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PERCURSO MODERNISTA Mostra Fotográfica e Ciclo de Debates
Curadorias contextualizam o protagonismo e o significado da participação de Minas Gerais no Movimento Modernista Brasileiro
O Modernismo como trajetória histórica e cultural é fonte rica e inesgotável: deve ser vivenciado, revisitado, apreciado e preservado. Essa premissa dá o tom de um caminho inédito traçado para o projeto Percurso Modernista, que proporcionará ao visitante da Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, entre os dias 15 de março e 10 de abril de 2022, um mergulho na trajetória do movimento artístico mais marcante do século XX no Brasil. No total, 22 foto-reproduções serão envolvidas por uma linha do tempo, concebida como um caminho a ser percorrido, vivenciado e apropriado pelo público. As imagens apresentam diversos acontecimentos, obras e curiosidades marcantes, estabelecendo um panorama amplo da participação e influência de intelectuais e artistas mineiros no Modernismo, como Carlos Drummond de Andrade, Rodrigo Melo Franco de Andrade e Cyro dos Anjos, entre outros.
O projeto expográfico da mostra permite que o visitante percorra diferentes espaços na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Inaugurando o trajeto, o público passará pela Mostra fotográfica Percurso Modernista, organizada em uma grande linha do tempo que apresenta um rico percurso de conhecimento pelo Movimento Modernista. Logo em seguida, um setor da galeria é reservado a atividades educativas do Centro de Formação Artística e Tecnológica - Cefart, além de intervenções artísticas de dança e música com participação do Coral Lírico de Minas Gerais, da Cia de Dança Palácio das Artes e de professores e coletivos do Cefart. O visitante encontrará ainda uma sala especial onde ocorrerá o Ciclo de Debates e exibição de vídeos do Festival Villa-Lobos, iniciativa da produtora cultural Carminha Guerra, que reuniu representantes da música instrumental mineira como Gilvan de Oliveira, Família Barros, Patrícia Valadão, Celso Faria e Mauro Rodrigues, dentre outros, para homenagear o compositor, principal nome do modernismo brasileiro na música.
De acordo com Luciana Salles, diretora cultural da Fundação Clóvis Salgado, as atividades educativas são essenciais para ampliar a potencialidade do projeto. “É muito importante para nós ocupar a Grande Galeria para além de sua utilização primeira. Principalmente, pela possibilidade de oferecer atividades para diferentes públicos como o Sarau Lírico, com o Coral Lírico de Minas Gerais, a ocupação da Cia de Dança Palácio das Artes e as atividades do Cefart. Também é providencial o encontro de instrumentistas mineiros para homenagear o mestre Villa-Lobos, pois evidencia a importância do barroco mineiro no modernismo e na formação da identidade cultural brasileira. Villa-Lobos foi influenciado pela mineiridade, assim como influenciou a música brasileira”.
Percurso Modernista, projeto que integra o programa O Modernismo em Minas Gerais, tem curadoria do pesquisador Epaminondas Bittencourt, celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, em uma parceria entre Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, Fundação Clóvis Salgado, Ministério Público de Minas Gerais e APPA Arte e Cultura. O projeto também contará com o Ciclo de Debates O Percurso Modernista em Minas Gerais: Cenas e Contextos, que engloba sete mesas redondas com especialistas e pesquisadores do modernismo no Brasil. O Ciclo de Debates acontecerá na Grande Galeria, sempre às 19h, com transmissão ao vivo pelo Canal da FCS no YouTube.
Segundo Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, o projeto Percurso Modernista vai presentear os cidadãos mineiros com um recorte inédito sobre o Modernismo e oportunidade rara de conhecimento e reflexão. “Com uma curadoria atenta e repleta de contribuições para a análise do modernismo brasileiro, revisitamos importantes registros do movimento em Minas Gerais. E, ainda, estabelecemos um caminho cheio de oportunidades para reflexão de nossas identidades e do modernismo na contemporaneidade. A mostra compõe um amplo programa cultural, com um calendário intenso de ações ao longo do ano no Palácio das Artes. Estamos imensamente felizes com essa parceria com o Ministério Público de Minas e com a possibilidade de aprofundar a reflexão e difundir a significativa participação de Minas Gerais nesse importante movimento cultural”.
