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Companhia de Teatro apresenta O CAPITÃO FRACASSO, nova montagem do grupo baseada em romance de Théophile Gautier
Espetáculo cumpre temporada no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes, com ingressos a preços populares
Montar um espetáculo baseado no romance O Capitão Fracasso, de Théophile Gautier, não se resume apenas em resgatar um dos mais belos romances do século XIX. Com direção de Luiz Paixão, a produção cumpre curta temporada no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes, a partir de sábado (23) e segue em cartaz até 31 de março.
As apresentações acontecem de quinta a sábado, às 20h30; e domingo, às 19h. Os ingressos já estão à venda a preços populares: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada). No elenco estão Alberto Tinim, Arthur Bello, Bruno Hilário, Iris Prates, Isabella Saibert, Mariana Bizzotto e Meibe Rodrigues.
O texto da peça, utilizando-se da técnica de colagem, realiza um percurso dramatúrgico em que cenas de grandes obras – Eurípides, Shakespeare, Molière entre outros – serão “encenadas” pela Companhia dos atores do romance, integrando objetivamente os dois gêneros literários.
Como realização estética e formal, o distanciamento épico-dialético proposto por Bertolt Brecht dialoga com o distanciamento próprio da commedia dell’arte, criando uma terceira via em que a crítica e o divertimento se integrem numa linguagem que possibilite o estudo experimental das duas formas de rompimento da ação dramática.
“Os percalços enfrentados por uma trupe de teatro ambulante não se distinguem fundamentalmente da realidade teatral que vivenciamos hoje; o que há é apenas uma distância temporal e dos meios de sobrevivência do artista numa sociedade em que a arte e a cultura são relegadas a planos inferiores e a uma relação, imposta pelas leis de incentivo, em que o artista vive a ilusão de sua liberdade, quando está preso ao Estado, que, de certa maneira, o controla e controla também a sua produção”, detalha Luiz Paixão, responsável, também, por traduzir e adaptar o texto do espetáculo.
O real profissionalismo, sobrevivência do artista por meio do seu trabalho, dá lugar à capacidade de se conseguir patrocínios. “A realidade do teatro não mudou! Sob essa perspectiva, pretendemos trazer o romance de Gautier e refletir sobre a nossa própria realidade”, finaliza o diretor da peça. O espetáculo é uma grande homenagem ao teatro e aos seus artistas, ao mesmo tempo em que discute a função do teatro, reflete sobre a situação do artista e as relações sociais a que está submetido.
Foto: Divulgacao Companhia de Teatro
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