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11ª Caminhada Mano Down pelo Dia Internacional da Síndrome de Down (T21)
Shows, apresentações esportivas e culturais, e manifesto pacífico pela inclusão marcam Caminhada Mano Down em comemoração ao Dia Internacional da síndrome de Down
Dia 26 de março (domingo), o Instituto Mano Down vai celebrar as conquistas e promover manifestação pacífica pelos direitos das pessoas com T21 na mais tradicional e representativa Caminhada do Dia Internacional da síndrome de Down de Minas Gerais!
A Caminhada pela inclusão, promovida pelo Instituto Mano Down, esse ano acontecerá na Praça JK, no bairro Sion, entre 09h e 12h, e contará com muitas atrações para todas as idades.
O evento faz parte da programação do Mês da T21, do Instituto, que conta que uma extensa programação de eventos – cursos, palestras, rodas de conversa, atividades culturais e esportivas; para promover a conscientização sobre os direitos das pessoas com síndrome de Down (T21)
O que é a Caminhada pelo Dia Internacional da síndrome de Down
A caminhada é um evento recreativo, sem caráter de competição, para que as pessoas possam se integrar e conviver de forma saudável, respeitosa e inclusiva.
O propósito é promover a prática esportiva e a convivência com a diversidade, dando protagonismo para as pessoas com T21 e mostrando todo o potencial e habilidades que eles podem conquistar, a partir das oportunidades dadas a ela.
A caminhada é viabilizada através de projeto de Lei Federal de Incentivo ao Esporte e conta com o incentivo da Vale.
Atrações da Caminhada
Este ano a Caminhada contará com muitas novidades e atrações para todas as idades:
• Charanga
• Dj Miia Siqueira
• Shows Dudu do Cavaco e banda Comarca 5.2
• Convidados especiais
• Mascotes e super-heróis
• Espaço Kids
• Espaço de alimentação e hidratação
• Espaço para descanso
• Ações interativas
• Caminhada
• Oficinas de zumba, funcional, capoeira, etc.
• E muito mais!
Inscrições para a Caminhada
• Data: 26/03/2023
• Horário: de 09h às 12h
• Local: Av. dos Bandeirantes, 240 – Sion, Belo Horizonte – MG
• Inscrições: Clique aqui
• O que levar: leve sua família, amigos, um cartaz para manifestar, muita alegria e disposição!
Conosco, não para nós
Para marcar o Dia Internacional da síndrome de Down, a ONU juntamente com a DSI – Down syndrome international – organização internacional de pessoas com deficiência, sediada no Reino Unido; definiu o tema anual para a campanha do: “With Us Not For Us”, ou “Conosco, não para nós”.
A campanha coloca as pessoas com T21 como protagonistas de suas vidas, que devem ter respeitados os seus direitos de escolha e tomada de decisões. A abordagem mostra a importância de respeitar as pessoas com síndrome de Down como cidadãs.
Por isso, durante a Caminhada vamos propor um manifesto pacífico pelos direitos das pessoas com T21.
Manifesto pela inclusão
Entenda o que pleiteamos para o desenvolvimento, autonomia e melhoria da qualidade de vida das pessoas com T21:
• Efetiva implementação da Lei Brasileira de Inclusão
• Escolas realmente inclusivas – comprometimento das instituições de ensino com o aprendizado das crianças e jovens com síndrome de Down
• Capacitação dos pedagogos para inclusão escolar
• Capacitação de profissionais da Saúde
• Não pagamento de taxas adicionais para atendimentos ou tratamentos de pessoas com T21
• Inclusão da disciplina “Diversidade e deficiências intelectuais” nas faculdades de medicina
• Reconhecimento oficial de que síndrome de Down não é doença pré-existente para os planos de saúde
• Apresentação apenas do cariótipo como comprovação da síndrome de Down para compra de veículos, descontos em passagens áreas, etc.
