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Casa Anômala e Anômala Estúdia iniciam produção de nova curta-metragem e procuram atrizes e atores trans, travestis e cisgêneros para o elenco do filme

nscrições do casting estão abertas até o próximo dia 24 de março e também há vagas para profissionais de iluminação, produção de set, som direto, direção de arte e maquiagem

Foi em 2021 que a Casa Anômala lançou o seu primeiro filme, “O Labirinto de Bernarda”, com idealização e direção de Aisha Brunno, selecionado na mostra principal do FestCurtas  -BH daquele ano, dentre quase 1000 produções. No mesmo período, produziu o seu segundo trabalho no audiovisual, “APP”, vencedor do Prêmio BDMG de Curtas de Baixo-Orçamento. 

Fundada como Companhia Anômala de Teatro em 2015, e dando origem à Casa Anômala em 2019, a plataforma, que é integrada por Aisha com a artista Bramma Bremmer, já havia estreado seu primeiro espetáculo de teatro em 2019, "Protótipo Para Cava: Corra, Aisha, Corra!”. Em 2020, na pandemia do covid-19, com a impossibilidade de se apresentar nos teatros, viu na produção cinematográfica uma forma de continuar criando e de o cinema também se transformar em realidade, dando origem ao segmento Anômala Estúdia.

Em sua trajetória no cinema, a Anômala produziu entre 2020 e 2021, a curta-metragem “O Labirinto de Bernarda”, desenvolvido a partir da residência artística Lab Cultural BDMG, sendo finalizado com recursos da Lei Aldir Blanc no edital Cinema e Cidadania. “Bernarda” foi selecionada em novembro de 2021 no 23 º FestCurtasBH concorrendo à Categoria Mostra Competitiva Minas. Já "APP" é vencedora do 7º Prêmio BDMG Cultural / Fundação Clóvis Salgado de curta-metragem de baixo orçamento, teve sua estreia na Mostra Cinemas e (RE)Invenções em janeiro de 2022 na sala Humberto Mauro. 

Agora, a Anômala inicia as produções de seu novo filme, “O Caderno Verde de Avenca”, com direção de Aisha Brunno e roteiro de Aisha e Bramma, previsto para ser gravado em maio. Estão abertos 2 chamamentos, até o dia 24 de março, para artistas e profissionais que desejem compor a equipe do filme.  O primeiro, para atrizes e atores que integrarão o elenco principal e coadjuvante da curta-metragem. O segundo, para profissionais da área técnica nas seguintes vagas: iluminação, produção de set, som direto, direção de arte e maquiagem.

Na história, Maria Avenca é a protagonista. Ela é uma travesti que acabou de perder o seu emprego e vai buscar apoio para reerguer sua vida nas pessoas mais próximas: a mãe, a irmã, o namorado, as amigas. O projeto do curta-metragem foi vencedor do edital BH nas Telas 2022, da prefeitura de Belo Horizonte, chegando a ter sido aprovado anteriormente em primeiro lugar na Lei Municipal de Incentivo à Cultura em 2019. Em 2023, o roteiro que traz como protagonistas pessoas trans e pessoas negras, buscando humanizar suas vidas e trazer maior alcance para suas narrativas, vai finalmente sair do papel.

O chamamento para o elenco busca atrizes e atores pretes e pardes nos seguintes perfis: atrizes trans e travestis de 20 a 35 anos; atriz cis de 35 a 45 anos, atriz cis de 65 a 75 anos e atores cis e trans de 20 a 35 anos. Para se inscrever, basta enviar um vídeo de apresentação falando seu nome, idade, altura e porque quer participar do filme. Além disso, anexar currículo e portfólio com fotos e links de trabalhos anteriores, e enviar tudo para emaildacasaanomala@gmail.com. No dia 24 de março, último dia de inscrições, haverá chamamento presencial com a diretora e a roteirista da curta-metragem, no CRJ, Centro de Referência da Juventude, de 19h às 22h, especialmente para atrizes trans e travestis.

Para participar do processo de seleção nas funções técnicas, é preciso enviar seu currículo, portfólio com links dos trabalhos e minicarta de interesse contando porque quer participar do processo também para emaildacasaanomala@gmail.com. A produção do filme encoraja fortemente que pessoas trans e PCD participem.           

