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No mês do consumidor, saiba como não cair em golpes via Pix

A advogada criminalista e professora da Estácio BH, Renata Mayrink, comenta as modalidades de crimes mais aplicados envolvendo o Pix

Em pouco tempo o Pix se popularizou superando a marca de 2 bilhões de transações e R$ 1 trilhão de reais por mês, segundo o Banco Central (BC). Só que junto ao bônus proporcionado pelo meio de pagamento, na mesma velocidade criminosos passaram a aplicar golpes em cidadãos e estabelecimentos comerciais, fazendo com que alguns passassem a utilizar dois celulares, um para deixar em casa, com acesso a serviços bancários e outras informações sensíveis, e outro para usar na rua. A advogada criminalista e professora da Estácio BH, Renata Mayrink, comenta as modalidades de crimes mais aplicados envolvendo o Pix.

“Uma das práticas consiste no golpista enganar a vítima a fim de obter seus dados (nome, CPF e contatos) para serem cadastrados como chave Pix de uma conta do próprio golpista, ou ter acesso à conta da vítima para fazer transferências para si. Outra tática é a criação de perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens, ou invasão das contas das vítimas, para solicitar a terceiros que façam transferências para as contas dos criminosos. Também empregada usualmente é a fraude de boletos e QR Codes falsos para pagamento de contas”, alerta a docente.

O professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Estácio BH, Eder José Cassimiro, que também é engenheiro de sistemas, acrescenta outra espécie de golpe frequentemente praticado. “A criação de comprovantes de pagamentos adulterados no formato PDF, que são mostrados ao vendedor. Caso o responsável não confira na conta da empresa se o valor foi creditado, o fraudador irá adquirir o produto ou serviço sem efetuar o pagamento", afirma.

Os crimes cometidos configuram-se de estelionato e furto mediante fraude, previstos no Código Penal, e a advogada reitera a importância de sempre duvidar de qualquer pedido ou oferta muito vantajosa, feitos em nome de instituições financeiras ou desconhecidos. “Desconfie quando pagamentos forem solicitados em contas de terceiros; quando forem enviados sem solicitação por mensagem ou e-mail; quando supostos canais de atendimento de bancos ou operadoras de telefonia ou telemarketing solicitarem dados sensíveis sem motivo, principalmente se solicitarem alguma senha”, orienta.

A professora do curso de Direito da Estácio BH acrescenta algumas medidas preventivas para não se tornar uma vítima. “Não clique em links de origem duvidosa enviados por mensagem ou e-mails; verifique o site que irá acessar, se é de fato um endereço oficial; instale antivírus nos aparelhos eletrônicos que sejam conectados à internet; escolha senhas seguras e fortes para acesso às contas bancárias; ligue para o conhecido que está solicitando valores a serem depositados e confirme se a necessidade é real”, finaliza.

Foto: Divulgação/FreePik

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