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Exposição coletiva internacional no CCBB transformar jogos em objetos de reflexão

Playmode estimula uma participação lúdica e ativa dos visitantes, colocando-os diante de obras que propõem uma reflexão social sobre a atualidade

 Ao todo serão 44 peças, muitas delas interativas, elaboradas por artistas da Alemanha, do Brasil, da Croácia, dos Estados Unidos, da França, da Grécia, do Japão, da Nova Zelândia e de Portugal   

  Unir diversão à reflexão. Essa é a sedutora proposta da exposição coletiva Playmode, que estreia nacionalmente no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte em 30 de março, indo posteriormente para o Rio de Janeiro (19/07), São Paulo (25/10) e Brasília (01/02/2023). A mostra exibirá 44 peças, muitas interativas, de artistas de todo o mundo. Sete deles, brasileiros.

  Quando se fala em jogos, especialmente os digitais, é natural pensar em diversão. No entanto, a mostra produzida pela N+1, com curadoria dos portugueses Filipe Pais e Patrícia Gouveia, utiliza o caráter lúdico dos jogos para propor uma reflexão social e política sobre a atualidade.

  “Buscamos obras que representem a revolução digital que nós vivemos e que apresentem, pela linguagem da tecnologia, as necessidades básicas humanas de interagir, de se espelhar no outro e de resistir à imobilidade”, descreve Patrícia Gouveia.

  Playmode chega ao CCBB Belo Horizonte vinda diretamente de Portugal, onde foi exibida em 2019 no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa. Por lá, alcançou grande sucesso de crítica e público. “O Brasil é muito grande, tem uma população diversa e esperamos que as pessoas se envolvam ainda mais com a proposta”, avalia Filipe Pais. “Assim como os portugueses, os brasileiros são curiosos, querem conhecer e participar”, completa o curador.

    Ele enfatiza que a interatividade de algumas das peças apresentadas convida o visitante a uma participação ativa, que coloca o público diante de experiências lúdicas, sensoriais e conceituais. “Os jogos criam um mundo à parte, alterando as nossas perspectivas e formas de ver as realidades que nos envolvem”, explica.

  “Para o CCBB BH receber a mostra coletiva Playmode representa a oportunidade de levar ao público a inusitada ligação entre arte contemporânea e jogo. É brincadeira e observação ao mesmo tempo, tendo as novas tecnologias como suporte nessa jornada”, observa Gislane Tanaka, gerente Geral do CCBB BH.

   “Para a BB DTVM, o investimento em cultura gera um impacto direto e positivo para a sociedade ao ampliar o acesso, a todas as idades, às exposições de alto valor cultural como Palymode”, comenta Isaac Marcovistz, head de produtos, comunicação e marketing da BB DTVM.

  ORGANIZAÇÃO E DESTAQUES 

Ao propor uma reflexão sobre a faceta lúdica da sociedade contemporânea, Playmode divide os trabalhos dos artistas em três grandes eixos: “Modos de desconstruir, de modificar e de especular”; Modos de participar e de mudar” e “Modos de transformar, de sonhar e de trabalhar”.  

  No primeiro eixo encontram-se obras que exploram os modos de jogar. Valendo-se de jogos bem conhecidos, propõe a transformação de regras e mecanismos já automatizados pelos usuários desses jogos. Sugere-se, nessa dinâmica, a revisão de conceitos como resistência e o estímulo para promover novas visões do mundo contemporâneo.

 É o eixo com maior quantidade de obras na mostra. Lá se encontra o protótipo do “Xadrez AutoCriativo” (2019), de Ricardo Barreto e Raquel Fukuda. A instalação propõe uma reformulação do xadrez clássico. Os seis tabuleiros distribuídos na mesa, previamente determinados pelos artistas, demonstram jogos possíveis com os quais os visitantes de Playmode poderão interagir a partir de regras tradicionais do xadrez.

 Destacam-se neste eixo também o “Cubo de Dados” (1970), de Nelson Leirner – obra que se vale de dados clássicos para brincar com a geometria espacial e transformar a forma cúbica simples em uma escultura fractal – e a “Mesa de Jogos” (2020), de Laura Lima e Marcius Galan. Essa obra consiste numa apresentação unificada de diferentes jogos de tabuleiro e de cartas em cima de uma mesa, possibilitando que todos eles possam ser usados ao mesmo tempo – embaralhando as regras e exigindo dos participantes um acordo sobre elas.