Há cem anos – As primeiras décadas do século XX foram marcadas por profundas transformações sociais e culturais. O crescimento da sociedade industrial, os avanços revolucionários na tecnologia e a rápida urbanização geraram novas expressões no domínio das artes, da cultura e do senso estético, abarcando, de modo amplo, as relações humanas, os modos de viver e as paisagens urbanas em constante transformação.
De acordo com Epaminondas Bittencourt, na literatura, na música, na arquitetura e nas artes plásticas, a vanguarda formada no continente europeu estabeleceu múltiplos conceitos que foram compartilhados, recusados ou enriquecidos pelos mais variados atores culturais nas diversas localidades urbanas onde uma nova sociedade emergia. Um amplo movimento que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922 em São Paulo, agregou artistas locais do Rio de Janeiro, de Pernambuco, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, além de alguns estrangeiros que acabaram se radicando no país. “A mostra ‘Percurso Modernista’, proporciona ao visitante uma trajetória por diversos conteúdos sobre o movimento, elucidando a participação de Minas Gerais e os seus reflexos ao longo do último século”, conta Epaminondas.
Minas Gerais: modernismo revisto – Na Semana de 1922, dois mineiros estiveram presentes apresentando seus trabalhos: a pintora de Belo Horizonte Zina Aita (1900 - 1967) e o poeta de Montes Claros Agenor Barbosa (1896 - 1976). Aita tinha realizado sua primeira exposição individual em Belo Horizonte em 1920. A jovem capital mineira vivia uma efervescência cultural proporcionada por uma geração diferenciada e incomodada com as grandes transformações sociais e urbanas. Eram comuns os encontros diários na Rua da Bahia, no Bar do Ponto, nas livrarias, no Café Estrela, na Universidade e nos logradouros públicos. Entre os seus diversos integrantes estavam Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Francisco Campos, Milton Campos, Abgar Renault, Mário Casasanta, Gustavo Capanema, Juscelino Kubitschek, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Emílio Moura, Cyro dos Anjos, Ascânio Lopes, Gabriel Passos e João Alphonsus de Guimaraens. Durante década de 1920, eles seriam responsáveis pelo lançamento de publicações e expressões culturais de grande relevância como “A Revista” e “Leite Criôlo”, em Belo Horizonte, as revistas “Verde”, em Cataguases, e a “A Montanha”, em Ubá.
Nas décadas seguintes, as grandes transformações de Belo Horizonte seriam estendidas para todo o Brasil nos variados domínios das artes, influenciando a cultura brasileira via relações construídas na cidade e no estado na década de 1920. É o caso da construção da política educacional, cultural, do reconhecimento e preservação do patrimônio histórico e artístico nacional até a revolução no urbanismo e na arquitetura sintetizadas no Conjunto Moderno da Pampulha, na década de 1940, e na construção de Brasília, na década de 1960.
O programa O Modernismo em Minas Gerais é financiado com recursos do Fundo Especial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (FUNEMP) e executado por meio do Contrato de Gestão com a APPA. O FUNEMP busca, além de aperfeiçoar as funções institucionais do Ministério Público, caso da modernização e obtenção dos meios necessários para o combate ao crime organizado, a reconstituição de bens lesados e a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos, dar suporte financeiro a programas, projetos e ações de interesse social. O valor de R$ 2,470 milhões investidos no programa O Modernismo em Minas Gerais se soma aos investimentos orçamentários do Governo do Estado e de outros importantes parceiros privados da Fundação Clóvis Salgado.
A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.
