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Nos dias 22, 23 e 24 de março, Festival A Voz da Periferia promove shows na A Autêntica

Presença de Luciana Mello, Renegado, João Marcello Bôscoli e Nath Rodriguez

Pluralidade. Essa é a palavra que dá contorno aos 20 semifinalistas do concurso A Voz da Periferia. Local de muita efervescência musical, as regiões periféricas por vezes são conhecidas apenas pelo trap, hip-hop e funk, mas tem também vozes entoando a MPB, o jazz, músicas da cultura afro-brasileira e tantos outros estilos. Toda essa diversidade vai subir ao palco da Autêntica, entre os dias 22 e 24 de março, sempre a partir das 19h, com entrada gratuita e retirada de ingresso no site (www.avozdaperiferia.com.br). 

Representando quase todas as regionais da capital mineira, os artistas já estão aquecendo a voz para a reta final da disputa. Nesta etapa, eles soltam a voz nos dias 22 e 23, para a rodada eliminatória, que será apresentada por Terence Machado. No dia 24, seis nomes escolhidos pela curadoria do festival – composta pelo produtor musical, compositor e instrumentista João Marcello Bôscoli, pelo rapper, cantor e compositor Renegado e pela cantora, compositora e multi-instrumentista Nath Rodrigues – disputam a grande final, que conta com voto popular online. Cada artista terá uma banda formada especialmente para acompanhá-lo.  

Para chegar até este momento, os selecionados enfrentaram uma curadoria que tinha em mãos cerca de 300 inscrições. Depois fizeram uma imersão de dois dias em workshops com Luciana Mello, Renegado, João Marcello Bôscoli e Terence Machado. Experiência relevante tanto para os que estão iniciando no universo musical quanto para os veteranos. “É uma oportunidade única pra lançar minha carreira de cantora. Estou descobrindo muitas coisas. Eu posso ter a oportunidade de gravar minha própria música”, comenta a semifinalista Vitória Pires.

Há 30 anos trabalhando com música em Belo Horizonte, Gugu de Souza diz que esta é uma oportunidade que “tem que agarrar”, e complementa: “Um workshop deste, pra mim que sou mais velho e estou pegando agora a era digital, está sendo muito benéfico. Vai ajudar muito na carreira e quem sabe chegar aonde eu espero com a música”.

Agora, entre músicas autorais e releituras, eles chegam mais perto do sonho. O vencedor do concurso terá a gravação da canção apresentada no show (mixada e masterizada) e um videoclipe editado com cenas captadas no processo de ensaios, workshops, bastidores e apresentação no festival. Além disso, esse material será divulgado na plataforma do projeto e em canais digitais. A voz vendedora também participa do show de encerramento ao lado de Luciana Mello.

O projeto é uma realização do Ibex Produção Cultural (BH) em parceria com a Branco Eventos (SP), viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com patrocínio da Cemig, e prevê a criação de conteúdo audiovisual sobre um recorte da produção musical da periferia da capital mineira e a transmissão online das atrações musicais.

SERVIÇO: Festival "A Voz da Periferia"
Data: 22 a 24 de março
Local: A Autêntica (Rua Álvares Maciel, 312, Santa Efigênia)
Horário: 19h
Retirada de ingressos: Site da A Autentica
Entrada Gratuita

Mais informações: avozdaperiferia.coom.br
Instagram.com/avozdaperiferiamg/ 

SOBRE OS SEMIFINALISTAS

Adrielle Moreira 

Ainda criança começou a cantar, dançar e atuar em eventos escolares. As três formas de expressão artística fizeram parte da sua formação. Há cinco anos tornou-se profissional e está em fase de criação do espetáculo “Canto e Reza”, que coloca em evidência as vias ancestrais da cultura afro-brasileira.

Anne Chaves 

Cantora, compositora, instrumentista e vocalista da banda de forró Caiana. Artista autodidata, começou a carreira profissional há 10 anos, em bares e casas de shows de Belo Horizonte e na Bahia. Tem videoclipes e singles solo e em parcerias e prepara para o segundo semestre deste ano o lançamento de seu primeiro EP.

Berêta 

Artista que preza pela essência da musicalidade, resgate de raízes e expressão de pensamentos cotidianos, pessoais e coletivos.

Bia Anastácio 

Cantora e compositora. Influenciada por mulheres da família e depois de participar de projetos de música na escola, decidiu seguir carreira artística. Estreou no ano passado, juntando os gêneros musicais que sempre foram sua referência: soul, R&B, MPB, samba e jazz.

BN 163 

Cantor e compositor. Inspirado na diversidade do lugar onde nasceu e foi criado, desde criança o artista experimentou diferentes formas de expressão antes da música. Começou aos 6 anos, com a dança, e depois passou pelo grafite, antes de encontrar na música um caminho de transformação de vida.

