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Montagem de “CARMINA BURANA – Uma Cantata Cênica” cumpre temporada nos dias 2, 3 e 4 de março, no Sesc Palladium
Única no gênero a ser apresentada dentro da Campanha de Popularização 2018, a catata cênica ou quase ópera mescla música, teatro e dança e leva para a cena mais de 30 artistas, entre solistas, atores e instrumentistas
Carmina Burana conta com 24 poesias latinas medievais, onde não existe o bem sem o mal, o sacro sem o profano e nem fé sem maldições: uma oscilação, onde se encontra a grandeza da Humanidade. Nesta criação, dirigida por Ernani Malleta, o Núcleo de Corais da UFMG faz uma integração entre as linguagens: Música, Teatro e Dança, mantendo traços da Cantata original e leva à cena mais de 30 artistas, entre solistas, atores e instrumentistas (Grupo de Percussão da UFMG). A montagem cumpre curta temporada nos dias 2, 3 e 4 de março, sexta e sábado, 21h, domingo, 19h, no Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua: Rio de Janeiro, 1046 – Centro. Tel.: 31 3270 – 8100). Ingressos na bilheteria do teatro a R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada). Comerciários do Sesc: R$12. Ingressos promocionais pelo SINPARC: R$11. Classificação indicativa: 12 anos. Duração: 80 minutos. Intervalo: 10 minutos.
“Cantata cênica pode ser definida como uma quase ópera, pois tem a estrutura musical de uma ópera, mas prescinde da movimentação em cena por parte dos cantores. Também não é ópera por não contar uma história, nem possuir enredo. É apenas uma declamação cantada de poemas, embora haja, em sua representação, cenários e vestuário condizente”, explica o diretor geral da montagem Ernani Maletta.
Carmina Burana
Obra coral baseada em poemas profanos escritos em latim e alemão medievais. Os temas-chave destes poemas são a exaltação que fazem ao jogo, ao amor e ao vinho. Os Carmina Burana (canções de Beuren), primeiro elemento de uma trilogia composta por Carl Orff, obtiveram um dos maiores êxitos internacionais da música contemporânea, sendo considerados uma das obras corais e instrumentais mais importantes do século XX. Nasceram da descoberta de um rolo de pergaminho, no Convento Beneditino de Benediktbeuren, num Mosteiro da Ordem de São Bento, na Baviera, mais precisamente no sudoeste da Alemanha, em 1837. Foram extraídos dessa coleção de poemas e canções profanas medievais, provavelmente escritos entre os séculos XII e XIII.”
Esta cantata é emoldurada por um símbolo da Antigüidade, o conceito da Roda da Fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança. E assim o apelo em coral à Deusa da Fortuna (O Fortuna, Velut Luna) tanto introduz quanto conclui a obra, que se divide em três seções: o encontro do Homem com a Natureza, particularmente com a Natureza despertando na primavera (Verisetafacies). Seu encontro com os dons da Natureza, culminando com o dom do vinho (In taberna); e seu encontro com o Amor (Amor volatundique).
Carmina Burana restaura para nós, todo um cosmo onde o Bem não existe sem o Mal, o sacro sem o profano e a fé sem maldições e dúvidas: a oscilação onde se encontra a grandeza da Humanidade.
A primeira apresentação de Carmina Burana foi à Ópera de Frankfurt em Junho de 1937. Causou uma grande impressão sobre o público, e a aclamação mundial que recebeu a partir daí prova que não perdeu nada do seu efeito hipnótico. A trilogia Carmina Burana é obra coral de exuberante alegria e fortes acentos eróticos. A música é deliberadamente anti-romântica. É uma música inteiramente original, quase sem harmonia, baseada só em elementar forma rítmica, acompanhada por orquestra inédita: principalmente instrumentos de percussão e vários pianos.
Nesta montagem/recriação desenvolvida pelo Núcleo de Corais da UFMG, dirigida por Ernani Maleta, com assistência de direção de Daniel Ducato, encontraremos traços da Cantata original. Elementos como o Coral, Percussão, Pianos serão desenvolvidos ao vivo. Já a encenação foi livremente inspirada nos escritos/poemas e na marcante obra cinematográfica de Jean-Pierre Ponnelle.
Ernani Maletta
Diretor cênico e musical, ator, cantor e professor do Curso de Graduação em Teatro e da Pós-Graduação em Artes da EBA/UFMG. Doutor em Educação, sua pesquisa acadêmica focaliza a vocalidade e a musicalidade da polifonia cênica. É reconhecido pela intensa participação na criação de espetáculos de teatro em âmbito nacional e internacional, ao lado de nomes como Gabriel Villela, Paulo José, Márcio Abreu e o diretor italiano Federico Tiezzi. Atua ativamente na Itália desde 2011, tanto na criação quanto na formação artística, ao lado da renomada artista e pesquisadora italiana Francesca Della Monica. Conhecido pela preparação e direção musical de diversos espetáculos do Grupo Galpão desde 1994, também por sua atuação como cantor do grupo Nós&Voz, no canto-coral como maestro e diretor cênico do grupo Voz&Companhia. Foi o diretor musical da versão teatral de O Grande Circo Místico (2014), indicado por Edu Lobo, e é o primeiro brasileiro a assinar a dramaturgia musical de uma tragédia grega apresentada no Teatro Grego de Siracusa/Itália, onde Ésquilo se apresentou e, há mais de 100 anos, são produzidos festivais de tragédias e comédias antigas, que contaram com a participação de grandes artistas como Pier Paolo Pasolini, Irene Papas, Luca Ronconi, MikisTheodorakis, Vittorio Gasman, Jaques Lecoq, Marta Graham, entre outros.
Sobre o Núcleo de Música Coral UFMG:
Criado em 1998, o NMC é um projeto de extensão da UFMG que reúne 9 coros adultos espalhados pelo campus. Em seus 20 anos de história, tem atuado, atendendo a sua finalidade de compartilhar a prática musical e seus benefícios humanos com a sociedade. Os corais atuam de forma independente, com seu próprio repertório, estética e demandas que surgem pela própria característica de seusintegrantes. No ano de 2016, o Núcleo encarou o desafio de pensar em atuações dos grupos, para além daquela que já existia dentro da vida de cada coral. A intensão era fazer uma integração. Nessa perspectiva, o objetivo passou a ser a montagem do espetáculo Carmina Burana, o que além de integrar os corais, trouxe toda a comunidade acadêmica para o processo. Funcionários e Estudantes da Engenharia, Letras, Medicina, Fio Cruz, Música, Teatro fazem parte do elenco desta grandiosa montagem cênica, que conta com uma equipe de mais de 200 integrantes.
Foto: Divulgação
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