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Nas galerias do Circuito Liberdade: confira as 11 exposições em cartaz ao longo de março

De Renoir a memes no museu, as mostras trazem pinturas, esculturas, desenhos, literatura e experimentações multilinguagens, com destaque para temática ligada às mulheres

O Circuito Liberdade apresenta 11 exposições gratuitas neste mês em Belo Horizonte. As mostras, distribuídas por museus e centros culturais do complexo, incluem pinturas, desenhos, esculturas, instalações, bordados, entre outros. Os visitantes podem apreciar artes plásticas com diversidade: desde um canônico Renoir a experimentações multilinguagens que levam memes de internet para museus. A programação completa está disponível em circuitoliberdade.com.br.

As linguagens e temáticas são variadas. Da identificação das populações com os territórios que habitam, passando pela preservação da memória coletiva, até a nova presença feminina no mundo, os temas são materializados em diversos tipos de arte. Para todos os gostos e públicos, as exposições recebem também as crianças e se estendem para depois de março. 

Mulheres — Na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, três exposições esperam o público. “Feminino, Sagrado em Cor”, da artista plástica Adriana Mappa, reúne desenhos e pinturas que retratam expressões do feminino em cores vibrantes e cenas tropicais, e está aberta até 31/3. Já “Fios que vestem histórias” apresenta bordados feitos pelo coletivo belo-horizontino “Mãos que bordam”, buscando a ancestralidade, a relação afetiva com o território que habitamos e a feminilidade. A exposição segue também até dia 31.

No CCBB BH (Centro Cultural Banco do Brasil), “Marlene Barros: tecitura do feminino” apresenta peças em crochê e bordado e esculturas que refletem sobre o corpo feminino, a desvalorização histórica das mulheres e a invisibilização de seus fazeres na arte. A exposição segue até 1º de julho.

Religião e cultura digital — Para quem se interessa pelo pensamento religioso em diferentes culturas, “Religião: Saberes Diversos” apresenta uma curadoria de livros do acervo da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, para uma introdução abrangente ao tema. As visitas vão até dia 30/4. Com os dois pés na vida atual, muita interatividade e humor, “MEME: O Br@sil da memeficação” explora arte contemporânea, cultura digital e crítica social. Vídeos, instalações sonoras, neons, roupas, quadrinhos, pinturas e experiências interativas abordam a produção brasileira de memes. A exposição abre em 28/3 e vai até 22/6, no CCBB BH.

Cânone — “Renoir na Casa Fiat de Cultura” convida o público a conhecer o universo sensível de um dos principais nomes do impressionismo francês ao reunir 11 pinturas e uma escultura da coleção do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand). Reconhecido mundialmente por sua capacidade de captar a vida em movimento, Pierre-Auguste Renoir revolucionou a pintura ao retratar pessoas comuns, cenas ao ar livre, encontros e afetos com uma abordagem luminosa e vibrante. A exposição segue até 10/5, com entrada gratuita.

Arte, paisagem e memória — O impacto dos ambientes nas pessoas que os habitam é tema de três exposições. “Sentinelas: Carrancas Pinceladas”, de Kdu dos Anjos, reúne obras que atravessam memória familiar, espiritualidade e imaginário popular para reinventar as carrancas em linguagem contemporânea. A mostra segue até 26/4, no Centro Cultural SESIMINAS. Já no Centro Cultural Unimed BH-Minas, “Caixa-Paisagem”, de Thaïs Helt, apresenta gravuras tridimensionais e litografia que exploram o território de Minas Gerais e sua memória. A exposição está aberta até dia 10/5. 

No Museu Mineiro, obras inéditas de Isaura Pena, Júnia Penna e Louise Ganz, artistas e professoras da Escola Guignard, compõem a mostra “O Vento é Verde”. Uma reunião de desenhos e pinturas que investigam as mutações das paisagens de Belo Horizonte, a mostra pode ser visitada até 9/4.  Já “O Sorriso do Barroco na Casa Fiat de Cultura” apresenta 64 obras, entre pinturas e porcelanas, de Iuri Sarmento, artista mineiro que reinterpreta o drama e a exuberância barroca com cores intensas, gestos minuciosos e referências entre Minas e Bahia. A exposição vai de 24/3 a 24/5.

No Centro de Arte Popular, no dia 18/3, inicia-se a exposição “A imaginação que nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha”, com curadoria de Augustto Ribeiro, artista do Vale do Jequitinhonha. A mostra integra a programação que celebra 14 anos do museu, apresentando um panorama histórico da cerâmica produzida no Vale do Jequitinhonha. Até dia 21 de junho, o visitante acompanha o percurso que transforma objetos utilitários do cotidiano, como potes, moringas e utensílios, em arte reconhecida dentro e fora do país.

Literatura, arte e cinema — No Palácio das Artes, a exposição “A primeira vez que voei foi na página 35”, de Maré Matos, abre e integra a “Bitita - Festa da Palavra”, no Palácio das Artes. A mostra une literatura, artes visuais e cinema, antecipando as reflexões propostas pelo festival, que neste ano adota o tema Luz–Palavra–Imagem. A exposição vai até 26/4.

CIRCUITO LIBERDADE – O Circuito Liberdade conta com mais de 50 equipamentos integrados, dentro do perímetro da Avenida do Contorno, reunindo as mais variadas formas de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos espaços do Circuito buscam o desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades. O Circuito Liberdade tem gestão da Fundação Clóvis Salgado, uma autarquia da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

Novas exposições — Circuito Liberdade

Classificação indicativa: Livre

Programação completa

circuitoliberdade.com.br

Foto: Divulgação

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