Filipe do Mundo 

Cantor, compositor e violonista. Estudou artes visuais, canto e instrumentos Fundador da banda Rosa Crioula, que participou de festivais como o Conexão Vivo e o Sempre Livre Music e se apresentou com frequência em casas de shows locais. Participou dos projetos regionais Malungada (de mangue beat) e Marruá (de forró). Atua voluntariamente em atividades musicais de projetos sociais. Tem um álbum gravado, em que oito das 13 faixas são autorais.

Gugu de Souza 

Cantor, compositor e arranjador, tem mais de 20 anos de carreira. Participou do grupo Nascidos do Samba, com o qual gravou quatro CDs. Cria e produz trilhas sonoras e enredos para blocos caricatos carnavalescos da cidade. Produtor fonográfico e musical do CD “Canta Samba BH”, com vários artistas locais. Seu álbum, “Gugu de Souza na Intimidade”, está em produção.

Isaque Talles 

Cantor e compositor. Influenciado e incentivado pela família, estudou teoria e prática musical na adolescência. Venceu um concurso estadual de música gospel aos 19 anos e seguiu apresentando-se em programas de TV e streaming (Jovens Talentos, na Record, e Canta Comigo, na Record e Netflix, em que foi um dos finalistas) e em lives durante a pandemia.

Júlia Deodora 

Cantora, compositora e instrumentista. Aluna de violoncelo na Fundação de Educação Artística (FEA). Estudou teatro e música no Centro Interescolar de Cultura, Artes, Linguagem e Tecnologia (Cicalt). Fez suas primeiras composições ainda criança, mas passou a se dedicar profissionalmente há pouco mais de dois anos. Participou do Sonora – Festival Internacional de Compositoras, do Sarau As Mina Tudo e do festival Solo Negro.

Luter Nguzuale 

Cantor e compositor. Seu trabalho expressa a resistência e remete à ancestralidade e tradições afro-brasileiras do candomblé e da umbanda. A ligação com a música vem por influência do pai, artista circense, cantor amador e sacerdote que fundou numa antiga ocupação no Dona Clara um terreiro de umbanda, onde o artista cresceu.

M4rco 

Começou na música há dez anos, participando de batalhas de rima. Foi um dos criadores do coletivo Família Rumo Certo de Hip Hop, apresentando-se com ele em Minas e outros estados do país. Fundou o grupo de rap/trap e funk M13, que lançou algumas músicas e um EP. Há quatro anos passou a se dedicar à carreira solo.

De Paula 

Cantor, compositor e violonista. Começou ainda adolescente a apresentar-se em bares, festas e eventos. Atualmente busca trabalhar mais obras autorais próprias e de parceiros, num esforço pelo reconhecimento e valorização do papel do compositor.

Rafaela Epifânio 

Cantora e compositora. Escreveu suas primeiras músicas ainda criança, assim que foi alfabetizada. Apresentou-se em bares e eventos em Belo Horizonte e lançou trabalhos autorais no YouTube.

Rams  

Cantor e compositor. Fundador da banda Filho Maduro, criada durante a pandemia com objetivo de desenvolver trabalhos autorais.

Raquel Moreira 

Da terceira geração de uma família de músicos, começou a cantar na igreja, ainda criança. Na juventude, passou a apresentar-se em bares, restaurantes e eventos e fez do canto sua profissão.

Roberto Una 

Cantor amador desde a infância, quando cantava na igreja. Há sete anos passou a dedicar-se ao hip hop e R&B. 

Talita Silva 

Cantora e compositora. Iniciou carreira há cinco anos. Foi educadora na oficina de ritmo e poesia do programa Fica Vivo. Atualmente prepara o lançamento do álbum “Nova Era”.

Vitória Pires 

Cantora, percussionista, modelo e atriz. Participou de coral na infância. Atualmente faz curso técnico de canto no Centro Interescolar de Cultura, Artes, Linguagem e Tecnologia (Cicalt), é vocalista da Orquestra Circular e faz parte do quinteto Amora Tropical, dedicado ao samba e MPB.

Balrog 

Figura conhecida nas batalhas de rima da cidade, é um rapper de grande versatilidade. Está finalizando seu primeiro lançamento, resultado do trabalho desenvolvido com a cantora Cristal. Eles fazem trap, drill, grime e R&B, com letras que abordam seu cotidiano e valorizam sua quebrada.

Kathleen Dias 

Cantora e compositora. Tem mais de 20 anos de experiência em música. Começou cantando na igreja, aos cinco anos. Costuma se apresentar em eventos e publicar vídeos em suas redes sociais. “Pode Dizer Adeus”, de sua autoria, foi gravada por Vell Rodrigues.

Foto: Divulgação

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