• Dados correto – contemplar as pessoas com T21 no Censo
• Inclusão no mercado de trabalho de forma incentivada
• Mudar a idade no estatuto do Idoso para 45 anos, no caso de pessoas com T21 – em virtude do envelhecimento precoce
• Respeito como cidadãos
• Reconhecimento da capacidade de tomar decisões – autonomia
• Acessibilidade e oportunidades
Mês da T21 Mano Down
Confira outros eventos que também fazem parte do Mês da T21 promovido pelo Instituto Mano Down
• 17/03 e 18/03 – 12º Simpósio Internacional de T21
Considerado o maior e mais importante evento sobre o tema, o Simpósio será realizado nos dias 17 e 18 de março, em Ilhéus, na Bahia, em formato híbrido – presencial e on-line.
Idealizado e promovido pelo CEPEC-SP, o Simpósio esse ano também contará com a parceria técnica da Universidade Estadual De Santa Cruz – PROEX, Departamento de Saúde, Nucleo Aprendendo Down; e Instituto Mano Down. O evento ainda conta com o apoio da Federação Brasileira das Associações de síndrome de Down.
Entre os palestrantes confirmados estão:
✓ Zan Mustacchi (CEPEC) – Criatividade, entendimento de suplementação e suporte clínico em T21
✓ Vitor Franco – Desafios para a escola inclusiva na intervenção precoce centrada na família
✓ Célia Neder Kalil Mangabeira – Núcleo Aprendendo Down / UESC
✓ Leonardo Gontijo e Dudu do Cavaco – Educar para a diversidade – Os 5 pilares da educação inclusiva,
✓ Patrícia Salmona -Aspectos Clínicos e peculiaridades nas diferentes faixas etárias da T21,
✓ Marilene Silva – perfil da educação na perspectiva do grupo latino americano na T21
12º Simpósio Internacional da T21
✓ Datas: 17 e 18/03/2023
✓ Local: Universidade Estadual De Santa Cruz – Ilhéus / Bahia
✓ Ingressos: https://hotm.art/manodown
• 21/03 – 15h30 – Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Participação de representantes do Instituto Mano Down, na audiência pública em virtude do Dia Internacional da T21 e inclusão das pessoas com síndrome de Down. O evento aberto ao público.
Sobre o Instituto Mano Down
Instituto Mano Down é uma organização sem fins lucrativos, que desenvolve projetos e programas focados no desenvolvimento de potencialidades e na busca de autonomia de pessoas com e sem deficiência intelectual.
Idealizado por Leonardo Gontijo, o Instituo nasceu em 2011 do desejo de dar “vez e voz” para as pessoas com síndrome de Down e de criar oportunidades para que elas pudessem ser reconhecidas por suas capacidades.
A história surgiu do amor de Leonardo por seu irmão caçula, o Eduardo - também conhecido como Dudu do Cavaco - que tem a síndrome de Down.
O projeto cresceu, ampliou as frentes de atuação e sua capacidade de atendimento. Hoje são mais de 800 famílias de pessoas com e sem deficiência intelectual atendidas pelo Instituto e milhares de pessoas impactadas, direta ou indiretamente, pelas ações do Mano Down.
O trabalho do Instituto contempla todas as fases de vida da pessoa – bebês, crianças, jovens, adultos e idosos.
As ações incluem: acolhimento das famílias, intervenção precoce de saúde (fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, hidroterapia e multissensorial), inclusão escolar, oficinas e vivências culturais e esportivas, mobilização para autonomia, inclusão no mercado de trabalho e estímulo ao empreendedorismo.
O Instituto conta com o primeiro ecossistema da inclusão e inovação social, formado por equipamentos (espaços sociais) que se integram e têm como proposta promover vivências, aprendizados, interações, inovações e a inclusão de pessoas com e sem deficiência.
A expectativa da instituição é, por meio do ecossistema, iniciar uma jornada com mais oportunidades para todos e impactar diretamente milhares de famílias e, indiretamente, milhões de pessoas.
Impactos do Instituto Mano Down
A Missão Avante Mano Down – Jornada por um mundo mais inclusivo; estabelece metas para ampliação do impacto do Instituto entre 2022 e 2030.