CICLO DE DEBATES:
O Percurso Modernista em Minas Gerais: Cenas e Contextos
Com curadoria de Luciana Féres, o Ciclo irá discutir e registrar o protagonismo e o significado da participação de Minas Gerais no Movimento Modernista, refletindo sobre seus desdobramentos até a contemporaneidade. Conceitualmente concebido em uma perspectiva multidisciplinar, histórica e crítica para discutir e entrelaçar o passado, o presente e apontar para o futuro, a proposta pretende desvelar e aprofundar as reflexões sobre o Modernismo.
De acordo com Luciana Féres, a proposta do Ciclo de debates é promover uma revisão crítica do Movimento Moderno e suas manifestações e desdobramentos nos diversos campos da cultura, abarcando as artes visuais, artes performáticas, arquitetura, patrimônio cultural, música, cinema, fotografia e literatura. “O estado de Minas Gerais e sua capital desempenharam grande protagonismo no desenrolar da cena moderna brasileira e este Ciclo de debates pretende lançar luz a esses contextos e especificidades. Concebido como um ciclo que não se encerra, mas que deve ser sempre repensado, a leitura e a interpretação da cena moderna em Minas são fontes inesgotáveis de pesquisa e aprendizado”.
Os debates pretendem abordar acontecimentos significativos que ocorreram em território mineiro antes da Semana de Arte Moderna de 1922, tais como a viagem de Mário de Andrade à cidade de Mariana, em maio de 1919, e sua visita ao poeta Alphonsus de Guimaraens. Nesta viagem, Mário de Andrade se encanta e encontra na arte de Aleijadinho a “verdadeira arte brasileira”. A construção histórica dessa narrativa teve reverberações em diversos campos da produção cultural brasileira, abarcando a literatura, as artes visuais, a arquitetura, a música e a política de preservação do patrimônio histórico e artístico nacional. Essa e tantas outras curiosidades serão abordadas por diversos pesquisadores e escritores.
Os debates vão acontecer na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, sempre às 19h e com transmissão ao vivo pelo Canal da FCS no YouTube, conforme programação abaixo:
21/03, segunda-feira
Mesa de abertura e mesa redonda 1
Contexto e Cenas da Modernidade brasileira: cidade e sociedade
A mesa de abertura do Ciclo de Debates será realizada com a participação dos curadores que farão a apresentação da proposta conceitual do Ciclo, sua estrutura e os temas que serão abordados em cada sessão. Em seguida, terá início a primeira mesa redonda intitulada: “Contexto e Cenas da Modernidade brasileira: cidade e sociedade”, com uma perspectiva histórico-cultural que busca contextualizar, compreender e traçar um panorama dos antecedentes e raízes do Modernismo. Com abordagem multidisciplinar, a sessão versa sobre a revolução industrial e consequentemente as transformações ocorridas nas cidades e na sociedade moderna. No intuito de compreender como essas transformações afetaram o ideário cultural brasileiro e gestaram o pensamento moderno nas artes, arquitetura, urbanismo, literatura, música e demais manifestações. Traçado este panorama global, serão abordados os marcos fundamentais e os protagonistas do movimento. Essa sessão também terá como objeto o caso de Minas Gerais e sua capital, a cidade de Belo Horizonte. Essa mesa pretende contextualizar e iniciar o debate sobre os antecedentes, as origens do movimento modernista e seus desdobramentos no Brasil e em Minas Gerais. A sessão será seguida de debate com o público.