  O eixo 2 compreende obras cujo objetivo é convocar a atenção mais profunda dos visitantes: além da participação ativa nos jogos, mobiliza-se a consciência das decisões tomadas ao longo da partida. Consequentemente, as peças digitais desse eixo acabam por estimular a mudança de perspectivas em relação à realidade e às maneiras de lidar com ela. 

  No bloco expositivo se encontra a obra “Everything” (2017), de David OReilly. Trata-se de um game de simulação em que um jogador pode explorar diferentes criaturas e objetos, adquirindo paisagens e planetas, enquanto tem acesso a citações narradas pelo filósofo Alan Watts, conhecido por popularizar reflexões filosóficas de pensadores clássicos e modernos.

  O terceiro e último eixo da mostra evidencia o poder dos jogos em construir sonhos e a capacidade de promover o deslocamento do jogador para espaços imaginários. Além desse aspecto lúdico, inerente a qualquer jogo, o terceiro grupo enfatiza a capacidade de transformação das estruturas cognitivas, físicas e sociais latentes no jogo e no ato de jogar.

   Estão presentes na mostra artistas e estúdios, produtores e coletivos da Alemanha, Brasil, Croácia, Estados Unidos, França, Grécia, Nova Zelândia, Portugal e Japão. São eles: Aram Bartholl, Bill Viola + Game Innovation Lab, Bobware, Brad Downey, Brent Watanabe, Coletivo Beya Xinã Bena + Guilherme Meneses, David OReilly, Filipe VilasBoas, Harum Farocki, Isamu Noguchi, Jaime Lauriano, Joseph DeLappe, Laura Lima + Marcius Galan, Lucas Pope, Mary Flanagan, Mediengruppe Bitnik, Milton Manetas, Molleindustria, Nelson Leirner, Pippin Barr, Priscila Fernandes, Raquel Fukuda + Ricardo Barreto, Samuel Bianchini, Shimabuku, Tale of Tales (Auriea Harvey e Michaël Samyn) e The Pixel Hunt.

  SOBRE A BB DTVM 

A BB DTVM é líder da indústria nacional de fundos de investimento, com patrimônio líquido sob gestão de R $1,391 trilhão em recursos e 20,75% de participação de mercado, conforme ranking de Gestores de Fundos de Investimento da Anbima, de janeiro de 2022. Oferece soluções de investimento inovadoras e sustentáveis para todos os perfis de investidores e sua excelência em gestão é atestada por duas importantes agências de rating – Fitch Rating e Moody´s 

  SERVIÇO 

Playmode | Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte 

● Belo Horizonte: 30.03 a 06.06 

● Rio de Janeiro: 19.07 a 12.10 

● São Paulo: de 25.10 a 09.01.23 

● Brasília: de 01.02.23 a 02.04.23  

  Protocolo de funcionamento do CCBB durante a pandemia de Covid-19

• Horário de funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 22h. 

• Acesso ao prédio: livre, porém restrito ao limite de lotação previsto nos protocolos de saúde. Não há estacionamento para visitantes. 

• Oriente-se pela sinalização. 

• Bilheteria: os ingressos devem ser emitidos, preferencialmente, pelo site bb.com.br/cultura com apresentação do QR Code na entrada da exposição. O ingresso é válido para o dia agendado. 

• Exposições: a visitação tem fluxo unidirecional. Oriente-se pela sinalização e uma vez iniciada a visita não retorne ao ponto inicial. 

• Guarda-volumes: está suspenso. Use somente o indispensável para sua visita. 

• Não é permitida a entrada nas salas de exposição portando mochilas, malas e bolsas superiores a 50 x 60 x 10 cm (LxAxP), tampouco portando capacetes. 

• Bebedouros: os bebedouros foram adaptados e a utilização é somente para coleta de água com recipientes individuais. 

• Máscara: uso obrigatório, cobrindo o nariz e a boca, durante a permanência no CCBB.

• Teatro: acesso somente mediante apresentação de comprovante da 2ª dose da vacina contra covid-19 ou do resultado negativo em teste do tipo RT-PCR, realizado até 48h antes do evento, ou teste rápido de antígeno, realizado até 24h antes do evento, acompanhados de documento com foto. 

• Elevadores: pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou que precisem de acompanhamento possuem atendimento priorizado. Recomendamos o uso das escadas aos demais usuários. 

• Banheiros: limitação da capacidade, instalados dispensadores de álcool gel. 

• Entrada e saída acessível: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem entrar e sair pela Rua Claudio Manoel. 

Foto: Camila Picolo 

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