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Primeira edição d’O Cluster BH deste ano dá voz e espaço às mulheres
Por meio de exposições e trabalhos femininos, evento, que será realizado no dia 12 de março, tem por objetivo empoderar mulheres da cidade e de todo país; entrada é gratuita
Flores e chocolates são, de longe, os presentes que as mulheres realmente desejam no mês em que se comemora internacionalmente a data delas. Respeito e condições justas de trabalho são ganhos infinitamente maiores do que meras lembrancinhas. É por isso que, ciente de pautas tão urgentes, a primeira edição d’O Cluster BH deste ano lança luz sobre questões femininas diárias. Com data marcada para o dia 12 de março (domingo), na Casa Bernardi (rua Conde de Linhares, 308, Cidade Jardim), o evento apresenta exposições, trabalhos e até um bingo que é em prol das mulheres.
O tema, aliás, surgiu de forma natural já que a concepção, idealização e produção são feitos majoritariamente por mulheres. Carolina Herszenhut, idealizadora e curadora do evento, explica como o processo se deu. “Estamos sempre em busca de projetos que podemos contribuir e, ao mesmo tempo, aprender com eles. Sabemos o poder de formação de opinião que temos e queremos sempre usar isso de forma a ajudar outras mulheres”, afirma.
Uma das ações realizadas pelo O Cluster será a apresentação da exposição “Vidas Refugiadas”. A mostra é composta por fotos de mulheres vindas de várias nacionalidades e refugiadas no Brasil, que não conseguem exercer suas profissões nos países de origem.
Ao todo, 22 imagens produzidas pelo fotógrafo Victor Moriyama revelam as necessidades, dilemas e as conquistas de oito mulheres refugiadas no Brasil. A exposição, que já passou pelo Palacete das Artes, em Salvador, Bahia, e também em edição d’O Cluster, realizada no Rio de Janeiro, chega agora a Belo Horizonte lançando luz sobre o cotidiano dessas mulheres, carregado de dificuldades e problemas, mas também marcado pelos esforços e conquistas no país de acolhida.
Além de apresentar trabalhos feito por mulheres, O Cluster deste ano, em parceria com o bar Zona Last, localizado no bairro Horto, promoverá o tradicional bingo que já ocorre no bar. O objetivo da jogatina é arrecadar fundos para a Casa de Referência da Mulher Tina Martins, instituição que acolhe e dá apoio a mulheres vítimas de violência. O dinheiro será destinado à compra de alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal. Quem desejar também pode fazer doações destes itens no dia do evento. O valor da cartela será de contribuição voluntária.
Aliás, além da parceria com a Zona Last para o bingo, O Cluster realizará ainda a Noite O Cluster no bar, com um DJ vindo do Rio de Janeiro, para comemorar esta nova fase na cidade. A festa ocorrerá no dia 11 de março, sexta-feira.
A Casa de Referência da Mulher Tina Martins tem um trabalho de atuação dividido em três áreas: assistencial emergencial (análise imediata da mulher recém chegada à casa); informativa permanente (ampliação da rede de amparo às mulheres); e acompanhamento periódico (oferecimento de cursos e oficinas para a independência financeira da mulher).
O espaço foi conseguido após o Movimento de Mulheres Olga Benário e do MLB, em março de 2016, ocuparem um prédio abandonado há quase 10 anos, onde funcionava o bandejão da Faculdade de Engenharia da UFMG, localizado na rua Guaicurus, ponto de intensa prostituição do baixo centro da capital mineira. Por meio da ocupação, as mulheres reivindicaram mais creches, mais delegacias especializadas em mulheres que funcionem 24 horas e mais casas-abrigo para mulheres vítimas de violência.
Foram três meses de negociação até que, após uma tentativa de reintegração de posse, o movimento conseguiu que o Estado emprestasse o espaço que estão hoje. No dia 3 de junho de 2016, o espaço passou a funcionar como a Casa de Referência da Mulher Tina Martins.
Hoje, são oferecidos atendimento jurídico e psicológico, atividades que visem a autonomia da mulher, debates e rodas de conversa com viés político, acolhimento das mulheres que procuram o espaço pedindo por alguma ajuda e abrigamento em casos especiais.
Proposta curatorial continua
Desde que foi realizado pela primeira vez na cidade, em 2015, O Cluster tem por objetivo fazer uma curadoria sobre a atuação produção criativa de Belo Horizonte de segmentos como moda, gastronomia, música e design. Nesta edição, a proposta continua trazendo novas marcas para a cidade. Além das criações belo-horizontinas, o evento também apresentará marcas do Rio de Janeiro com a mesma proposta.
