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Dia Mundial do Sono alerta sobre os riscos de noites mal dormidas para a saúde

Este ano, a data é celebrada no dia 19/03; Ambulatório especializado da Santa Casa BH trata distúrbios do sono pelo SUS, em Belo Horizonte

Diversas pesquisas realizadas no país e no mundo revelam que o brasileiro dorme mal. Uma delas, feita por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 2022, e publicada na Sleep Epidemiology, mostrou que 65,5% dos brasileiros relataram ter problemas relacionados ao sono. Outro estudo, de 2020, encomendado pela biofarmacêutica Takeda e realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), revelou que 65% da população dorme mal. Denominado de Mapa do Sono, o levantamento apontou ainda que somente 7% das pessoas nessa condição procuram profissionais médicos para tratar dos problemas. 

Nesse contexto, o Dia Mundial do Sono, celebrado, este ano, em 19 de março, vem lembrar a sociedade sobre a importância do sono saudável para a manutenção da saúde e da qualidade de vida, já que essa é uma necessidade fisiológica do nosso corpo. Enquanto estamos dormindo, várias funções do organismo são realizadas, sendo que muitas delas só são ativas durante o sono, como a fixação de memória, a depuração de substâncias tóxicas cerebrais, a produção de hormônios, o descanso e a economia de energia.

Atualmente, existem mais de 100 distúrbios do sono, sendo a insônia e a apneia obstrutiva – bloqueio da via aérea ao nível da garganta durante o sono – os mais comuns. Esses problemas são frequentemente associados à hipertensão arterial, obesidade, refluxo, depressão, ansiedade, dificuldades de memória e aprendizado, ao maior risco de acidentes e muitos outros. 

Quem sofre de insônia, por exemplo, costuma sentir os efeitos a longo prazo, como problemas cognitivos, transtornos de humor, descontrole pressórico e da diabetes, além do aumento do risco cardiovascular - infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

A coordenadora do Ambulatório de Neurologia do Comportamento da Santa Casa BH, Dra. Cintia Hatasa, dá algumas dicas para um repouso de qualidade. “Para ser considerado normal, o sono do indivíduo precisa durar pelo menos seis horas por noite, mas isso pode variar, dependendo da idade. O recomendado é ter horários regulares para se deitar e para despertar. Dormir em um ambiente confortável, escuro e sem ruídos e ir para a cama somente na hora de dormir também são hábitos importantes. Outras dicas são: não ingerir bebidas alcoólicas ou estimulantes, como café e refrigerantes, antes de dormir e não levar dispositivos eletrônicos para a cama”, pontua a neurologista. 

Dra. Cintia Hatasa reforça, no entanto, que é preciso se consultar com um médico, caso os problemas se agravem. “Não devemos fazer uso de medicamentos para distúrbios do sono sem orientação médica”, completa. 

O ambulatório da Santa Casa BH funciona no Centro de Especialidades Médicas (CEM), que é 100% SUS, sendo destinado ao atendimento de distúrbios do sono de maneira geral, tanto de transtornos relacionados a doenças não neurológicas como de transtornos primários. 

Foto: Pixabay

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