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Artista argentina Raquel Sokolowicz ministra oficina internacional de clown no Galpão Cine Horto

A formadora e diretora de Buenos Aires está em Belo Horizonte até este final de semana conduzindo a oficina Formação e Treinamento do Ator: o Clown, que investiga a presença cênica e a singularidade do trabalho do ator a partir do estado do clown

A artista argentina Raquel Sokolowicz, referência internacional na formação de atores e atrizes, está em Belo Horizonte realizando a oficina Formação e Treinamento do Ator: o Clown, no Centro Cultural Galpão Cine Horto. A atividade, que acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro, propõe uma investigação profunda do trabalho do ator a partir do estado do clown, compreendido não como técnica ou gênero fixo, mas como um território de descoberta pessoal e expansão da presença cênica.

A oficina, já em andamento, reúne artistas interessados em explorar a vulnerabilidade, o olhar, a escuta e a relação com o público como motores da atuação. Partindo da ideia do clown como expressão da transparência e da singularidade do intérprete, o processo investiga impulso, ritmo, ação, respiração e a construção de uma lógica própria de pensamento e criação em cena.

Durante o encontro, Raquel Sokolowicz conduz exercícios e práticas que estimulam o ator como criador do próprio discurso corporal, explorando o humor não como efeito buscado, mas como consequência viva da relação entre corpo, espaço, outro e imaginação.

SOBRE RAQUEL SOKOLOWICZ:

Raquel Sokolowicz é atriz, diretora e professora. Estudou em Buenos Aires com Miguel Guerberof, Héctor Bidonde e na Escuela Nacional Arte Dramático, hoje Universidad Nacional de las Artes/UNA. Em Paris, estudou com Monika Pagneux e Philippe Gaulier e na L’École des Bouffons de Serge Martin. Trabalhou na Itália com o Teatro Núcleo de Ferrara. É Bacharel em Artes, formada pela Facultad de Filosofía y Letras/UBA. Como atriz, trabalhou, entre outras peças, em Fuego y Pasión, dir. J. Eiro; Bonjour, dir. J. Marcove; Jettatore !, dir. M. Chaud; Golpe de aire, dir. M. Mininno; Las viejas putas, dir. M. Pittier; Las Carolinas e Desde el monte, dir. I. Rodríguez de Anca. Dirigiu e interpretou Los días felices, de S. Beckett, El loco a los pies de la cruz, de D. Fo. Foi responsável pela preparação de atores do Ballet Estável e pela direção de atores e cênica de El circo de los Animales no Teatro Colón de Buenos Aires e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Trabalhou no treinamento dos cantores e colaborou com a direção de palco de Mahagonny Songspiel no Centro de Experimentação do Teatro Colón. Dirigiu também Viaje a Otrasia, Sólo quiero que me amen, Descampado, Uriarte 5, paraluisa e De paso. Convidada pelo Mapa Teatro, montou em Bogotá No te rías queso duele, inspirada em textos de V. Piñera. A partir de um poema de T. Bernhard, escreveu e dirigiu la tercera patria, peça pela qual recebeu o Prêmio de Criação Artística da Fundação Antorchas. Dirigiu Parece ser que me fui. Seu trabalho de direção foi destacado pelos Prêmios Teatro del Mundo. Desde 1985, realiza um intenso trabalho pedagógico, tendo como eixos a formação e o treinamento de atores e a pesquisa teatral. Também ensinou como convidada por diversos grupos, instituições e espaços em Buenos Aires, Argentina e no exterior. É professora titular do Seminário O Ator e o Clown na Universidad Nacional de las Artes/UNA. Desde 2015, mantém uma estreita relação de trabalho com a cidade de Porto Alegre, ministrando seminários de atuação e clown periodicamente. Trabalhou com atores, bailarinos, cantores e músicos e foi convidada por companhias de teatro e dança para a preparação de atores e a assessoria e supervisão da encenação.

Foto: Raquel Sokolowicz

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