Sugestões/Propostas:
As entidades e empresas sugerem que haja uma explicação detalhada do projeto para entender quais vagas serão excluídas em função das faixas exclusivas e das ciclovias.
Manutenção e reforma de vias estão, geralmente, relacionadas a obras na porta dos comércios. As entidades demandam que as obras sejam feitas em etapas, para evitar grandes canteiros e isolamento das lojas.
Requalificação urbana
As ações previstas irão contemplar a requalificação e o fechamento da Rua Sapucaí aos domingos, reconstituição da Praça da Independência e revitalização do conjunto histórico e paisagístico da Avenida Bernardo Monteiro.
Sugestões:
Em levantamento preliminar realizado pela CDL/BH com comerciantes locais, 93% dos entrevistados concordam com o projeto de “fechamento” da Sapucaí, entendendo que irá ajudar o seu negócio.
Mobiliário urbano
A Prefeitura propõe a instalação de novos abrigos de ônibus e banheiros públicos.
Sugestões:
Apresentar, para avaliação, os locais de instalação dos novos abrigos e dos banheiros públicos a fim de se evitar impactos negativos na circulação de clientes e fachadas das lojas.
Facilitar a instalação de placas luminosas na região central, contribuindo para a segurança da região.
A manutenção das calçadas portuguesas deve ser responsabilidade da Prefeitura.
Avaliar a disponibilização dos sanitários dos estabelecimentos comerciais com a devida cobrança. A ação obteve um excelente resultado no carnaval.
Parques e Arborização
A Prefeitura tem a intenção de implantar áreas de resfriamento no centro da cidade e ampliar a arborização de vias, calçadas e canteiros.
Sugestões:
A CDL/BH se disponibiliza a oferecer suporte para a adequação dos lojistas ao Programa Adoro BH, que trata da adoção de espaços públicos e áreas verdes na cidade, incentivando o comércio a adotar praças e canteiros.
Ressaltam a importância de se haver uma contrapartida justa em termos de visibilidade das empresas adotantes destes espaços.
Manutenção e Zeladoria
O programa prevê a manutenção dos canteiros centrais, revitalização de calçadas portuguesas, requalificação dos pavimentos, reforma da Praça da Estação, restauração e conservação de bens tombados pelo município.
Sugestões:
As ações podem implicar em obras e impacto ao comércio local, sendo necessária articulação com a zeladoria para serem pactuados prazos e horários de menor impacto.
Criação de um plano municipal para ampliar/melhorar a iluminação nos centros comerciais e acessos.
Construção de fluxo de diálogo e demandas entre comércio e Subsecretaria Municipal de Zeladoria Urbana (Suzurb).
Ocupação de prédio ociosos e subutilizados
O ‘Centro de Todo Mundo’ propõe a atualização da legislação de Retrofit e viabilização da implantação da habitação de interesse social na região central.
Sugestões:
Buscar formas de promover o readensamento do Hipercentro com trabalhadores do setor de comércio e serviços (Linhas de financiamento, subsídios e ou enquadramento em políticas sociais).
A implantação de incentivo à habitação no Centro de BH irá fomentar a maior circulação de pessoas e a permanência de pessoas no espaço.
Segurança
O Executivo Municipal planeja a implantação de videomonitoramento inteligente e ampliação das ações da Guarda Municipal no perímetro.
Sugestões:
Melhoria da iluminação nos ambiente públicos.
Inclusão do setor de comércio e serviços nas discussões sobre ações de inteligência da segurança pública.
A CDL/BH se coloca à disposição como agente de interlocução para a integração das câmeras de lojas ao sistema da Guarda Municipal.
População em situação de rua
O programa objetiva a reinserção ao mercado de trabalho e a viabilização de habitação de interesse social na região central, locação social e bolsa moradia
Pontos de atenção e sugestão:
As entidades e empresas desejam conhecer detalhadamente as iniciativas.
Avaliar o impacto das habitações de locação social e bolsa moradia no comércio local.
Foto: Divulgação CDL/BH - Alessandro Carvalho
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