O crescimento foi tanto desde a sua concepção, que, além do dia 12 de março, ainda haverá outras duas edições d’O Cluster neste ano, com datas que ainda serão confirmadas. O fato, a propósito, foi o que motivou Carolina Herszenhut a trazer o evento em três edições a Belo Horizonte. “Nas duas vezes em que O Cluster foi realizado, ele atingiu o público do jeito que gostaríamos, além de percebermos que as pessoas compreenderam bem a proposta do evento. Por isso, decidimos solidificar o trabalho na cidade, de forma a criar um calendário”, avalia Carolina, que também já morou na capital.
Para compor o time de expositores d’O Cluster, Carolina é criteriosa. Participam somente marcas, independentemente do segmento, com alto padrão de qualidade e que estejam atentas às necessidades dos consumidores. Isso inclui, a propósito, a ideia de consumo consciente, que apresenta-se como resistência perante à atual produção industrial e desenfreada. Os expositores apresentam marcas que prezam pela produção em baixa escala, e trabalhando, especialmente, com produtores locais.
Marcas confirmadas
O Cluster abriu seleção para os produtores apresentarem suas marcas para exposição no evento. Estão previstas para esta edição nove marcas, além de apresentações de música, arte e design. Confira:
Moda:
Led (www.facebook.com/LED.moda)
A marca surgiu do desejo do designer Célio Dias de tirar do papel as ideias de moda que queria ver nas ruas: um estilo cosmopolita, irreverente, elegante e universal. A Led carrega em seu DNA total compromisso com as liberdades de escolha, valor embutido em todas as peças de design sem gênero definido, que é uma marca da Led. Além disso, as roupas da marca trazem a espontaneidade de quem consome moda seguindo seu próprio feeling, a partir da mescla de formas tradicionais a um toque mais descolado e moderno. A estamparia é autoral, impressa em tecidos nobres como o linho ou práticos como a malha.
Par (www.usepar.com)
Marca de sapatos que busca acompanhar o cotidiano da mulher contemporânea de maneira consciente, trabalhando em parceria com pequenos produtores e criando iniciativas sustentáveis. Grande parte da produção é feita artesanalmente. Os sapatos são feitos em uma pequena fábrica no sul do Rio de Janeiro, e as bolsas pelo grupo produtivo Cardume de Mães, da ONG Projeto Arrastão. Prático, versátil e confortável, o sapato da PAR vem com um elástico interno que o permite ser usado com ou sem cadarço. Ao comprar um PAR, pode-se escolher a cor do cadarço, que é vendido separadamente. Os tecidos dos sapatos são uma composição de algodão, que garante maleabilidade e ventilação. A PAR já desenvolveu seus primeiros sapatos com tecido composto por fibras obtidas a partir da reciclagem de garrafas PET e promete mais inovações a cada passo.
Nephew (nephew.com.br)
Casacos, jaquetas, moletons, acessórios, regatas e t-shirts fazem parte da Nefew, marca de São Paulo de streetwear que também faz vendas online. Estilo e muito bom humor são as marcas da Nefew, que comercializa moda para qualquer gênero.
Tucum (site.tucumbrasil.com)
Movidos pela vontade de conhecer e experimentar, a Tucum integra um coletivo composto por pessoas de diferentes áreas de atuação, em que indígenas, pesquisadores e artistas fazem parte de uma rede plural e aberta de conhecimento, troca e criação. O propósito da marca é difundir a diversidade cultural expressa nas artes e ofícios, valorizando os diferentes modos de criar e existir. A Tucum também se preocupa com toda estrutura da cadeia produtiva, a fim de estabelecer duradouras parcerias. Nas relações estabelecidas com os artesãos, se atentam às questões políticas, socioambientais e particularidades que os diferentes contextos locais os colocam.
Costuras do Imaginário (www.costurasdoimaginario.com.br)
A marca é um projeto que iniciou há sete anos, mas só agora virou realidade em forma de produtos. A Costuras experimenta várias formas dentro do design, para transformá-lo em produtos repletos de afeto, sempre com a base principal de serem acessíveis para aqueles que enxergam além do olhar. Almofadas, bastidores, flâmulas e cartazes são apenas alguns dos produtos que buscam levar para o dia a dia das pessoas mais amor e sensibilidade. Todos os produtos possuem uma estampa em braile, e parte das vendas é destinada a projetos sociais.