Para 2023 a meta é impactar diretamente 1,1 mil pessoas com deficiência intelectual e fazer com que milhares de pessoas, com e sem deficiência, tenham a oportunidade de participar das atividades, conviver e aprender com a diversidade, promovendo, assim, a inclusão efetiva.
E até 2030 a expectativa do Instituto é impactar 25 mil pessoas com e sem deficiência intelectual, de forma direta, e 5 milhões de pessoas indiretamente.
Mas, além disso, o Instituto, que hoje faz parte da Rede de Pacto Global Brasil, vai trabalhar para a aprovação da ODS 18 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) pela acessibilidade para todos.
Segundo Leonardo Gontijo, a proposta do Instituto é quebrar o ciclo de exclusão e invisibilidade social que atinge as pessoas com deficiência intelectual e, para isso, continua contando com o apoio de doadores, parceiros e apoiadores.
Contribuições do Instituto Mano Down para uma exposição construtiva nos meios de comunicação
A fim de criar um olhar de reconhecimento da capacidade da pessoa com Síndrome de Down, quebrar preconceitos e discursos desinformados, recomendamos sobre o modo mais apropriado de como tratá-las.
1. Quebre o gelo, aproxime-se, converse diretamente com a pessoa com deficiência e não com seu acompanhante. Trate com carinho, sempre. Mas, se for adulto, evite infantilismos e diminutivos que denotem incapacidade, tais como “coitadinho(a)”, “fofinho(a)”...
2. De preferência, converse com ela antes de gravar a entrevista. Pergunte a melhor forma de proceder.
3. O termo “retardado” ou retardo nunca deve ser usado. Pais, amigos e pessoas com deficiência intelectual sentem-se desrespeitados com o uso desta expressão porque além de dar uma conotação pejorativa, há forte ligação histórica com o tratamento desigual dado, historicamente, a pessoas com deficiência intelectual.
4. O termo “especial” ou “necessidades especiais” virou um falso eufemismo para “compensar” a deficiência. Preferimos que utilize necessidades específicas. 5. Deficiência não é doença. Portanto, SÍNDROME DE DOWN NÃO É DOENÇA. Doença é um problema de saúde. Pessoas com deficiência, na maior parte do tempo, estão saudáveis.
6. PESSOA COM SÍNDROME DE DOWN tem deficiência intelectual, o que não é o mesmo que deficiência mental. Deficiência mental é um comprometimento de ordem psicológica.
7. O termo PORTADOR foi abolido. AS PESSOAS TÊM SÍNDROME DE DOWN, Uma pessoa pode portar (carregar ou trazer) uma carteira, um guarda-chuva ou até um vírus, mas não pode portar uma deficiência. O mais adequado é dizer que a pessoa tem deficiência.
8. A PESSOA É UM INDIVÍDUO. ELA NÃO É A DEFICIÊNCIA. A pessoa vem sempre em primeiro lugar. Ter uma deficiência não é o que caracteriza o indivíduo. Por isso, é importante dizer quem é a pessoa para depois citar a deficiência. Por exemplo: o funcionário com síndrome de Down, o aluno com autismo, a professora cega, e assim por diante.
9. Evitar o termo NORMAL e anormal. No mundo não existem “os normais” e “os anormais”. Todos são seres humanos de igual valor, com características diversas. Se precisar, use os termos pessoa sem deficiência e pessoa com deficiência.
10. Cuidado especial com a trilha sonora. Musiquinha triste de pianinho ao fundo pode acabar com uma boa história. Prefira um som dinâmico, pra cima, ou, na dúvida, nenhuma sonorização.
11. Evite “sensacionalizar” e usar rótulos negativos. Descrever pessoas com palavras como “padece de, é vítima de, sofre de”, contribui para diminuí-las é retratá-las como indefesas, mostrando-as como objetos de piedade e caridade.
X Termos incorretos e que não devem ser usados
• Portador de deficiência
• Portador de síndrome de Down
• Deficiente
• Pessoa deficiente
• Pessoa doente
• Pessoa com deficiência mental
✓ Termos que devem ser usados
• Pessoa com deficiência intelectual
• Pessoal com síndrome de Down
• Pessoa com T21
Foto: Tia Kel Fotografias
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