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Você tem bronca de quê?
Peça coloca à baila a intolerância e a inclusão social para pessoas com síndrome de down
No momento em que vivemos, em que o limite da tolerância está sendo colocada à prova, o Teatro Bradesco do Centro Cultural Minas Tênis Clube apresenta a peça #Broncadequê?. O texto coloca para público como lidar com as diferenças, como transformar a burrice do preconceito na inteligência da aceitação do que é diferente. A peça terá
duas sessões nos dias 8 e 9 de abril, sexta e sábado, às 21h e 19h, respectivamente. Entrada R$40 (inteira) e R$20 (meia).
O texto de Rogério Blat dirigido por Ernesto Piccolo traz no elenco os atores Karina Ramil, Lorena Comparato, Pedro Baião, Renato Goés e Theo Nogueira conta a história de Clara, uma estudante de psicologia que pertence a uma família abastada da zona sul carioca. Ela é muita amiga de Nick, filha de pais hippies, é uma jovem super-responsável que toma conta de si e dos pais. Ambas são amigas de Lupi, um cara meio desligado que é um gênio incompreendido da informática e de Jorge, que largou a faculdade de Belas Artes para se formar em publicidade. Os quatro amigos inseparáveis conhecem Guilherme em uma passeata pela “Liberdade Down”, convocada através da internet por um anônimo com o apelido “Célula 47”. A passeata é um vexame, no dia e hora marcados não aparece ninguém, ou melhor, aparecem apenas Clara, Nick, Lupi, Jorge e Guilherme que descobrimos ser o próprio “célula 47”. Desse encontro nasce uma relação de amizade e companheirismo entre os cinco jovens. Da manifestação “LiberdadeDown” liderada por Guilherme, que protesta de forma artística, os cinco jovens partem para uma aventura na noite carioca, com direito a balada, romance, serenata e muita diversão.
A inclusão da pessoa com síndrome de down é tratada de forma leve e com humor neste texto que é uma comédia. De forma delicada e precisa o texto questiona sobre como lidar com as diferenças e deixa a pergunta para o público: o que define o que é inferior? Quais os meios para interromper a exclusão em que vivem alguns indivíduos rotulados como diferentes?
Não há no texto a ideia de passar uma lição moralista, acerca da aceitação das diferenças. Mas sim o contrário, o objetivo da cena é mostrar para o público que o preconceito parte de uma opinião e sentimento concebido sem exame crítico, de generalização sem base. Sendo assim, a peça mostra que o preconceito é uma grande bobagem.
Foto: Divulgação
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