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Muquifu Apresenta Roda De Conversa Sobre O Quilombo Como Espaço De Resistência Dia 14/03
EVENTO ABRE A PROGRAMAÇÃO DE 2020 E CONTA COM PARTICIPAÇÃO DE JOSIMEIRE ALVES, MAURO LUIZ DA SILVA, MAKOTA KIDOIALE E FERNANDA OLIVEIRA
Os Quilombos sempre foram ambientes de resistência e esse é um tema sempre relembrado pelo Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos – Muquifu, seja em seu acervo ou eventos. Por isso, o tema abre a sua programação de 2020 com a Roda de Conversa - Quilombos – Espaços de Resistência que acontece no dia 14 de março, às 14h. A participação é gratuita.
O encontro conta com os pesquisadores da presença negra em BH Josimeire Alves, Mauro Luiz da Silva, Makota Kidoiale e Fernanda Oliveira. O intuito é discutir acerca das tensões que permeiam o processo de formalização dos quilombos e seu reconhecimento. Os participantes também irão abordar sobre a importância histórica e atual dos quilombos e seu reconhecimento e significado num contexto periférico. Afinal, o que é e onde se encaixam os quilombos na atualidade e como é a sua existência numa cidade como Belo Horizonte?
As rodas de conversa e de memória apresentadas pelo Muquifu visam fortalecer o debate de questionamentos e reflexões acerca de temas sobre a cultura negra, quilombola, periférica, das culturas populares (Reinados e Folia de Reis), religiosa, feminina e memória viva/coletiva.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Sobre os participantes
Kidoiale: liderança comunitária no kilombo urbano e candomblé Manzo Ngunzo Kaiango, militante no Movimento Negro Unificado - MNU, e do Coletivo Mães Pela Diversidade, coordenadora do Projeto Kizomba, Secretaria do Conselho Municipal de Promoção da Igualde Racial (COMPIR), Membro da Comissão Estadual de Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais / MG, Mestra e professora no Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da Universidade Federal de Minas Gerais.
Josemeire Pereira Alves: é ex-moradora da Vila Estrela / Morro do Papagaio. Licenciada em História (UFMG), Mestre e Doutora em História (Unicamp), tem pesquisado sobre os seguintes temas: memória e representações sociais das favelas, história do racismo no Brasil, experiências de liberdade em períodos de escravidão e Pós-Abolição, história das agências da população negra nas cidades, com ênfase às experiências de Belo Horizonte.
Padre Mauro Luiz da Silva: cursa doutorado e é Mestre em Ciências Sociais, tem especialização em Psicopedagogia, graduado em Teologia e Filosofia pela PUC Minas. Graduado em História e Tutela do Patrimônio Cultural, pela Universidade de Pádua/Itália. Atualmente é diretor e curador do MUQUIFU, exerce a função de Pároco da Paróquia Jesus Missionário, bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. Tem experiência na área de Artes e Museologia Social.
Fernanda C. de Oliveira e Silva: é umbandista, antropóloga, doutora em Educação (UFMG), mãe de Duna, consultora em assuntos relacionados aos povos e comunidades tradicionais de quilombos e terreiros. Atua como assessora parceira do Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango/BH, orientada por Kidoiale e Mametu Muiande; e do Quilombo Mato do Tição/Jaboticatubas, orientada por mestra Divina de Siqueira e mestre Badu (desde 2012). É integrante co-fundadora do Núcleo de Estudos em Quilombolas, Indígenas e Populações Tradicionais (NuQ) da UFMG (desde 2006).
Sobre o Muquifu
O Muquifu – Museus dos Quilombos e Favelas Urbanos tem como vocação garantir o reconhecimento e a salvaguarda das memórias do Morro do Papagaio e de outras favelas, os verdadeiros quilombos urbanos do Brasil: lugares não apenas de sofrimento e de privações, mas, também, de memória coletiva digna de ser cuidada.
A instituição reúne como acervo fotografias, objetos, imagens de festas, danças, celebrações, tradições e histórias que representam a tradição e a vida cultural dos moradores das diversas favelas e quilombos urbanos do Estado de Minas Gerais.
Foto:Divulgação
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