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Espetáculo no Teatro Marília reflete sobre os valores do mundo

O Teatro Marília recebe de 14 a 26 de março, de quarta a segunda, às 19h, o espetáculo Mergulho, do Novo Coletivo de Teatro. A peça faz uma reflexão sobre o caráter asséptico do homem contemporâneo e a decadência de valores do mundo atual. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro, com duas horas de antecedência, por R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia). A bilheteria não aceita cartões.

Para dirigir o espetáculo e elaborar a dramaturgia, foi convidada a diretora Rita Clemente, que propôs ao coletivo a utilização de sua pesquisa sobre escrita de cena para a concepção cênica e dramatúrgica de “Mergulho”. O contexto teve inspiração inicial em assuntos que vão de Nietzsche a Platão, passando por Jacques Derrida e leva para a cena dois polos de discussão tão atuais quanto arquetípicos: o caráter asséptico do homem contemporâneo, que combate tudo que lhe causa dor ou sofrimento, entendendo como doença, muitas vezes, o que o constitui como ser humano; e a reflexão sobre decadência de valores do mundo atual.

Para a diretora, a covardia se traduz na necessidade que temos de instrumentalizar a vida. “Por conta do medo ou da incapacidade de aceitá-la ou entendê-la na sua legítima imperfeição e absoluta instabilidade, perdemos a coragem para enfrentar o mundo. Contraditoriamente, quanto mais o mundo nos oferece imensas possibilidades, mais medo temos de enfrentá-lo num mergulho vertical, porque o medo é nossa única certeza”, conclui.

O Novo Coletivo de Teatro

 

Espaço de experimentação e compartilhamento de ideias. Assim é definido o Novo Coletivo, formado pelos atores André Senna e Bruno Figueroa. O encontro inicial se deu pelo desejo de desenvolver uma pesquisa em artes cênicas que unisse as experiências individuais e o treinamento de atores. Um argumento nascido de uma leitura em comum deu origem ao projeto “Tênue”, aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que viabilizou a primeira montagem em parceria com outros criadores e marca o início dos trabalhos do coletivo.

O coletivo se configura como uma dupla de atores que busca desenvolver processos de criação e reflexões através da parceria com outros artistas convidados. Um espaço que surge da expressão de um desejo e se concretiza na busca pelas possibilidades de, a partir da troca de experiências e do diálogo entre linguagens, ser ao mesmo tempo um meio de investigação, treinamento, formação e comunicação com o público.

Foto: Tiago Nunes

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