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Música sem Barreiras começa por Belo Horizonte circulação artística e cultural por 6 cidades mineiras
Com workshops e apresentações musicais gratuitas, projeto rompe obstáculos ao chegar a comunidades carentes das periferias e do interior, enquanto favorece a formação profissionalizante.
Começa no próximo sábado, dia 18, a circulação artística proposta pelo projeto Música sem Barreiras, anunciado em fevereiro último na Fundação de Educação Artística (FEA), em Belo Horizonte. As ações constam de um workshop dirigido à comunidade local e jovens artistas, além de apresentação musical aberta ao público em geral. Todas as atividades serão gratuitas e irão ocorrer no Espaço Artístico e Cultural ZAP 18, no bairro Santa Terezinha, na Capital.
Para o workshop, que vai acontecer das 14 às 17 horas, estão sendo oferecidas 30 vagas, direcionadas a jovens de ambos os sexos, entre adolescentes e jovens adultos. Não há pré-requisitos e os interessados podem se inscrever no próprio local. Quem precisar de maiores informações deve ligar para (31) 99194-6460 (Gustavo). O ZAP 18 fica na rua João Donada, 18, no bairro Santa Terezinha.
A proposta é estabelecer uma interseção entre as artes cênicas e a música através de jogos rítmicos e musicais, tendo como resultante a criação de uma performance cênico-musical a ser incluída na apresentação à noite. Tais jogos rítmicos são um recurso pedagógico bastante utilizado na educação musical proposta pela FEA.
Já a apresentação musical, marcada para as 20 horas no mesmo local, busca valorizar a diversidade da música brasileira. De fato, esta será uma das principais características deste concerto, segundo um dos coordenadores do projeto, o professor Marcelo Chiaretti. A proposta é levar ao conhecimento do público a multiplicidade de estilos que abarcam nossa produção musical. Peças atonais, música de concerto de característica nacionalista, choros e maxixes que remetem à história da nossa música no início do século passado, além de músicas do cancioneiro popular serão apresentadas como um pequeno panorama sonoro da composição musical brasileira, adianta Chiaretti. Entre os compositores estão Chico Buarque, Osvaldo Lacerda e Guerra-Peixe.
Participam da apresentação os jovens músicos Ana Paula (voz), Jefferson Assis (clarineta), Jayaram Marcio (violoncelo), Otávio Augusto e Agostinho Paollucci (violões), Samuel Alexandre (cavaquinho), Gustavo Elias (percussão), Marcelo Chiaretti (flauta) e Rafael Macedo (piano).
Circulação cultural pelo interior
Música sem Barreiras é um dos projetos culturais mais fundamentais e abrangentes desenvolvidos pela FEA em seus quase 54 anos de existência. Ele foi idealizado como um programa de circulação artística e cultural, constituído de workshops para alunos com os mais diferentes perfis - já que as realidades de cada cidade contemplada são as mais diversas -, além de apresentações musicais abertas ao público em geral. Algumas dessas apresentações podem inclusive ocorrer em praça pública. O projeto acontece até junho deste ano e pretende levar a comunidades de diferentes regiões do estado ações culturais inclusivas e participativas, que favoreçam a interiorização, o intercâmbio e a acessibilidade à música, respondendo às demandas culturais locais da maneira mais abrangente e interativa possível.
Outro aspecto que merece destaque é o forte estímulo à formação profissionalizante de alunos bolsistas para a música. Eles participam do programa de bolsas de estudos da FEA que beneficia jovens com reconhecida vocação para a música, mas que não dispõe de recursos para custear seus estudos musicais.
O projeto conta ainda em sua coordenação, com os professores Cristina Guimarães, Marcelo Chiaretti e Rafael Macedo eoutros, todos da FEA. Segundo Cristina Guimarães, coordenadora do Música sem Barreiras, o projeto abre espaço para jovens carentes que querem estudar música, assim como rompe obstáculos ao chegar a comunidades carentes das periferias e do interior. Ao mesmo tempo, favorece a formação profissionalizante de jovens músicos, sem limitar gêneros musicais ao programa de apresentações. “O legado é diferenciado e tanto estimula o movimento musical local quanto o desenvolvimento da sensibilidade artística, preparando o aluno para ouvir. Isto é apreciação musical”, celebra.
O Música sem Barreiras é um projeto da FLAMA - Associação de Amigos da Fundação de Educação Artística, com realização pela Fundação de Educação Artística e patrocínio da PETROBRAS, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
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