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Newton realiza programação gratuita para discutir invisibilidade feminina
Aberta ao público, aula inaugural do curso de Psicologia recebe mulheres de diferentes segmentos para debater desigualdade de gênero
No mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher e em virtude do início do semestre acadêmico, o curso de Psicologia da Newton convida a população para a aula inaugural com mesa-redonda com o tema “A (in)visibilidade feminina”. Será na próxima quinta-feira, 12 de março, às 19h, no auditório do campus Silva Lobo da Newton (Avenida Silva Lobo, 1.730, Nova Granada). Os interessados podem ser inscrever, gratuitamente, pelo link https://www.sympla.com.br/a-invisibilidade-feminina__806677.
A mesa-redonda será composta pela delegada-geral da Polícia Civil Maria de Lurdes Camilli e pela psicóloga Mariana Viegas, que atuou, em abrigo que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica. A conversa será mediada pela professora da Newton e pesquisadora em desigualdade de gênero Samara Rodrigues de Souza. “Serão partilhados relatos de profissionais com conhecimentos e trajetórias de trabalho em campos de atuação distintos, a atuação na instituição policial, que possui uma representação majoritariamente masculina, e a atuação no trabalho com mulheres vítimas de violência”, compartilha Samara.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil ocupa a quinta maior taxa de feminicídio do mundo. Pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgada em março deste ano, aponta, ainda, que o rendimento mensal médio das mulheres foi 22% inferior em comparação aos homens em todo o Brasil. Segundo a docente, a aula inaugural do curso busca desnaturalizar esse cenário de desigualdades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho e de violências. “Vivemos em um momento histórico em que temos encontrado, com frequência, a polarização de ideias e a emergência de discursos extremistas. Este cenário impacta diretamente as conquistas de direitos e a visibilidade de segmentos da população marcados pela desigualdade e pela exclusão. Debater a temática da desigualdade de gênero se configura como uma das estratégias para a desnaturalização da assimetria entre os gêneros em nossa sociedade, reforçando a luta pela equidade de direitos”, analisa Samara.
A docente sustenta a necessidade de o ambiente acadêmico e os cursos de Psicologia pautarem discussões articulando contexto histórico, social, cultural e político. “Precisamos entender que tais contextos produzem, por vezes, sofrimento psíquico. Incorporar as discussões que permeiam o contexto social brasileiro, visando romper com o senso comum acerca das informações veiculadas sobre gênero, possibilita aos estudantes compreenderem, do ponto de vista analítico, como as desigualdade existentes entre homens e mulheres em nossa sociedade marcam a constituição psíquica dos indivíduos”, defende.
Foto:Divulgação
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