22/03, terça-feira
A Cena Urbana Moderna: Arquitetura e Patrimônio Cultural
Essa mesa apresenta uma perspectiva histórico-cultural sobre as raízes do Modernismo no campo da Arquitetura e do Urbanismo, no âmbito internacional, nacional e regional, bem como discute os principais acontecimentos do período que contribuíram para o nascedouro e o desenvolvimento do Modernismo e suas manifestações na Arquitetura e no Urbanismo em Minas Gerais. Essa sessão também coloca em pauta as origens e singularidades da preservação do patrimônio cultural brasileiro, com a criação em 1937 do órgão federal de preservação, então denominado SPHAN - Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, concomitante ao desenvolvimento do movimento moderno no Brasil. Nesta seara, no contexto nacional, os mineiros tiveram atuação de destaque, conformando um grupo em prol do modernismo, da construção da “identidade nacional” e da preservação do patrimônio histórico e artístico brasileiro. Busca proporcionar uma revisão crítica mediante a reflexão e o debate sobre as transformações urbanas e a produção arquitetônica do Modernismo em Minas Gerais, seus desdobramentos e as suas peculiaridades em relação às outras regiões do Brasil. Essa mesa coloca em pauta as especificidades, influências e inter-relações entre as manifestações do Modernismo na arquitetura e urbanismo no contexto regional de Minas Gerais, e os contextos nacional e internacional.
24/03, quinta-feira
A Cena Moderna: Artes Visuais
A proposta dessa mesa intitulada “A Cena Moderna: Artes Visuais” é apresentar uma perspectiva histórico-cultural e crítica acerca das raízes do Modernismo no campo das Artes Visuais e seu desenvolvimento no Brasil e em Minas Gerais. Visa apresentar e discutir os principais acontecimentos do período que contribuíram para o nascedouro e o desenvolvimento do Modernismo e suas manifestações nas Artes Visuais em Minas Gerais. A dicotomia entre a tradição e a modernidade no campo das artes visuais deve ser alvo do debate diante da produção artística do período e as tentativas de romper com o academicismo vigente, as suas principais exposições, tais como a de Zina Aita, na década de 1920, e as exposições de Arte Moderna de 1936 e de 1944, que ocorreram em Belo Horizonte. A sessão busca proporcionar uma revisão crítica mediante a reflexão e o debate sobre as manifestações artísticas do Modernismo em Minas Gerais, seus desdobramentos e as suas peculiaridades em relação às outras regiões do Brasil. Esta mesa coloca em pauta as especificidades, influências e inter-relações entre as manifestações do Modernismo nas artes visuais no contexto regional de Minas Gerais, e os contextos nacional e internacional.
25/03, sexta-feira
A Cena moderna: Música e Artes Performáticas
Esta mesa apresenta um panorama histórico-cultural e crítico sobre o Modernismo e suas manifestações na música e artes performáticas (artes cênicas, dança e demais linguagens) no âmbito internacional, nacional e regional. Pretende apresentar e discutir os principais acontecimentos do período que contribuíram para o nascedouro e o desenvolvimento do Modernismo e suas manifestações na música e nas artes performáticas no Brasil e em Minas Gerais. Essa sessão pretende promover uma revisão crítica, elucidar e relacionar os principais aspectos formadores do movimento artístico e as especificidades do Modernismo na música e artes performáticas.
29/03, terça-feira
A Cena Moderna: Literatura
A proposta desta mesa temática é proporcionar uma perspectiva crítica e discutir os principais acontecimentos do período que contribuíram para o nascedouro e o desenvolvimento do Modernismo no Brasil e a produção literária de Minas Gerais. A partir da década de 1920 a publicação das revistas modernistas A Revista, Leite Criôlo e Verde em Minas Gerais promovem o movimento e agitam a cena artística e cultural local, além de suscitarem o debate e correspondências entre os escritores e artistas mineiros e os escritores e idealizadores das publicações Estética e Festa do Rio de Janeiro; e as publicações Klaxon, Revista de Antropofagia, Terra Roxa e Outras Terras de São Paulo. Em uma das edições da revista Klaxon que propagava as ideias modernistas, Mário de Andrade escreveu: “Bem poderíamos em 2022 celebrar o 1º Centenário de nossa independência literária”. Transcorridos cem anos, o ciclo de debates pretende discutir os desdobramentos do movimento moderno na cena literária brasileira e o papel desempenhado pelos autores mineiros neste contexto. Essa mesa coloca em pauta as influências e inter-relações entre as manifestações do Modernismo na literatura no contexto regional de Minas Gerais, e os contextos nacional e internacional.
