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Maurício Ribeiro lança novo disco dia 21 de março no Teatro de Bolso do Sesc Palladium

"Sozinho e bem acompanhado” é o terceiro disco de Maurício Ribeiro e traz o músico pela primeira vez mostrando suas canções

Maurício Ribeiro é um músico que transparece em seu som, em seu papo e em seu jeito de fazer as coisas. Uma característica muito peculiar de alguns músicos de Belo Horizonte. Uma capacidade impressionante de subverter certas convenções. Pouca gente no estado (em um universo como o de Minas, que carrega, além de suas montanhas e o necessário, porém, maldito minério) segura o peso de ter parido ao mundo o Clube da Esquina. Que fique bem claro, as coisas boas que vieram da turma de Santa Tereza eu adoro de paixão. Porém é um peso que em quase maioria ou talvez maioria mesmo das coisas transforma-se em meio pastiche.

E o Maurício em seu som, ao mesmo tempo que tem o peso das montanhas e do Milton, transgride a regra e ultrapassa vários limites. E agora o novo disco, que chega às suas mãos neste momento, entra de cabeça no universo das canções.

O disco é um tremendo passeio pelas possibilidades e vertentes. De extrema beleza com músicas que te levam de um canto ao outro. Com originalidade e a categoria que lhe é peculiar. Seu cancioneiro passa por estilos, timbres e novos e velhos conceitos. É um disco pra não te deixar parado, física ou mentalmente. Pode dançar se quiser, cada um reage à música de uma forma.

Um mistura de sensações e sentimentos. Uma celebração do universo musical agora com letra. É bonito ver aonde pode chegar a arte de Ribeiro.

É seu terceiro disco, “Ventania no Cerrado” e “Trio” passeavam pela música instrumental. No "Sozinho e bem acompanhado", a vontade de não se segurar, de transpor o que já havia feito em sua carreira veio com força, e Maurício entrou no universo que faz tanto parte de sua vida. Vejo as marchas compostas, as rodas de samba e tantas e tantas vezes que trombamos pelas ruas da cidade.

“Penso no disco tem tempo, fui juntando músicas que faço desde 99, uma compilação de muitas coisas que compus, mas nunca gravei, muitas são da primeira década... Mas muitas delas foram compostas as músicas, e não as letras. Daí, quando comecei a me integrar com letristas da nossa cena, comecei a buscar umas coisas no baú e mandar pra eles. Então, a maior parte das músicas (e das letras minhas) são antigas, mas as letras dos parceiros são novas; Dea me mandou uma em dezembro, Makely me mandou outra semana passada... “

Enfim, uma mistura de tempos e diferentes ethos” afirma um feliz Maurício  com o resultado.

 

Fiquem com o som. "Veneno Remédio" (Mauricio Ribeiro e Luis Henrique Garcia), cantada por Juliana Perdigão

https://soundcloud.com/rafel/veneno-remedio

Foto:  Alberto Becucci.

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