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Inscrições abertas para 2ª convocatória do projeto Mulheres em Círculo.
Mapa do empoderamento feminino irá registrar 25 iniciativas voltadas para o fortalecimento das mulheres. Interessadas podem inscrever-se até 08 de abril.
Um site com imagens e histórias de iniciativas femininas de Belo Horizonte. São empreendedoras, escritoras, grafiteiras, doulas, parteiras, rappers, bordadeiras, palhaças, cantoras, coletivos artísticos, cabeleireiras, ativistas. Foi visitando cada um desses grupos, ouvindo suas trajetórias e registrando imagens de seus processos que o Coletivo Naiá teceu a rede do projeto Mulheres em Círculo. São 30 iniciativas que promovem a atuação coletiva, o resgate da auto-estima e a luta pela dignidade da mulher e pela equidade de gênero. A memória desses encontros e trocas está disponível na página www.mulheresemcirculo.com.
A ideia agora é ampliar essa rede. Em 2019, serão selecionados mais 25 grupos para compor o mapa do empoderamento feminino. Neste ano, o projeto também estará mais acessível a pessoas com deficiência visual: a equipe de pesquisadores do SVOA está trabalhando na audiodescrição de todo o conteúdo textual e visual da página.
Ao final do processo, cada mulher ou grupo participante irá receber as imagens criadas nos ensaios em boa qualidade. “Além de promover uma reflexão social sobre os contextos nos quais essas mulheres estão inseridas, queremos incrementar a divulgação desses trabalhos. Muitas delas poderão utilizar as fotos criadas para empreender ou potencializar as próprias ações”, comenta Lina Mintz, uma das idealizadoras do projeto.
Para participar, as interessadas devem acessar ao site www.mulheresemcirculo.com e preencher o formulário de inscrição até o dia 08 de abril. Como critério de seleção, o Coletivo dará preferência para grupos e mulheres cuja atuação seja mais abrangente. As temáticas podem ser variadas, desde que estejam relacionadas ao universo do empoderamento e valorização do feminino. A participação é gratuita.
HISTÓRICO DO PROJETO
Mulheres em Círculo foi criado em 2013 pelo Coletivo Naiá como uma forma de criar oportunidades para as mulheres mostrarem o que realizam. Em 2017, foi lançada a primeira convocatória, que recebeu mais de 180 propostas. Destas, 25 foram selecionadas e publicadas, junto aos grupos já mapeados em anos anteriores, no site www.mulheresemcirculo.com, lançado em 2018.
Em 2019, a segunda etapa do mapeamento é viabilizada novamente com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte - Fundação Municipal de Cultura e do patrocínio da MGS Administração e Serviços.
“Desde a criação do projeto, percebemos que cada vez mais as mulheres estão buscando novas maneiras de produzir. Elas estão trocando o modelo mercadológico de trabalho por estratégias de atuação em rede e coletivização, no melhor estilo a união faz a força. Mas ainda há muito o que ser feito, pois percebemos que a quantidade de iniciativas é grande, mas muitas delas ainda não se conhecem. Falta visibilidade, por isso queremos crescer ainda mais esse mapa!”, analisa Lina Mintz, uma das idealizadoras do projeto.
DESDOBRAMENTOS DA REDE
Fomentar a atuação em rede é, sem dúvida, um dos grandes objetivos da iniciativa. Alguns frutos foram colhidos nesse sentido desde de que o projeto foi lançado. A palhaça e produtora Dagmar Bedê, integrante do Cabaré Divinas Tetas, conta que estava em busca de outros movimentos femininos para dar vida ao Divinas Bordas, projeto de fomento à arte da palhaçaria no universo feminino.
“Foi por meio do mapeamento que conheci Reunião de Mulheres, grupo do Morro do Papagaio que realiza reuniões voltadas para o acolhimento das integrantes e incentivo do exercício da cidadania. Também conhecemos o Cio da Terra, coletivo de migrantes, e o Entre Elas, grupo de teatro que reúne mulheres de todas as idades, também no Morro do Papagaio. Junto a essas pessoas, iremos realizar oficinas de palhaçaria e espetáculos circenses que compõem o escopo do projeto Divinas Bordas, aprovado no último edital Descentra da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.”, explica Dagmar Bedê.
Foto: Coletivo Naiá
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