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No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, guardiãs dos segredos da cozinha ancestral e suas tradições serão homenageadas em Belo Horizonte

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março, o Circuito Gastronômico de Favelas irá homenagear três cozinheiras da capital, Dona Dirce, do Alto Vera Cruz; Dona Lia, da Barragem Santa Lúcia e Dona Marlene, do Taquaril. A homenagem se deve ao fato que essas mulheres salvaguardam e mantêm vivos os segredos da cozinha ancestral e suas tradições. Na data, haverá o lançamento dos vídeos em homenagem a elas, que ganharam um episódio especial onde compartilham suas histórias e saberes ligados à cultura alimentar tradicional. 

Os vídeos tem o objetivo não só de registrar e difundir esses saberes para o público, mas também relatar as histórias e memórias dessas guardiãs, além de potencializar o desenvolvimento e geração de renda para elas, que têm seus próprios negócios nas comunidades onde moram.

“Eu achava que eu não sabia cozinhar, mas pelo jeito, as pessoas gostam do que eu faço”, comenta dona Lia, da Barragem Santa Lúcia, com humildade. Ela cresceu na cozinha, e por isso conhece esse espaço com maestria e os pratos criados por ela são sobretudo deliciosos. Dona Lia ministra palestras, e tem uma história de vida fantástica.

Outra grande cozinheira da capital mineira que será homenageada é Dona Dirce do Alto Vera Cruz. Ela afirma que seu sonho era ter um grande restaurante, mas pela sua idade acha que não vai ter mais. “Já trabalhei em várias cozinhas, muitos restaurantes, grandes, pequenos e de vários estilos. Sou do interior, e lá porco, galinha e peixe não falta. Eu aprendi a cozinhar com minha mãe. Todo domingo a gente matava uma galinha e fazia uma galinhada”, conta

Dona Marlene do Taquaril conta que nasceu em Belo Horizonte, mas é neta e filha de pessoas do interior. “Assim que nasci voltei para Governador Valadares e fui morar na beirada do Rio Doce. A gente vivia na roça, não ia a farmácia, não comprava remédio, não ficava medindo pressão, o que a gente fazia era tomar uns chás todos os dias, um bom café, com broa ou mesmo cubu, uma quitanda originada da mistura de várias culturas”, completa. Marlene tem como especialidade as ervas e as Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) e com sua sabedoria vai contribuindo por onde passa com seu olhar da mulher da roça.

Palestras - Na oportunidade haverá ainda duas palestras, uma delas abordará “os Desafios de implantar um Circuito Periférico e a História e Trajetória do Projeto", com a Produtora Cultural Danusa Carvalho. A outra palestra será um bate-bola entre Danusa e a Jornalista e Advogada Isabela Lapa que trabalha com mentorias, consultorias e cursos de Marketing Digital para Empreendedores, profissionais liberais e influenciadores digitais.  Elas irão falar sobre: “Os Desafios e oportunidades na cozinha mineira”

As ações fazem parte do projeto “Cozinha Ancestral e suas Tradições", que tem como objetivo a valorização, consolidação e difusão da identidade gastronômica como patrimônio das comunidades periféricas. O projeto é alicerçado na crença que é preciso valorizar os detentores de conhecimentos tradicionais e ancestrais, registrar e difundir os conhecimentos de sua memória, dar visibilidade para os agentes periféricos que desenvolvem trabalhos extraordinários, e fomentar projetos que promovam a descentralização e a redução da desigualdade social.” E sobretudo é necessário dar voz a estas mulheres que estão na periferia na luta do dia a dia, educando, trabalhando e lutando por esta igualdade junto a sociedade”, ressalta a produtora cultural

Serviço:

O que é: Homenagem a guardiãs da cozinha ancestral, com lançamento de vídeos

Dia: 8 de março

Horário: 10h

Onde: YouTube: https://www.youtube.com/@casulocultura

Instagram: https://www.instagram.com/circuitogastronomicodefavelas/

Foto: Divulgação/Acervo pessoal

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