Coquines Intimates (www.coquineintimates.com)
Esqueça a ideia de lingerie com lacinhos, renda e fitilhos, decor retrô, as cores pastéis e a calcinha classicona. A Coquine Intimates renova o tradicional com suas peças. Calcinha e sutiã Coquine são peças sensuais e cheias de atitude, sem deixar conforto e bem-estar de lado. Desde dezembro de 2014, Natalia Chor e Alice Bateli produzem lingeries exclusivas para mulheres empoderadas e donas do próprio corpo. Elas são as responsáveis por todo o processo de produção, investindo carinho e dedicação em cada etapa e em todas as peças, tornando-as únicas e originais. Em francês, “coquine” é uma gíria que quer dizer atrevida, sem-vergonha e sapeca.
O Jambu (www.facebook.com/Ojambubags)
Marca de bolsas e mochilas, as influências de O Jambu são fortemente atreladas à arquitetura e ao contexto urbano e suas manifestações culturais. Também faz parte da criação o resgate da memória afetiva que envolve a mistura de paladares, sensações e sentimentos. O design se faz a partir do lifestyle mineiro, que vêm das vivencias de Carol Maqui, diretora criativa e sócia da marca, e das percepções do também sócio paraense, Swami Cabral. O nome da marca foi inspirado em uma erva que se encontra no norte do Brasil. O jambu, também conhecido como jambuara, tem o poder de adormecer freneticamente os lábios de quem a experimenta. As peças tem sua base em materiais sintéticos, tecidos de decor e em couro natural do descarte da indústria apenas em detalhes. Os puxadores são porcas e conexões hidráulicas com banhos especiais. Nos bordados manuais, fórmicas amadeiradas e frescas de uso comum do mobiliário. As bolsas são confeccionadas em escala reduzida, feitas manualmente e são 100% autorais.
· Desvio Clin (http://www.desvioclin.com.br/)
Criada pelas sócias Fernanda Ventura e Handyara Rocha, a marca Desvio Clin apresenta bijuterias com toques requintados. A empresa mistura às suas criações, que incluem brincos, colares e anéis, arte, filosofia e moda agregados a práticas sustentáveis e éticas. A Desvio Clin ainda desenvolve produtos com matéria-prima 100% brasileira, de alta qualidade, além de valorizar a produção local e manual. As bijuterias são criadas pela designer Fernanda Ventura, que preza por um design minimalista com influências orgânicas.
Venas artesanal (www.facebook.com/venasartesanal)
A Venas é uma marca criada pelo designer e artesão Renato Casagrande Talma de óculos artesanalmente produzidos em madeira, um a um, por ele. A marca não produz em série e não trabalha com estoque. Os produtos são feitos por encomenda, e as lentes têm 100% de qualidade de proteção UVA/UVB. São seis modelos exclusivos e três tonalidades de madeira.
Flor Ourivesaria (www.facebook.com/florourivesaria)
A marca do Rio de Janeiro produz joias com pedras naturais. Dentre elas, colares, anéis e brincos.
Entreamar (www.facebook.com/entreamar)
A Entreamar é uma marca de acessórios contemporâneos em cerâmica, produzidos através de um processo totalmente artesanal e vagaroso, criados com muito amor e dedicação. A marca busca a resignificação de um material tradicionalmente usado para a fabricação de utilitários, peças decorativas e esculturas, transportando-o para uma outra realidade: a do uso corporal, móvel, parte de uma composição afetiva diária na nossa relação do vestir, usar e sentir. Mais do que uma marca, a Entreamar é uma plataforma para a concretização de sonhos e para o compartilhamento de afetos e saberes. É acreditar que pra ser feliz deve-se amar o que faz.
Marcela Jobim BeachWear (www.instagram.com/marcelajobimbeachwear)
Desde 2005, a marca produz moda praia, como biquínis e cangas. As entregas são realizadas em todo Brasil.
Gastronomia
House Of Candy (www.facebook.com/houseofcandy)
Marca de Belo Horizonte que produz doces artesanais por encomenda com ingredientes selecionados e muito amor.
Mixtura (www.facebook.com/mixtura15)
A marca de pimentas e especiarias brasileiras une em seus produtos um pouco de Minas Gerais a um pouco do Norte e muito do Brasil.
David Brownie e Janis Joint (www.facebook.com/davidbrowniebh)
Os criadores da David Browinie tiveram uma sacada genial: unir a paixão pelo astro do rock David Bowie pelo sabor indescritível do brownie. O resultado são sobremesas produzidas com muito sabor e muito estilo! No evento, o David Brownie ainda apresentará ao público quitutes salgados. No Cluster, vai oferecer ao público, além dos deliciosos brownies, deliciosos quitutes salgados da Janis Joint.
