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"É o que tem pra hoje", show de calouros com alunos do Cefart, homenageia os centenários da Semana de Arte Moderna de 22 e a 1ª transmissão radiofônica no Brasil
O programa será apresentado pela DJ BLACK JOSIE. Entre as atrações, uma Radionovela, com texto adaptado de Patrícia Galvão, a PAGU, ícone do modernismo brasileiro. Jurados vão escolher a melhor atração de cada noite
Inspirado na Semana de Arte Moderna de 1922 e em suas reverberações estéticas, como o Tropicalismo, o Cinema Novo e os programas de calouros Cassino do Chacrinha e Elias Sunshine Show, a Fundação Clóvis Salgado, por meio da Escola de Tecnologia da Cena, do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, estreia o programa de auditório "É o que Trem pra hoje".
Trata-se de um evento virtual, pensado e executado por uma equipe ampla de professores e alunos, que será apresentado no Teatro João Ceschiatti, sem a presença do público, nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2022 (quarta e quinta), às 20h, com transmissões ao vivo pelo canal no YouTube da Fundação Clóvis Salgado.
"É o que trem pra hoje" reunirá uma programação diversa composta por show de calouros, cenas teatrais, apresentações musicais e performances selecionadas entre os próprios alunos. O evento traz ainda um quadro de astrologia, entrevistas e uma radionovela dividida em dois capítulos, adaptada da obra “Ópio de Cor”, escrita por Pagu (Patrícia Galvão), feminista ícone do Modernismo Brasileiro e da militância político/social, que no início do século XX tratava de assuntos que persistem até os dias de hoje, como proletariado, sexismo e machismo.
A radionovela, inspirada nos títulos que eram produzidos pelas rádios Inconfidência e Nacional nos anos 1950, possui direção de Geraldo Octaviano e Tomáz Mota, e atuação de Allan Andrade, Carmem Marosa, Douglas, Ellen Carolina e Y.UMI. Esta atração também é dedicada à primeira transmissão radiofônica no Brasil, que ocorreu em 1922. Na ocasião, foi transmitido, entre diversos conteúdos, trechos da Ópera O Guarany, de Carlos Gomes, executado no Teatro Municipal, no Rio de Janeiro.
Assim como os clássicos programas de auditório da televisão brasileira, "É o que trem pra hoje" contará com jurados e uma apresentadora, a DJ Black Josie, que vai conduzir a dinâmica do evento. O tradicional troféu será concedido à melhor atração de cada noite.
“Na Escola de Tecnologia da Cena, do Cefart, trabalhamos com a formação em cenografia, figurino, iluminação e sonoplastia. Por isso, é importante realizarmos uma atividade que abarca as quatro linguagens estudadas, a partir de uma experiência interessante, produtiva e prazerosa, tanto do ponto de vista pedagógico quanto artístico. Além disso, decidimos homenagear nesse projeto a Semana de Arte Moderna de 1922 e a história do Rádio no Brasil, que em 2022 celebram 100 anos”, explica Geraldo Octaviano, coordenador da Escola de Tecnologia da Cena do Cefart.
Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam o programa de auditório "É o que trem pra hoje", que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, ArcellorMittal, Instituto Unimed-BH¹, AngloGold Ashanti e Usiminas, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio cultural do Instituto Hermes Pardini.
O patrocínio do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de cinco mil médicos cooperados e colaboradores.
A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.
Processo de Criação
Além dos alunos da Escola de Tecnologia da Cena, o programa de auditório contará com atrações das Escolas de Música e Teatro. A banda do programa, por exemplo, será formada por alunos da Escola de Música. As apresentações terão o suporte das alunas de maquiagem e dos alunos da sonoplastia, que cursam Tecnologia da Cena. A iluminação será feita pelos alunos de iluminação e o cenário está sendo criado pelos alunos de cenografia.
De acordo com Laysla Araújo, estudante de Tecnologia da Cena e uma das responsáveis pela cenografia e iluminação do programa de calouros, foi discutido bastante, durante o processo de pesquisa e criação, temas como brasilidade, mineiridade e multiplicidade de identidades e estéticas presentes na cultura do Brasil. “Todo nosso processo de pesquisa e criação parte das inquietações que inspiraram a Semana de Arte Moderna de 1922 e seus desdobramentos nas artes e culturas brasileiras. Em termos de espaço cênico, bebemos de referências próximas que remetem a um lugar de pluralidade, como os mercados e feiras de Belo Horizonte. Portanto, lançamos mão de painéis de cobogós (tijolos vazados), muitas cores e plantas”, pontua.
A criação do figurino, por sua vez, seguiu um caminho de pesquisa similar ao da cenografia e iluminação. Para Thais Lorena, estudante e monitora de figurino da Escola de Tecnologia da Cena, a pesquisa - realizada em grupo - também trabalhou o lado afetivo com Belo Horizonte. “Buscamos representar, discutir e problematizar de uma forma leve o que estamos vivendo no momento atual. Pensamos também em como representar através do figurino o pessoal da técnica, ou seja, os trabalhadores que ficam nos bastidores”, revela.
Já a sonoplastia foi construída a partir de duas ações, segundo Matheus Fleming, estudante de Tecnologia da Cena. “Uma das criações foi inspirada nos contos das radionovelas de antigamente, onde toda construção sonora era feita ao vivo e, muitas vezes, usando traquitanas para simular sons improváveis. Para a adaptação da obra da Pagu, criamos todos os possíveis sons que imaginamos ambientar as cenas. Outra criação foi a de uma Instalação Sonora. Trata-se de uma construção sonora que aborda o que ficou de fora da Semana de Arte de 1922, ou seja, o que foi periférico ao movimento”, explica.
Escola de Tecnologia da Cena do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) – A Escola tem como objetivo capacitar profissionais para as funções técnicas associadas a diversas linguagens artísticas. Anualmente, são ofertadas quatro formações: Iluminação, Sonoplastia, Figurinista e Auxiliar de Cenotecnia. Além da carga horária obrigatória, os alunos podem optar por disciplinas de outras áreas de formação e que auxiliam no conhecimento das linguagens cênicas dos cursos ofertados pelo Cefart.
Datas: 23 e 24 de fevereiro de 2022 (quarta e quinta)
Local: Canal do YouTube da FCS
Horário da transmissão: 20h
Acesso gratuito | Evento sem presença de público
Informações para o público: (31) 3236-7400 | www.fcs.mg.gov.br
Foto: Paulo Lacerda
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