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Movimento “Menos Pudor, Mais Poder” chama a atenção para tabus que prejudicam a saúde das mulheres no Brasil

Campanha da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) visa empoderar repertório de fala das mulheres para conscientizar sobre a importância de conhecer o corpo e ir regularmente ao ginecologista

Até onde a censura e o pudor podem impedir de levar informação sobre saúde para todas as mulheres? A partir desse questionamento, a Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) lança o Movimento: “Menos Pudor, Mais Poder”. Após passar por uma série de censuras em suas Redes Sociais em postagens informativas que continham palavras como vagina, sexo e prazer, a entidade lidera o movimento para conscientizar sobre a importância de a mulher conhecer seu corpo e ir regularmente ao ginecologista. Por meio da campanha, a entidade pretende diminuir a estatística divulgada recentemente pela Federação Brasileira das associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em parceria com o Datafolha. A pesquisa revelou que mais de 26 milhões de brasileiras estão com sua saúde ginecológica desassistida - 11% delas não vão ao médico por vergonha. De acordo com o levantamento, 4 milhões de mulheres acima dos 16 anos nunca foram ao ginecologista e 16,2 milhões não vão ao médico há mais de um ano.

Para o presidente da Sogimig, Dr, Carlos Henrique Mascarenhas Silva, os dados servem de alerta. “Esses resultados são preocupantes, pois essa parcela da população que está desassistida corre o risco de ter um problema sem ao menos imaginar. É preciso divulgar a importância do ginecologista na vida das mulheres, que deveriam procurar atendimento desde a primeira menstruação”, destaca.

O presidente da Sogimig ainda afirma que muitas vezes falar sobre o órgão sexual feminino é algo encarado como uma ofensa, o que de maneira alguma pode acontecer quando a intenção é passar informações sobre a saúde feminina e os cuidados ginecológicos. “Informar a mulher sobre como cuidar da sua saúde, entender como seu corpo funciona e incentivar visitas regulares ao ginecologista não deve nunca ser considerado um insulto. Entendendo nosso papel de promoção contínua da saúde da mulher, decidimos lançar essa campanha para passarmos mensagens de conscientização para o maior número de mulheres possível”, destaca.

Site do movimento já está no ar

O Movimento está disponibilizando as peças da campanha para serem baixadas na páginawww.menospudormaispoder.com.br. O presidente da Sogimig explica que a ideia de democratizar o acesso às peças da campanha pretende estimular que o público, incluindo os profissionais de saúde, faça parte da construção do movimento. “Em uma campanha assim, a comunicação vira apropriação do público e dos parceiros. Nossa intenção é que eles se apropriem dos conteúdos, frases e demais elementos da campanha. O público se torna parte da construção do movimento”, afirma.

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