30/03, quarta-feira
A Cena Moderna: o Cinema e a Fotografia
A proposta desta mesa temática intitulada “A Cena Moderna: o Cinema e a Fotografia” é apresentar uma perspectiva histórico-cultural sobre o Modernismo no cinema e fotografia no âmbito internacional, nacional e regional. A sessão apresenta e discute os principais acontecimentos do período que contribuíram para o nascedouro e o desenvolvimento do Modernismo e suas manifestações no cinema e fotografia no Brasil e em Minas Gerais. Essa mesa versa sobre o movimento de renovação da linguagem fotográfica e do cinema. Assim, essa sessão vai abordar a produção fotográfica e cinematográfica, destacando os seus protagonistas, dentre eles o cineasta Humberto Mauro e sua contribuição para o cinema no Brasil e em Minas Gerais. A sessão pretende proporcionar uma revisão crítica mediante a reflexão e o debate sobre o cinema e a fotografia do período do Modernismo em Minas Gerais, seus desdobramentos e as suas peculiaridades. Essa mesa coloca em pauta as especificidades, influências e inter-relações entre as manifestações do Modernismo no cinema e na fotografia no contexto regional de Minas Gerais, e os contextos nacional e internacional.
31/03, quinta-feira - Encerramento
O legado do Modernismo e a cena contemporânea
A proposta dessa mesa é promover o fechamento do ciclo de debates mediante a reflexão crítica sobre os significados e o legado cultural do modernismo de forma abrangente, em uma perspectiva histórico-cultural que busca compreender o passado, o presente e apontar para o futuro. Pretende discutir os mitos e narrativas que foram criados e posteriormente destruídos. Com olhar multidisciplinar sobre o modernismo no Brasil e seus desdobramentos, essa sessão aborda as questões da sociedade contemporânea e seus dilemas, bem como aponta as possibilidades para o futuro.
INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS
16/03 – (quarta-feira) - 17h - Cefart
OCUPAÇÃO MODERNISTA CEFART
Escolas de Tecnologia da Cena e de Teatro
Apresentação de Radionovela ao vivo, adaptada da obra “Ópio de Cor”, escrita por Pagu (Patrícia Galvão), feminista ícone do Modernismo Brasileiro. A radionovela, inspirada nos títulos que eram produzidos pelas rádios Inconfidência e Nacional nos anos 1950, possui direção de Geraldo Octaviano e Tomáz Mota, e atuação de Allan Andrade, Carmem Marosa, Douglas, Ellen Carolina e Y.UMI. Esta atração também é dedicada à primeira transmissão radiofônica no Brasil, que ocorreu em 1922.
17/03 – (quinta-feira) - 15h
OCUPAÇÃO MODERNISTA CEFART
Escola de Música
Apresentação dos alunos da Escola de Música - Turma de Percussão.
18/03 – (sexta-feira) - 12h
SARAU LÍRICO – Coral Lírico de Minas Gerais
Dieu! qu'il la fait bon regarder, Claude Debussy | Yet doth the Lord see it not e Lord! Bow Thine ear to our prayer, do oratório Elias, de Felix Mendelssohn | Duas lendas ameríndias, As costureiras e Pater Noster, de Heitor Villa-Lobos.
A canção Dieu! qu'il la fait bon regarder! é o primeiro movimento da obra “Trois chansons”, de Debussy. Os coros Yet doth the Lord see it not e Lord! Bow Thine ear to our prayer fazem parte do oratório, Mendelssohn. E, para terminar, obras de Heitor Villa Lobos: Duas lendas ameríndias, As costureiras e Pater Noster.
19/03 – (sábado) – 16h
OCUPAÇÃO MODERNISTA CEFART
Escola de Música
Roda de Conversa: A Semana de Arte Moderna (1922) e outros modernismos na música.
