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Pianista português Bernardo Santos interpreta concerto nº 5, o egípcio, de Camille Saint-Saëns, nas séries sinfônica ao meio-dia e sinfônica em concerto
Repertório da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais conta também com composição de Brahms
A Fundação Clóvis Salgado dá continuidade às séries Sinfônica ao Meio-dia e Sinfônica em Concerto em duas apresentações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Com participação do pianista português Bernardo Santos e regência do maestro Silvio Viegas, os concertos acontecerão nos dias 26 e 27 de março, no Grande Teatro do Palácio das Artes, com a 2ª Sinfonia em Ré Maior, de Brahms, e o Concerto Nº 5 de Saint-Saëns no repertório.
Trechos do repertório serão interpretados na terça-feira, 26 de março, durante a série Sinfônica ao Meio-dia, com entrada gratuita. Na ocasião, algumas pessoas da plateia serão convidadas a acompanhar o concerto ao lado dos músicos. Trata-se do projeto De Dentro do Palco, iniciativa do maestro Silvio Viegas, que visa aproximar o público da música sinfônica. Já a versão integral do repertório será executada na quarta-feira, às 20h30, com ingressos à venda.
Segundo o maestro Silvio Viegas, as duas obras vão dialogar de maneira harmônica. “Para complementar o programa com a obra de Saint-Saëns, pensamos numa sinfonia que também tivesse traços próprios, já que o concerto para piano tem personalidade forte e caráter exótico”, conta o maestro.
“A 2ª Sinfonia em Ré Maior é uma excelente obra para a orquestra tocar e para o público ouvir. É uma composição muito primaveril e delicada, com um frescor que casa muito bem com a obra de Saint-Saëns”, explica Silvio Viegas, que vai reger Bernardo Santos pela primeira vez. “Estou bastante ansioso e tenho certeza que será um encontro fantástico, porque ele é um músico incrível e a obra escolhida por ele é maravilhosa e raramente tocada, bem como toda a obra de Saint-Saëns”, celebra.
O Concerto Nº 5 de Saint-Saëns foi escolhido em conjunto com o pianista Bernardo Santos, que estreia em Belo Horizonte e se apresenta com a Orquestra Sinfônica pela primeira vez na carreira. “Este convite foi recebido com enorme alegria e entusiasmo, pois não é todos os dias que se toca no Grande Teatro do Palácio das Artes com uma orquestra com a dimensão, importância e projeção da OSMG. Além disso, são muito poucas as orquestras sinfônicas que temos em Portugal, por isso é sempre difícil apresentar concertos sinfônicos por lá”, conta Bernardo.
Para o pianista, a obra merece ser mais ouvida e tocada. “Esta é uma das minhas peças para piano e orquestra preferidas. Émuito peculiar, pois foi composta no ano de 1896 durante uma viagem de Saint-Saëns à cidade de Luxor, no Egito, e, segundo ele, o concerto é uma representação de toda essa viagem”, contextualiza Santos. Também conhecido como O Egípcio, o concerto traz dois temas distintos que se prendem facilmente ao espectador.
“O primeiro movimento tem aquela elegância típica da música francesa, lembrando muitas vezes o mar e as suas ondas, sendo intercalado por um segundo tema bastante lírico e nostálgico. Já o segundo apresenta vários temas que remontam para a cultura norte-africana, inspirando-se numa melodia de embalar que Saint-Saëns teria escutado uma mãe cantar para o seu bebê, durante passagem pelo Nilo, aludido, também, por representações dos sons das rãs na seção pentatônica do movimento”, explica o pianista.
Os motores a vapor do barco que transportava Saint-Saëns são representados no terceiro movimento do concerto, simbolizando a volta do compositor a Paris. “Este movimento não dá qualquer minuto de descanso ao solista, com saltos e passagens musicais bem rápidas por todo o piano. Este é um concerto pouco tocado, mas que prima pelo seu lirismo e pela orquestração que Saint-Saëns escolheu”, finaliza o português.
Foto: Margarida Carvalho
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