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Café Controverso debate participação de mulheres na política brasileira em primeira edição do ano

Evento acontece no sábado, dia 10 de março, às 11h, no Espaço do Conhecimento UFMG. A entrada é gratuita, e público pode participar da discussão

A participação e a representação de mulheres na política formal ainda estão muito distantes da composição da população brasileira. A nível mundial, o Brasil tem uma das proporções mais desiguais entre homens e mulheres em cargos eletivos, ficando atrás de países como Arábia Saudita e Afeganistão, e é a terceira pior da América Latina. Nas diferentes instâncias, elas não chegam a ocupar nem 10% das cadeiras.

Discutir os entraves históricos que dificultam a participação política da população feminina e a realidade contemporânea é a proposta do Café Controverso - Mulheres em cargos no legislativo e executivo, que acontece no dia 10 de março, às 11h, no Espaço do Conhecimento UFMG. Participam do debate Marlise Matos, professora do Departamento de Ciência Política da UFMG e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (NEPEM), e Thaís Gonçalves, assessora na Procuradoria Regional Eleitoral em Minas Gerais (PRE-MG). A entrada é gratuita e aberta à participação do público.

Só a lei não basta
Em suas mais de três décadas de pesquisa sobre o tema, a professora da UFMG Marlise Matos destaca que é uma falácia achar que as mulheres não querem ou mesmo não sabem participar da política. “Não existe um movimento social que não tenha a força e a luta das mulheres. A questão é que elas encontram mais obstáculos para se candidatarem e se elegerem, como a múltipla jornada de trabalho e a dificuldade em captar recursos para campanhas”, destaca a professora.

A partir de 2009, os partidos passaram a ser obrigados a comporem as chapas com pelo menos 30% de candidatas e investir no mínimo 5% do fundo partidário em participação feminina. Contudo, como destaca Thaís Gonçalves, que atua na fiscalização da lei na Procuradoria Regional Eleitoral em Minas Gerais (PRE-MG), os avanços têm ficado só no papel.

“Desde as últimas eleições, em 2014, nós percebemos um aumento no número de fraudes na candidatura de mulheres, como o recebimento de zero voto, a inexistência de campanha eleitoral e, em muitos casos, muitas delas nem sabiam que eram candidatas. Só a cota não é capaz de aumentar a participação feminina”, afirma. Thaís destaca, ainda, que é preciso pensar em novas propostas para transformar as candidaturas em paridade na ocupação das cadeiras.

O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o museu é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço está subordinado à Diretoria de Ação Cultural (DAC) da universidade, é amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH.

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