Prof. Diego D’Almeida (ESMU-UEMG e CEFART) e Prof. Loque Arcanjo (ESMU-UEMG).
25/03 – (sexta-feira) - 18h
HOJE 730 – Cia de Dança Palácio das Artes
Fruto de um encontro de três dias com Fernanda Lippi a Cia de dança Palácio das Artes compartilha com o público as reverberações dessa parceria. Reaprendendo uma nova realidade pós-lockdown: a presença física, espacial e afetiva nos corpos de hoje nos leva a reflexão e a readaptarmos ao pós-distanciamento, pós-isolamento, pós-temor: um momento de muitas incertezas, um 'inimigo invisível'. Entendendo a visceralidade como algo profundo, arraigado e vital; como uma qualidade que não separa aquilo que chamamos de alma daquilo que é o nosso corpo vivido. Formada na técnica de atuação Meisner no Actors Temple Londres, essa é a primeira vez que Fernanda Lippi utiliza essa técnica com bailarinos.
31/03 – (quinta-feira) - 18h
HOJE 730 – Cia de Dança Palácio das Artes
Intervenção de Dança.
5, 6 e 7/04 – (de terça a quinta-feira) – 19h
FESTIVAL VILLA-LOBOS
Exibição de vídeos reunindo representantes da música instrumental mineira, como Gilvan de Oliveira, Família Barros, Patrícia Valadão, Celso Faria e Mauro Rodrigues, dentre outros, para homenagear o compositor, principal nome do modernismo brasileiro na música.
8/04 (sexta-feira) – 17h
OCUPAÇÃO MODERNISTA CEFART
Escola de Artes Visuais
Palestra: Viagem e Modernismo / Professor: Alexandre Ventura
Uma abordagem sobre 4 viagens de Mário de Andrade, as relações com o modernismo brasileiro, seu projeto estético, a missão de se construir uma identidade nacional e os desdobramentos na vida cultural, política e artística brasileira. Serão analisadas as viagens a Minas Gerias em 1919 e 1924; as viagens ao Norte do Brasil, em 1927, e ao Nordeste, em 1928-1929.
MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS – O Ministério Público de Minas Gerais é uma instituição responsável pela defesa de direitos dos cidadãos e dos interesses da sociedade. A finalidade de sua existência se concentra em três pilares: na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Como defensor da ordem jurídica, o Ministério Público é o fiscal da lei, ou seja, trabalha para que ela seja fielmente cumprida. Para tanto, possui autonomia funcional, administrativa e financeira, não fazendo parte nem estando subordinado aos Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário. Essa emancipação lhe proporciona um trabalho mais independente, para a garantia dos direitos da sociedade, em conformidade com o que está escrito na Constituição da República, lei brasileira suprema. O Ministério Público atua também para impedir ameaças ou violações à paz, à liberdade, às garantias e aos direitos descritos na Constituição. Nesses termos, tem a função de exigir que os Poderes Públicos respeitem esses direitos e garantias. Assim, entre atribuições importantes como ajuizar a Ação Penal Pública e exercer o controle externo da atividade policial, compete ao Ministério Público a função maior de ir ao encontro dos interesses da coletividade.
FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS. A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia. de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.
MOSTRA PERCURSO MODERNISTA e CICLO DE DEBATES “O PERCURSO MODERNISTA EM MINAS GERAIS: CENAS E CONTEXTOS”
Mostra Percurso Modernista
Período de exposição: 15 de março a 10 de abril de 2022
Dias e horário de funcionamento: Terça-feira a sábado de 9h30 às 21h, e aos domingos, de 17h às 21h
Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte
Ciclo de Debates:
Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard
Mesas de debates: De 21 a 31 de março, às 19 horas
Entrada Gratuita
Informações para o público: (31) 3236-7400
Foto: Ilustrativa
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