· A Equilibrista Sangrias (www.facebook.com/aequilibristasangrias)
A partir de bons vinhos e frutas selecionadas, A Equilibrista Sangrias leva ao público a mistura bem gelada em potes individuais. São receitas preparadas especialmente para O Cluster, em que os participantes poderão se refrescar enquanto saboreiam as delícias.
Sandubitches (www.facebook.com/betterhavemyburger)
Sandubitches é uma marca de Belo Horizonte. A proposta é fazer a galera se reunir pra tomar cerveja e comer hambúrgueres artesanais.
68 La Pizzeria (www.facebook.com/68lapizzeri)
Aberta no início de 2006, a 68 tem a proposta de servir pizzas como as que se come na tradicional cidade italiana de Nápoles. É do forno à lenha que saem as especialidades da casa. São mais de trinta sabores de pizza, além de paninos, calzones e focaccias.
· Lullo Gelato (www.facebook.com/lullogelato)
Gelatos artesanais e veganos produzidos diariamente. Os sabores são os mais diversos, e, a cada, semana, os consumidores têm novas delícias para saborearem.
· New Hot Dog (www.facebook.com/newhotdog)
Food Truck de cachorros-quentes especiais, a New Hot Dog apresenta o famoso sanduíche em várias opções. Uma delas, a Little Brazil, que leva duas salsichas, molho de queijo canastra, bacon, couve frita, alho frito e pão de milho.
Música
• Garrel
Participante da festa Alta Fidelidade, o DJ Garrel comanda a pista com hits que prometem agitar todo mundo.
· OPALA
O PA L A é entidade “feminina”, produtora de música eletrônica de Diogo Henrix. Iniciou seu trabalho em produção fonográfica no projeto Bélico, onde assina todas as canções e arranjos. Em 2016, entrou para a banda Absinto Muito, e em seguida lançou sua primeira faixa de música eletrõnica, como O PA L A, com o single 'ALOQUELA', inspirado num dos termos utilizados por Roland Barthes no seu livro 'Fragmentos de um discurso amoroso'. Além desses trabalhos, Diogo Henrix assina a trilha sonora de 5 filmes: 'Flor' de Paulo Oliveira, 'Fábrica de Nuvens' do Luiz Carlos Lacerda, 'Passagem' de João Grossi, 'Um sentimento chamado Ipatinga' de Sávio Tarso e 'Ponto de Vista' de Isa Meneghini. Recentemente O PA L A lançou seu primeiro EP chamado 'PALA', contendo 3 faixas inéditas, inspirado por timbres, polirritmia, sintetizadores e o agridoce na música eletrônica.
Sandri
Com ritmo animado, Dj Sandri pretende fazer tudo mundo balançar! É dj residente na festa Baixo Ventre e integrante do Chama o Síndico. Música dos quatro cantos do mundo: cumbias, músicas ciganas, funks, reggaes, afrobeats e muito groove!
• Clarice Lacerda e Bicimanas
As Bicimanas são um coletivo de amigas que pedalam, vivem e ressignificam a vida nas montanhas de Belo Horizonte, a partir da união de mulheres ciclistas. Dessa amizade se desdobram várias atividades e possibilidades paralelas, como montar as playlists para os pedais e festas da turma. Assim, todas juntas entoam um repertório de músicas cantadas apenas por mulheres.
:: Sobre o Cluster ::
Sucesso no Rio de Janeiro desde 2012 - ano em que foi criado, o evento propõe seguir na contramão do consumo desenfreado, procurando abrir espaço para o novo, possibilitando uma integração multicultural, de diversas áreas. Um convite ao inédito, ao inusitado e ao surpreendente, os eventos O Cluster recebem criações de novos estilistas, deliciosos e exclusivos pratos preparados por chefs de cozinha, feiras de vinis, além de intervenções e performances artísticas. O Cluster se consolidou como um espaço onde é possível encontrar o que há de mais novo na moda carioca, se posicionando como um evento onde todas as experimentações são permitidas e fazendo essa ponte entre os criadores e o público. Em 3 anos, reuniu em 22 edições mais de 80.000 pessoas ávidas por novidades, registrando em média um público de 4.000 pessoas por edição envolvendo aproximadamente 50 marcas e mais de 100 pessoas trabalhando indiretamente. E este ano o evento chegará também em Recife.
Foto: Divulgação
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