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Cia. de Dança Palácio das Artes apresenta ocupação performática do espetáculo Nuvens de Barro
A Cia de Dança Palácio das Artes apresenta a cena inicial do espetáculo Nuvens de Barro em uma ocupação performática no Foyer do Palácio das Artes. Estarão reunidos todos os bailarinos da Cia, simultaneamente, proporcionando ao público um belo panorama do espetáculo. O trecho da montagem é uma chamada para a apresentação completa que ocorre durante a 44ª Campanha de Popularização Teatro e Dança, nos dias 24 e 25 de fevereiro, no Grande Teatro do Palácio das Artes.
Nesse trabalho, a Cia mergulha no universo lírico e brejeiro do poeta Manoel de Barros para descobrir, criar e transformar em gestos e movimentos a delicadeza, a simplicidade e o realismo fantástico presentes nos versos de um dos maiores representantes do período pós-moderno da literatura brasileira.
Com direção coreográfica de Fernando Martins e direção cênica de Joaquim Elias, Nuvens de Barro é uma coreografia criada de maneira colaborativa entre os bailarinos e os diretores, em um processo que envolveu pesquisas cênicas, corporais e poéticas.
O espetáculo – Os movimentos dos bailarinos refletem o imaginário do poeta, fonte de metáforas em que coisas se humanizam e pessoas se coisificam. Desse processo, surge uma coreografia inventiva e inventada, em que os bailarinos da Cia. permitem ser permeados por um universo lírico e ocupam outros corpos, criando algo híbrido, mutável. Ora transformam-se em peixes dançarinos, ora em pedras que se tornam pássaros; que se tornam homens. Elementos cênicos como maçãs e plantas ganham vida e se transformam em novos objetos – ou corpos –, que também interagem com os bailarinos.
A obra de Manoel de Barros se destaca também pelas metáforas. O nome da coreografia foi escolhido em alusão a essa característica, unindo dois elementos que já possuem um significado explícito e criar um terceiro, quase irreal ou inimaginável. A nuvem transmite a leveza, o lado delicado do trabalho. Já o barro é a parte mais pesada, mais palpável. “Quando estávamos pensando no nome da coreografia, esses dois elementos surgiram de uma forma muito nítida para nós. Então, decidimos uni-los, criando as ‘nuvens de barro’, um diálogo interessante com o realismo fantástico do Manoel”, explica Cristiano Reis, diretor da Cia.
Foto: Paulo Lacerda
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