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Paulo Laender apresenta mostra de esculturas, pinturas e cerâmicas - Nos Caminhos da Diversidade

“Entre os muitos elementos que fundamentam a obra de Paulo Laender, assinalo como da maior importância, a facilidade com que o artista tramita em vários segmentos sem se perder no labirinto de circunstâncias tão plurais. Sendo assim, a produção de Laender não se esvai em pequenos e gratuitos retalhos de criatividade, mas sim de uma rica estratégia estética escorada em fortes pilares de conhecimento, e competência.

São cerca de cinquenta anos de experimentações e pesquisas nos campos do desenho, da gravura, da pintura e escultura, forjando, ao final, um universo pleno de unidade e coerência.

Ainda obrigatório ressaltar, que a linha e o traço que fluiram soltos na euforia jovem de seus primeiros desenhos, permanecem íntegros mesmo quando o espírito aventureiro de Laender expande seus limites e os seus focos de linguagem.

É assim que grandes e verdadeiros artistas assinam a sua escrita estética e deixam o seu legado ao curso da história da arte.”    Celma Alvim – galerista e crítica de arte.

Paulo Laender (Teófilo Otoni MG 1945) - Artista plástico, arquiteto, professor.

Paulo Roberto Frade Laender muda-se para Belo Horizonte e inicia estudos de desenho com Maria Helena Andrés (1922) em 1962. Dois anos depois, funda o Grupo Oficina e realiza sua primeira exposição individual. Em 1965, reside no Rio de Janeiro e freqüenta o ateliê de gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e expõe na 8ª Bienal Internacional de São Paulo. No ano seguinte, volta a Belo Horizonte, inicia graduação em arquitetura pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, concluída em 1970. Nesse período desenvolve desenhos e atividades em cinema, design de jóias e cenografia. De 1970 a 1981 leciona na Escola de Arquitetura da UFMG e dedica-se à arquitetura e ao design, além de produzir esculturas, gravuras e desenhos. Participa da 12ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1973. Em 1981, viaja pela Europa e pelo Oriente, faz estudos e pesquisas. Nesse ano participa da exposição Barroco Mineiro, no Brazilian Trade Bureau, em Nova York. A partir desse período se concentra na produção de esculturas e realiza em paralelo outras atividades. Monta e dirige as oficinas de joalheria, fundição e lapidação da Bronfen-Laender em 1983. Em 1991, participa da 21ª Bienal Internacional de São Paulo.

Foto: Divulgação

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