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Uma Arte Sem Fronteiras - Destaque das obras de Anderson Camilo

Quando ouvimos uma música, assistimos uma peça teatral ou até mesmo observamos em deleite uma obra de arte, três coisas nos vêem a mente: quem é o autor? o que propõe? de onde vem? 


No caso do não tão jovem assim, Anderson Camilo, isso não parece tão óbvio assim. Nascido há 47 anos na pequena e charmosa Aracaju, no menor estado do país, Sergipe, Camilo é um bom e bem sucedido exemplo de um artista viajante.


No ano que completara 20 anos de dedicação às  artes; desenhista publicitário, arte-educador, redator e pesquisador em arte, Camilo decide em 2015 arrumar uma mochila de roupas, meia dúzia de livros, um computador,  uma câmera fotográfica e correr pelo Brasil. Aprendendo, conversando, expondo idéias e escrevendo sobre artistas e trajetórias, tudo registrado no seu blog "In revista". Depois de transitar por; GO, RJ, DF, MG, apaixonou-se  pela capital mineira, onde criiou base: "Belo Horizonte sempre foi um sonho para mim. O conjunto arquitetônico, as pessoas e sobretudo a qualidade técnica e plástica dos artistas visuais, a música, o teatro sempre me motivaram a viver nessa cidade. Hoje, me sinto em casa", pontua o artista. " A cidade tem uma rica e diversa produção cultural e acesso a leis de incentivo à cultura".


Da sua primeira mostra individual (Desnudarte, 2000) até aqui, muita coisa mudou no seu trabalho. E em essência, nem tanto assim. Segundo alguns, " Camilo já nasceu grande". Após as brilhantes mostras "Desejos (2013), e " Música para os olhos" (2015,) o inquieto artista, depois de dezenas de coletivas, aponta que achou um caminho que sempre buscou; uma transmutação de formas, bem consciente. Dotado de uma responsabilidade social bem peculiar e singular, o produtor Camilo, sempre está produzindo algum artista, produto ou conteúdo relacionado a arte educação e a cultura . 


Assim, formalmente no ápice da maturidade artística, encontrou nas linhas, cores e na abstração, uma boa, sublime, e frutífera estrada. O artista se dedica exclusivamente à arte. Deixando de lado o estilo formal (figurativo) se desprende de toda uma iconografia construída ao longo do tempo. Assim, como o desapego, hoje, minimalista como ser humano, artista desapegado da abstração formal, se encontra entre linhas, formas híbridas e muita cor.


 "Os artistas deviam aprender em todos os cantos e em qualquer circunstância. Devemos tirar algo de tudo. Inclusive do próprio sofrimento, frustrações e impotências. Hoje busco a alegria na minha pintura. Pinto para os seres humanos. Claro, que um ser que não encontra a beleza na natureza e nas coisas simples, certamente, nada encontrarão na minha pintura".


Durante cinco anos, o seu ateliê tem se transferido para várias cidades onde residiu. Vislumbrando a Europa, após convites e sentindo-se maduro, confortável e seguro do próprio trabalho, Camilo então decide construir uma mostra exclusiva para a capital mineira ( Belo Horizonte) e em seguida com planos bem concretos para: Portugal, Espanha e Itália 


Dai, como um choque, que acredito ter sido para todos, vem a Pandemia. Alerta vermelho. Assim, as mudanças de plano foram inevitáveis. Dessa dor e frustração por ter seu sonho de uma exposição na Europa adiada, tantas mortes e perdas, nasce a série "Traços Tristes", no geral uma série bem impactante e densa "as cores simplesmente sumiram da minha cabeça, não consegui enxergar a beleza em mais nada". Para muitos críticos e especialistas em arte uma das suas melhores séries.


Mas as cores insistiram, persistiram e enfim resiste Camilo retomando com força e beleza o projeto "Brazilian Colors", "estava bem cansado da figuração Traços Tristes (2020) foi inevitável, apesar de gostar bastante da direção linear e cromática do meu trabalho, gostaria de ser reconhecido de alguma forma por algo incomum, daí peguei toda a minha inspiração, bati em um liquidificador e aproveitei essencial,  apenas as linhas e cores. Pela primeira vez na minha vida estou plenamente satisfeito com o resultado de uma pesquisa. Após associação das linhas e o som, a música e as formas que foi "Música para os olhos" (2015) estava bem difícil encontrar um caminho, uma bifurcação que me fizesse feliz. Pessoalmente não seria nada confortável para mim ser reconhecido apenas por ícone figurativo ou uma temática circunstancial". 


Hoje trazendo cores e muita beleza em meio a muitos cortes, assim ressurge Camilo, com proposições explícitas, uma ode à beleza, com um único objetivo, a harmonia "assim acrefito que deve ser tudo e todos, penso na natureza com uma certa urgência, como disse, não queria uma figuração, pássaros, rios, edificações e humanos, o meu desejo era externar uma unidade estética, a busca do diálogo, encontros e desencontros. Sim, com a arte tudo isso é possível, precisamos de esperança, é urgente. Tá tudo muito feio, a beleza que busco é bem proposital".


Dessa ótica bem intimista nasce "Brazilian Colors" (2021), assim, deseja o artista, que seu trabalho saia das paredes, toque as pessoas e elas desejem vesti-lo, usá-lo no  próprio corpo.
Redação Revista L'e Clock ( BH )
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https://www.facebook.com/camiloartes95/

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