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Espetáculo “Senta que o leão é manso” estreia nova temporada nos CRAS de BH

Com direção e atuação de Kelly Crifer e Getúlio Ramalho, a peça utiliza elementos do teatro-documentário, do cinema, do circo e da dança

O que nos tornamos após um trauma? Esta é uma das perguntas da peça Senta que o leão é manso, que estreia nova nova temporada gratuita no dia 21 de março, terça, às 14h, no CRAS Vila Cemig, e segue com 3 apresentações em mais 3 CRAS [Centro de Referência da Assistência Social] da cidade até o dia 29 deste mês. No dia 22 de março no CRAS Novo Ouro Preto, às 17h30; 28 de março às 15h, no CRAS Havaí Ventosa; e dia 29 às 18h, no CRAS Granja de Freitas.

Senta que o Leão é Manso é um espetáculo autobiográfico, concebido a partir de memórias, frustrações e traumas da atriz Kelly Crifer e do dançarino Getúlio Ramalho. Para compor a montagem, foram utilizados áudios, imagens e cartas plenas de afetos. O contexto leva ao ano de 2001, quando se apresentavam na montagem homônima dirigida por Eid Ribeiro para o programa “Circo de Todo Mundo”, voltado para jovens em vulnerabilidade sociocultural. 

Na ocasião, enquanto faziam um número de acrobacias e equilibrismo intitulado Nas Garras da Mulher Aranha, Kelly sofreu uma estafa e desmaiou. A atriz mantinha somente um dos pés sob a cabeça do seu parceiro, Getúlio Ramalho, que se equilibrava no rola-rola. Com a queda, sofreu traumatismo craniano, ficando em coma por três dias, além de ter as clavículas fraturadas. Em lenta recuperação, seguiu com a carreira de atriz, abandonando o circo. Getúlio, por sua vez, enveredou pelas aulas de dança de salão e pelos estudos de dança contemporânea. 

A atriz e o dançarino trabalham com a presença da câmera desde o início do espetáculo e, enquanto o presente é posto em cena, o passado e uma rede de memórias são exibidos numa tela que pode ser lida como uma terceira personagem. A tela se faz presente na cena como uma extensão dos corpos. Além da função de exibir a parte documental da obra, essa tela conecta Kelly e Getúlio ao público, quando antes e durante o espetáculo, a plateia é filmada e transmitida na tela, passando a integrar, de forma ativa, a cena.

Este projeto tem o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

SINOPSE 

Um duo sobre a trajetória de dois jovens no circo. Um grave acidente, ruptura e tentativa de superação. Traumas e tramas. O espetáculo parte da experiência vivida pela atriz Kelly Crifer e pelo dançarino Getúlio Ramalho com um número de acrobacia e equilíbrio no rola-rola, no início do milênio. Treinam, viajam, se apresentam. Sucesso. Fim? 

SOBRE KELLY CRIFER

Kelly Crifer é atriz de teatro e cinema. Fez sua primeira aula de teatro na Favela do Pau Comeu – São Lucas onde morava, mesmo local onde deu aulas de teatro por 10 anos. É professora dos Cursos Livres de Teatro do Galpão Cine Horto desde 2010. Curte uma cachaça e ama dançar. É filha do Vale do Jequitinhonha e é no mato que se expande, se espalha e escorre. Fundadora de NósCegos Grupo de Teatro. Foi integrante do Grupo Teatro Invertido desde entre 2006 e 2017 com destaque para os espetáculos Proibido Retornar; Os Ancestrais, texto e direção de Grace Passô. Em 2019 estreou, junto a Cia Zula o espetáculo Banho de Sol, resultado do projeto A Arte como Possibilidade de Liberdade - aulas de teatro realizadas numa penitenciária feminina. Estreou seu primeiro solo Ensaio Para Senhora Azul, em 2015, direção de Robson Vieira, trabalho inspirado na Performance/texto Sra. Azul.cores. nomes. Números. Sons. Silêncios. De Viviane de Cassia Ferreira. Sua carreira no cinema começou em 2009 com o curta "Contagem" com a Filmes de Plástico, direção de Gabriel Martins e Maurílio Martins, premiada como melhor atriz Sesc Sated 2011. Em 2020 foi indicada ao Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro, por sua atuação no filme No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins.

SOBRE GETÚLIO RAMALHO

Profissional conhecido nas comunidades ao redor do mundo dedicadas à dança Brasileira começou sua carreira artística em 2000, na Cia da Dança, em Belo Horizonte - MG. Em 2001, iniciou no circo com uma performance de equilíbrio e força (rola-rola). Em 2006, começou seus estudos de dança contemporânea, na Escola de Dança do Grupo Corpo. Em 2010 estreou o espetáculo de dança “Uma porta aberta...” consagrando a união dessas três artes. Em 2011 fez sua primeira turnê internacional pela Europa. Suécia – Holanda - Rep. Tcheca ministrando workshops de Zouk - Samba de Gafieira – Forró Em 2012 foi convidado pelo POA – (Partners Of the Americas) a participar de um intercâmbio Cultural nos USA ministrando aulas em Minessota – Colorado – Wyoming com grande sucesso. É conhecido pelo seu estilo extrovertido e sensual de dançar, sempre priorizando a comunicação entre os parceiros e não a combinação dos passos. Atualmente trabalha com aulas de dança no Brasil e no exterior.

SOBRE A EQUIPE

Além da atriz Kelly Crifer e o dançarino Getúlio Ramalho, integram a equipe principal do espetáculo, Eid Ribeiro, Eliatrice Gischewski, Rimenna Procópio Preto e André Veloso. Eid, que dirigiu o espetáculo homônimo a esse projeto há 20 anos, integra a equipe como orientador de encenação. Eliatrice realiza a direção coreográfica. Rimenna assume a direção de arte, criando um diálogo entre as artes cênicas e o universo do cinema. E André amplia este diálogo por meio do audiovisual, estando à frente do trabalho com a câmera e com os registros das memórias que perpassam o espetáculo. A equipe conta, ainda, com Cata Preta, artista do audiovisual e das artes visuais, Bramma Bremmer, artista e assessora de imprensa, Tatá Santana, preparador vocal, Andréia Quaresma, produtora, Antônio Rigoberto Enriquez Esquerra, na orientação circense e Cristiano Araújo como iluminador. 

FICHA TÉCNICA

Criação, atuação e direção: Kelly Crifer e Getúlio Ramalho

Orientação de encenação: Eid Ribeiro

Dramaturgia: Kelly Crifer

Textos: Kelly Crifer e Getúlio Ramalho

Direção de movimento: Eliatrice Gischewski

Cenografia e Figurino: Rimenna Procópio

Cenotécnico: Moisés Sena

Costureira: Beatriz de Assis Alves

Trilha sonora, vídeos e projeção mapeada: André Veloso

Fotos: André Veloso

Orientação circense: Antônio Rigoberto Enriquez Esquerra

Orientação vocal: Tatá Santana

Intérprete no poema e música Estrela do Mar: Zoey Estrela

Iluminação: Cristiano Araújo

Designer gráfico: Cata Preta

Assessoria de Comunicação: Bramma Bremmer

Produção executiva: Patrícia Ferreira

Produção: Andréia Quaresma

SERVIÇO 

21 de março, terça, às 14h, no CRAS Vila Cemig
22 de março, quarta, às 17h30 no CRAS Novo Ouro Preto
28 de março, terça, às 15h, no CRAS Havaí Ventosa
29 de março, quarta, às 18h, no CRAS Granja de Freitas
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 14 anos | Duração: 70 minutos

Foto: Divulgação

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