SOBRE CASA ANÔMALA

Localizada na Vila Pau Comeu, no Aglomerado da Serra (BH/MG), a Casa Anômala é a sede da Anômala Teatro e da Anômala Estúdia. Um espaço utópico que abriga diferentes linguagens em diálogo com a favela, criando trabalhos que abordam temáticas de gênero, sexualidade e racismo, com influências da performance, da música, da dança, da literatura, da fotografia e do cinema. Fundada em 2015, a Anômala Teatro tem em sua trajetória as cenas-curtas “Anômalas”, “Escapulário” e “Protótipo para Cavalo”, que deu origem ao solo “Protótipo para Cavalo: Corra, Aisha, Corra!”, primeiro espetáculo da companhia, que estreou em 2019 no Teatro Espanca, com atuação de Aisha Brunno e direção de Bramma Bremmer. Depois dos curtas “O Labirinto de Bernarda” e “APP” (2021), com direção de Aisha Brunno, “Avenca” é o terceiro filme da "Anômala Estúdia, o primeiro realizado com os recursos do edital BH nas Telas, da prefeitura de Belo Horizonte.

SOBRE AISHA BRUNNO

Aisha Brunno é atriz, empreendedora da cultura, travesti, trabalhando nas áreas do teatro, fotografia, audiovisual e formação. Mantenedora do espaço Casa Anômala, desenvolve atividades de pesquisa e apoio a artistas que buscam ser gestores de seus próprios trabalhos, além de desenvolver espetáculos teatrais e filmes de curta-metragem. Integrante da Plataforma Beijo, desenvolve trabalhos voltados às artes cênicas, performativas e visuais.  Atua nos Espetáculos “Protótipo para Cavalo: Corra, Aisha, Corra!” e “Projeto Maravilhas”. No audiovisual, dirigiu e atuou nas curtas-metragens: “O Labirinto de Bernarda” e “APP”. Participou como atriz na longa-metragem “Tudo que você podia ser”, com direção de Ricardo Alves Jr., filme previsto para estrear em 2023, e na série “Azul Celeste”, com direção de Sílvia Godinho, também prevista para estrear em 2023.

SOBRE BRAMMA BREMMER

Bramma Bremmer é artista de BH, trabalhando nas áreas da performance, atuação, escrita, direção, crítica, produção, comunicação e palhaçaria. Transitando entre o teatro e o cinema, integra as coletivas Casa Anômala e Plataforma Beijo. Atua nos espetáculos “Projeto Maravilhas” e “Eclipse Solar”, e dirige a peça “Protótipo Para Cavalo: Corra, Aisha, Corra!”. Foi vencedora do Prêmio Arte como Respiro - Literatura 2020 do Instituto Itaú Cultural e artista residente da Lab Cultural 2022 do BDMG Cultural. Em 2023, lançou “desejo de me expor, desejo desaparecer”, o seu primeiro livro de poemas. Participou como atriz na longa-metragem “Tudo que você podia ser”, com direção de Ricardo Alves Jr., previsto para estrear no 2º semestre deste ano.

SERVIÇO: Casting para o filme “O Caderno Verde de Avenca”

Atrizes e atores pretes e pardes nos seguintes perfis: 

- Atrizes trans e travestis de 20 a 35 anos; 

- Atriz cis de 35 a 45 anos, 

- Atriz cis de 65 a 75 anos 

- Atores cis e trans de 20 a 35 anos. 

Para se inscrever, basta enviar um vídeo de apresentação falando seu nome, idade, altura e porque quer participar do filme. Além disso, anexar currículo e portfólio com fotos e links de trabalhos anteriores, e enviar tudo para emaildacasaanomala@gmail.com. 

No dia 24 de março, último dia de inscrições, haverá chamamento presencial com a diretora e a roteirista da curta-metragem, no CRJ, Centro de Referência da Juventude, de 19h às 22h, especialmente para atrizes trans e travestis.

Processo de seleção nas funções técnicas, nas seguintes vagas: iluminação, produção de set, som direto, direção de arte e maquiagem.

- É preciso enviar seu currículo, portfólio com links dos trabalhos e minicarta de interesse contando porque quer participar do processo para emaildacasaanomala@gmail.com. A produção do filme encoraja fortemente que pessoas trans e PCD participem.     

Foto: Divulgação

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