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Grupo Maria Cutia de volta aos palcos com “Aquarela”
Espetáculo tem composições autorais para crianças e será apresentado no Sesc Palladium
O show cênico “Aquarela” aborda temas pouco explorados ao se pensar no universo da criança, além de brincar com as memórias dos 3 atores do grupo e como estes olhares coloriram suas infâncias. O espetáculo acontece em Belo Horizonte, no sábado, 19 de março, às 17h no SESC Palladium, em única encenação. A apresentação será presencial, seguindo todos os protocolos de segurança contra a Covid-19.
As canções passeiam por ritmos que vão da valsa ao frevo com os atores convidando o público, no final, a fazer junto com eles um carnaval sem instrumentos, usando apenas a boca. “O ‘Carnaval Bucal’ é uma canção que brinca com os instrumentos de carnaval… é um desejo nosso de matar um tiquinho as saudades que estamos de aglomerar numa folia carnavalesca”, confessa o ator e diretor musical Hugo da Silva, que também é cantor e fundador de um dos blocos de carnaval de rua da cidade, o Abre-te Sésamo.
A dramaturgia e as letras das canções são todas assinadas pelo Grupo Maria Cutia, numa mistura entre dados biográficos dos três artistas, ficções e muito jogo fonético e semântico. “A criação musical sempre foi uma base muito forte do Maria Cutia. A gente sempre fala que o nosso teatro é cheio de música e nossa música é cheia de teatro. Em ‘Aquarela’, verticalizamos sem medo”, complementa Hugo.
O universo dos trava-línguas, os ritmos de uma aula de dança, as palavras erradas do tatibitate de uma criança quando aprende a falar, expressões conotativas, provérbios populares, são algumas das inspirações das composições. “A ideia era criar um universo das letras mais amplo, sem uma certa previsibilidade temática que existe quando se compõe para crianças, geralmente educativa e didática”, comenta o ator Leonardo Rocha. “São temas e atmosferas pouco abordadas em canções para crianças como o medo, a contemplação, o amor, a literalidade, tudo de forma sutil, numa tentativa inversa de ser o olhar da criança sobre o mundo e não o olhar do adulto sobre o que deveria ser o universo da criança que é, naturalmente, subversivo”, completa. Para a atriz Mariana Arruda o espetáculo é “uma mistura de ritmos, sensações, bobagens, poesias. Falamos de medo e de amor, de angústia, de brincadeiras de quintal. Os universos das infâncias são múltiplos, infinitos, não dá pra reduzir em certo e errado. Não é pensar em ser educativo. O universo da criança, por essência, é transgressor”.
Além das canções, o espetáculo tem uma característica performática no cenário e figurinos. Todos brancos, ambos são “tingidos” pela luz durante toda a peça e, ao final, os atores literalmente o pintam com tintas, criando uma natureza de happening, já que este cenário será repintado a cada apresentação de forma única e intuitiva. “A ideia é que as imensas paredes do cenário e nossos figurinos se tornem uma grande tela em branco ‘aquarelada’ a cada apresentação, a ser pintada de forma inédita em frente ao público”, comenta Leonardo.
“Aquarela” é a terceira produção do Grupo Maria Cutia voltada para crianças, companhia tradicionalmente de teatro de rua, mas que também gosta de se aventurar pelos palcos. E em maio o grupo começa a preparar mais uma obra para crianças, com direção do professor e pesquisador de artes na infância, Eugênio Tadeu - que também esteve presente no processo de “Aquarela” como orientação artística. “Sempre temos muitas crianças na plateia, mesmo em nossos espetáculos para adultos. Produzir uma nova obra direcionada para este público tão carinhoso é uma alegria para a gente”, relata a produtora do grupo Luisa Monteiro.
Serviço:
"Aquarela" - Grupo Maria Cutia
Data: 19 de março, sábado
Horário: 17h
Local: Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046 - Centro, Belo Horizonte).
Ingressos populares à venda na bilheteria do teatro ou no site sympla pelo link:
https://bileto.sympla.com.br/event/71720/d/128300?utm_source=pwa-symplabileto-production&utm_medium=webapp_share&utm_campaign=webapp_share_event_71720
AQUARELA
Um show cênico do Grupo Maria Cutia
Ficha Técnica
Direção Coletiva
Em cena: Mariana Arruda, Leonardo Rocha e Hugo da Silva
Orientação artística: Eugênio Tadeu
Composições originais: Mariana Arruda, Leonardo Rocha e Hugo da Silva
Direção musical: Hugo da Silva
Preparação vocal: Babaya
Arranjos vocais: Grupo Maria Cutia e Babaya
Cenário: Leonardo Rocha
Consultoria de arte e figurinos: Luiz Dias
Luz: Cia Tecno (Richard Zaira e Pedro Paulino)
Comunicação: Letícia Leiva e Mateus Carvalho
Fotos: Tati Motta
Produção: Lucas Prado
Coordenação de Produção: Luisa Monteiro
SINOPSE:
Notas e versos que passeiam pelos coloridos das falas do tatibitate, de uma aula de dança que vai do balé ao samba, de alguns trava línguas que viram histórias, de uma valsa de casamento de dois bonecos de pano, de uma tradicional família moderna, de grandes e pequeninos medos, de expressões com animais vistas ao pé da letra (ou à pata da letra), de um carnaval sem instrumentos feito só com a boca e alguns outros aquarelados olhares do mundo da criança.
Foto: Tati Motta
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