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Lançamento: Revista Digital Cinema de Rua revela vivências audiovisuais com equipe envolvendo jovens que viveram nas ruas de BH

Coletivo Filme de Rua produz cinema, nos últimos anos, com jovens que vivem nas ruas da capital mineira, resultado pode ser agora conhecido por meio de uma publicação virtual

As ruas de Belo Horizonte, o centro da terceira maior região metropolitana do Brasil, guardam histórias de vidas, sonhos e desencantos, roteiros e destinos em construção ao virar de cada esquina. Também guardam olhares, formas de expressão da juventude que vive nas ruas da capital e que encontra inúmeros desafios para se afirmar e revelar sua presença, criatividade e potencialidade.

Nos últimos 7 anos, o coletivo Filme de Rua promoveu a prática audiovisual junto a cerca de 15 jovens da capital, homens e mulheres que tiveram a experiência de ampliar o conhecimento e a atividade direta nas etapas da produção audiovisual por quais mais se interessaram. O registro desse processo está sendo lançado agora, no dia 14 de março, terça-feira, em uma publicação virtual, a Revista Digital Cinema de Rua, que pode ser acessada de forma online a partir do endereço https://bit.ly/filmederua

No segundo semestre de 2019, as ações promovidas pelo Filme de Rua foram realizadas com recursos da Lei Municipal de Incentivo à cultura de Belo Horizonte.

A Revista Digital Cinema de Rua tem 166 páginas, como um álbum de memórias e fotos que revela o cotidiano do Filme de Rua nos últimos sete anos no centro de Belo Horizonte. Reúne o registro despretensioso dos processos audiovisuais dos três últimos filmes do coletivo Filme de Rua, estando dois deles em etapa de finalização, e das quase 80 sessões de cinema que foram realizadas no Espaço Cultural Filme de Rua, de forma gratuita, em BH.

Segundo a integrante do coletivo Filme de Rua, Joanna Ladeira, a revista é um registro histórico do protagonismo dessa parcela da população de Belo Horizonte por meio da arte. “Essa publicação é mais uma iniciativa para transformar os olhares da cidade sobre essa juventude, ressignificar a sua existência e seu lugar social, assim como mostrar os filmes e processos criativos que partilhamos e produzimos nesse período”, afirma.

ENCERRAMENTO DO ESPAÇO CULTURAL FILME DE RUA

No início de 2023, o Espaço Cultural Filme de Rua, que abrigou o projeto desde março de 2019, encerrou as suas atividades no edifício Sulamérica, região central de Belo Horizonte. O fechamento ocorreu devido à especulação imobiliária na região e os desafios de financiamento do aluguel para manter a sala de cinema e sede do projeto. O Filme de Rua seguirá suas atividades em outros espaços da capital, finalizando os filmes em andamento, planejando e produzindo obras futuras, caminhando e encontrando novos caminhos para as suas atividades.

SOBRE O FILME DE RUA

O Filme de Rua nasceu em Belo Horizonte, de portas para o mundo. Arte produzida, dirigida e estrelada junto a jovens que vivem ou viveram na rua da capital mineira. Um espaço cultural voltado à ampliação do acesso à produção audiovisual, à experimentação estética e narrativa, à inclusão de novos sujeitos na criação e gestão cultural. Baseado em três eixos, “Ver Filmes”, “Pensar Filmes” e “Fazer Filmes”, o Filme de Rua é um laboratório inquieto de práticas que formam e intersecção de linguagens, intercâmbio de truques e tecnologias do cotidiano, aproximação de saberes.

Um projeto que se permite o aprendizado na sua forma, com a provocação dos espaços sociais dos indivíduos, da arte e da cidade. A iniciativa envolve profissionais e militantes das áreas das artes plásticas, cinema, psicanálise, comunicação e história. Espaço da criação, mas também da escuta e acolhida, ponto de fortalecimento da rede sócio assistencial, da promoção da cidadania e construção da autonomia da população que vive na rua.

HISTÓRICO E PRÊMIOS

O Filme de Rua tem suas origens em 2015, com os primeiros encontros entre artistas e militantes com jovens que vivem nas ruas de Belo Horizonte. Em 2015, o coletivo produz o seu primeiro filme, intitulado “Filme de Rua”, lançado em 2017. O curta foi vencedor do 19o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte, selecionado para os festivais VII Cachoeira Doc (Cachoeira-BA), X Festival Janela Internacional do Cinema (Recife – PE) e IV Fronteira – Festival internacional do Filme Documentário e Experimental (Goiânia-GO).

Em 2018, foram lançados os curtas “Ver o mar”, “Chuá de maloqueiro” e “Maloca”, selecionados para o Concurso Audiovisual Posso Falar? (Rio de Janeiro-RJ). A iniciativa também foi premiada com o edital “Cê Fraga”, promovido pela Gabinetona/Câmara Municipal de Belo Horizonte, garantindo, assim, os custos do primeiro espaço que ocupamos, o Almeida Centro de Inspiração. No mesmo ano, o Filme de Rua foi premiado com o edital do programa Rumos Itaú Cultural, a partir do projeto Cinema de Rua e fundou, a partir daí, o Espaço Cultural Filme de Rua (com uma sala de cinema em funcionamento, com capacidade para 40 pessoas), além de produzir três filmes, cujo processo a revista mostra. Também teve outro projeto contemplado com o Fundo Municipal da Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Foto: Bruno Figueiredo/Área de Serviço

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