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MIS Cine Santa Tereza realiza programação dedicada às mulheres em março
Durante o mês de março, a Fundação Municipal de Cultura realiza, no MIS Cine Santa Tereza, exibições de filmes feitos por mulheres e que trazem temas relativos às pautas feministas para o primeiro plano. A programação acontece a partir do dia 8, e conta com mais de 20 exibições, incluindo uma sessão do Cineclube Aranha e a Mostra Diretoras Francófonas, realizada em parceria com a Aliança Francesa e a Cinemateca Francesa. Toda a programação é gratuita e os ingressos são distribuídos 30 minutos antes das sessões.
A programação tem início no dia 8 de março, com o filme da diretora belo-horizontina Amanda Vitória, Aborta o Machismo: em resistência pela subjetividade. A obra retrata o movimento feminista em Belo Horizonte e a sua correlação com outros movimentos sociais, como o movimento LGBT. No sábado, dia 9, às 19h, a história do ícone da música e também do feminismo brasileiro, Elza Soares, será exibida em produção da também mineira Elizabete Campos, no filme My Name is Now. No domingo, 10, o documentário As Mil Mulheres, de Rita Toledo, traz artistas feministas criando obras de arte inspiradas por histórias de outras mulheres, e o filme-manifesto Chega de Fiu-Fiumostra, a partir de imagens captadas por câmeras escondidas, como a violência se expressa de modo cotidiano na vida de todas as mulheres que transitam pelo espaço urbano.
O Cineclube Aranha, que realiza no MIS Cine Santa Tereza sessões comentadas de filmes dirigidos por mulheres sempre na segunda terça-feira do mês, traz dois filmes da documentarista norte-america Madeleine Anderson. A cineasta é considerada a primeira mulher negra nos EUA a produzir e dirigir um documentário televisivo e uma série de TV, a primeira pessoa negra empregada pela TV pública de Nova York-WNET e uma das primeiras mulheres negras a se juntar ao sindicato dos editores de filmes. Na sessão do cineclube, no dia 12, às 19h30, o público tem a oportunidade de assistir a duas de suas produções, raras no Brasil. Os filmes Relatório de Integração 1, de 1960, que trata dos movimentos pela igualdade dos negros no Alabama, Brooklyn e Washington, com canções de protesto de Maya Angelou, eEu sou alguém, de 1970, que apresenta a luta de trabalhadoras negras de hospitais em Charleston, na Carolina do Sul.
Entre os dias 15 e 31, o MIS Cine Santa Tereza, em parceria com a Aliança Francesa e a Cinemateca Francesa, apresenta a Mostra Diretoras Francófonas, que acontece no âmbito da 5ª edição da Festa da Francofonia. O evento reúne diversas artes e linguagens para celebrar a diversidade das culturas francófonas e a riqueza da língua francesa em todos os continentes.
Na programação, longas dirigidos por mulheres do cinema francófono realizados especialmente nos últimos anos, com exceção de dois clássicos da diretora francesa Claire Denis, Bom trabalho, de 1999, e Dane-se a Morte, de 1990. Destaque para os filmes Assim que Abro meus Olhos (A Peine J’ouvre Les Yeux, 2015), da tunisiana Leyla Bouzid, Le Vent Tourne (2017), da suíça Bettina Oberli e das produções francesas, Me Tire Uma Dúvida (Ôtez-moi d'un doute, 2016), de Carine Tardieu, Cineast(a)s (2013), de Julie Gayet, e A Vida Doméstica (La Vie Domestique, 2013), de Isabelle Czajka.
Foto: Divulgação
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