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Bolsa Pampulha divulga lista dos candidatos selecionados para 8ª edição

Dezesseis projetos foram aprovados no processo seletivo do programa de residências artísticas do Museu de Arte da Pampulha (MAP)

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Viaduto das Artes, divulga a lista com os candidatos selecionados para participar da 8ª edição do Bolsa Pampulha, o programa de residências artísticas do Museu de Arte da Pampulha (MAP). Dezesseis propostas foram selecionadas, envolvendo as áreas de artes visuais, design, arquitetura e arte-educação. Os aprovados no processo de seleção foram Adeilson William (froiid), André Novais Machado, Dalila Coelho, Estandelau dos Passos Elias Júnior, Hortência Abreu, Ing Lee e Ítalo Almeida. Completam a lista Joseane Jorge, Letícia Bezamat (Coletiva Artes Sapas), Luana Vitra, Lucas Emanuel, Marcelo Venzon, Marcus Deusdedit, Pedro Neves, Rudá Lemos (ciber_org) e Silvia Herval (Cozinha Comum). A relação completa também pode ser consultada no site pbh.gov.br/bolsapampulha.

Com curadoria de Raphael Fonseca e Amanda Carneiro, as residências artísticas começam no próximo dia 21 de março e se estendem ao longo de seis meses. No período, os bolsistas participam de atividades no ateliê coletivo, instalado no Viaduto das Artes, no Barreiro. Outras ações serão realizadas em diversos endereços, com debates, oficinas e palestras - todas abertas ao público em geral, de forma presencial ou virtual.

Uma mostra de encerramento e publicação de catálogo, ambos com as obras dos bolsistas contemplados, finalizam as atividades. Todas essas ações estão adequadas aos protocolos sanitários vigentes de combate e prevenção ao contágio pela covid-19.

Cada uma das 16 bolsas, sejam elas individuais ou coletivas, tem o valor mensal de R$2 mil. Ao final do período de residência, uma verba de R$5 mil também será disponibilizada para cada bolsista, destinada às despesas com a apresentação final dos trabalhos desenvolvidos ao longo do processo.

Inovações

A edição atual do Bolsa Pampulha apresenta algumas inovações. Foram aceitas propostas de residentes em Belo Horizonte ou na região metropolitana da capital mineira, de forma a apoiar o setor cultural da região, fortemente impactado pela pandemia de covid-19. Os segmentos de arquitetura, design e arte-educação foram contemplados, juntando-se ao de artes visuais. A ampliação no número de bolsas, de 10 para 16, também é mais uma novidade. 

Os curadores

Raphael Fonseca é pesquisador da interseção entre curadoria, história da arte, crítica e educação. Doutor em Crítica e História da Arte pela UERJ. Mestre em História da Arte pela UNICAMP. Graduado e licenciado em História da Arte pela UERJ. Trabalhou como curador do MAC Niterói entre 2017 e 2020. Atualmente é curador associado de arte moderna e contemporânea latino-americana no Denver Art Museum.

Amanda Carneiro é Bacharela em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com intercâmbio na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Moçambique. Mestre em História Social (USP) com pesquisa sobre gênero, iconografia e anticolonialismo. Foi educadora e auxiliar de coordenação no Museu Afro Brasil. É fellow da ONU para a década afrodescendente (2014-2025). Atualmente é curadora assistente no MASP.

Sobre o Bolsa Pampulha

O Bolsa Pampulha é um programa consolidado de artes visuais e se apresenta como uma das primeiras residências artísticas do Brasil. Sua origem remonta ao Salão Nacional de Arte da Prefeitura de Belo Horizonte, realizado desde 1937. A partir de 2003, passa por uma reformulação e ganha o formato atual, de modo a evidenciar e dialogar com as oportunidades da arte e da cultura contemporânea. 

Uma das principais iniciativas do Museu de Arte da Pampulha (MAP), que é gerido pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o programa reforça o museu como espaço de formação, pesquisa e experimentação nos campos da arte e da cultura junto à comunidade artística local e nacional, algo testemunhado ao longo de suas edições anteriores. 

Enquanto política pública de cultura, o Bolsa Pampulha confere visibilidade à trajetória de relevantes nomes das artes visuais brasileiras que passaram pelas residências do programa, como Cinthia Marcelle, Paulo Nazareth, Marilá Dardot, Desali, Janaína Wagner, Rafael RG, Marcellvs L, entre outros.

Foto: Randolpho Lamonier / Divulgação

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