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Cantor Felipe de Oliveira aporta com show cênico-musical ao Teatro Marília

 
Devido ao grande sucesso da estreia, com ingressos esgotados, o cantor mineiro Felipe de Oliveira, dono de uma voz aguda e peculiar, traz pela segunda vez a Belo Horizonte o espetáculo "Histórias do Mundo em Voz e Violão", show cênico-musical que navega pelo repertório popular da música brasileira e pela temática do amor no sertão, numa busca por novas representações do povo sertanejo. Por meio do Edital de Ocupação dos Teatros Municipais, da Fundação Municipal de Cultura, a apresentação ocorrerá no dia 24 de março (quinta-feira), no Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia) e traz, em seu repertório, canções de nomes consagrados como Marisa Monte, Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Zé Ramalho, Gilberto Gil, dentre outros grandes compositores da MPB.  O show ainda conta com composições de domínio público, recolhidas do cancioneiro tradicional brasileiro, como Cuitelinho, Cálix Bento, Penas do Tiê e um pot-pourri de sambas de roda.

De acordo com Felipe, a proposta relembra canções e histórias que residem no imaginário do povo brasileiro, de forma lúdica e poética. “Nosso espetáculo é pautado por recursos cênicos, pensando no show musical não apenas como sonoro, mas também imagético, com grande carga dramática. Tudo permeado por uma linha narrativa que compõe sua dramaturgia”, explica o cantor, que teve preparação vocal da aclamada Babaya Morais. O show é uma incursão num universo diegético que pretende se aproximar ao onírico e oferecer, à plateia, a magia que é estar num teatro. Mais que cantar, Felipe de Oliveira interpreta e re-significa as canções, valendo-se de todo o seu corpo para chegar ao seu fim, visando contribuir para a forma lúdica e teatral da música. No que concerne ao amor, todo o processo pode ser visto nas fortes letras das canções que vão da paixão ao término, culminando também na superação, “escolhi músicas expressivas como “Negue”, “De Mais Ninguém” e “Cadeira Vazia”. Para fazer referência ao sertão, estão músicas como “Último Pau de Arara”, “Arrumação” e “Súplica Cearense”, conta.

O cenário, proposto para representar o céu noturno do sertão, é composto de cinco balões de São João, iluminados como abajures, construídos em tons terrosos, formando um arco dependurado sobre os músicos.  Os músicos sentam-se a uma mesa rústica e convidativa, que nos remonta ao conforto da casa e ao acolhimento.  Além disso, há uma cortina de luzes ao fundo do palco, aludindo à noite estrelada, se mesclando ao figurino do artista.

O espetáculo tem, por valor, a primazia vocal, a delicadeza dos arranjos e a escolha cuidadosa das canções, pensadas para provocar apenas uma coisa: emoção em quem ousar fruir, numa experiência afetiva e transformadora através da arte.

Foto: Flávio de Castro

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