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Centro Cultural UFMG recebe exposição coletiva “FOTO-TOPIAS: entre espaço e fotografia”
Centro Cultural UFMG recebe entre os dias 01 de março e 22 de abril de 2018 a exposição coletiva “FOTO-TOPIAS: entre espaço e fotografia”, dos artistas Adaiany Rodrigues, Adolfo Cifuentes e Rosceli Vita.
Centro Cultural UFMG recebe entre os dias 01 de março e 22 de abril de 2018 a exposição coletiva “FOTO-TOPIAS: entre espaço e fotografia”, dos artistas Adaiany Rodrigues, Adolfo Cifuentes e Rosceli Vita.
Foto-Topias é um laboratório para ativar diálogos entre fotografia e espaço. Fotografia, porém, não remete somente à natureza de um meio técnico, contraposto ao desenho ou à pintura. Da mesma forma, o espaço não é simplesmente uma dimensão física: a espacialidade remete a múltiplos discursos e práticas de ordem social, simbólica, cultural, política, militar, econômica, jurídica, biológica... Conceitos como habitat, jurisdição, geopolítica,território ou paisagem, por exemplo, remetem cada um, à sua maneira, a diversos aspectos e regimes discursivos da noção de espaço.
Fotografia, igualmente, faz alusão a uma prática imagética e discursiva localizada na extrapolação de múltiplas interfaces entre a imagem e os dispositivos, práticas, regimes de uso, circulação e apresentação nos quais a imagem se insere. Os dispositivos de feitura, por exemplo, de captura, produção, impressão, mas também à historicidade desses dispositivos e dos seus regimes de apresentação, uso e função.
O formato exposição, por exemplo, o espaço da sala de exposições (pretensamente neutros) constituem dispositivos espaciais e culturais complexos que definem e condicionam os diálogos e usos que estas imagens possam vir a ter com o espectador-visitante destas salas e desta exposição. O próprio Centro Cultural UFMG, situado numa ampla casa tombada, construída no contexto do primeiro planejamento urbanístico de grande porte realizado no Brasil, na capital mineira, herdeiro dos discursos urbanísticos inaugurados pelo barão Haussman na Paris do século XIX, constitui, em si mesmo, a ponta do iceberg de uma camada complexa e profunda de discursos e práticas espaciais.
Portanto, ao invés de chegar com uma exposição já pronta, com obras e imagens “prêt-à-porter” (trazer, desembalar, montar, desmontar, embalar e levar de volta), nossa proposta é uma pesquisa nas próprias noções de lugar, local oulocus, topos e situ (no sentido da produção in situ, e também de site specific) realizadas a partir de, e na junção de várias pesquisas que, em andamentos separados, tiveram já vários momentos e lugares de encontros fotográficos nos últimos três anos.
É nesse laboratório de entrecruzamentos que construímos e ativamos as brincadeiras que constituem esta exposição: a câmera obscura de Rosceli Vita, por exemplo, é um diálogo com o espaço como imagem, mas também, com o espaço como cenografia, como micro-teatro de acontecimentos. As Azuis Interfases de Adaiany Rodrigues, ao mesmo tempo em que dialogam com o espaço e as janelas da sala, com o objeto/dispositivo cultural “cortina”, conversam também com as relações entre fundo e figura, desdobrando-a nas hibridações e diálogos entre homem/território e natureza/cultura. As Fragmentações e Vazios de Adolfo Cifuentes apostam na ideia da incompletude e da imagem como fenômeno sempre a construir, como convite sempre a preencher, como pergunta sempre a responder.
E, assim por diante, as diversas obras que compõem a mostra foram construídas nos desdobramentos e interfaces que surgiram na junção e embate entre os dois termos dessa equação (Fotos/Topos) realizada aqui através dessa construção de sentido chamada Montagem, no contexto do dispositivo cultural chamado Exposição, nos ambientes generosos destas salas que nos falam de outros tempos, de outra cidade, de outras funções e afazeres que povoaram e habitaram... e que povoarão e habitarão, ainda, esta bela casa localizada no centro de Belo Horizonte.
Foto: Divulgação
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