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Turnê na Europa antecipa novo trabalho do Coladera
O português João Pires, o brasileiro Vitor Santana e o cabo-verdiano Miroca Paris celebram encontro musical e fazem as primeiras audições do segundo álbum do projeto multicultural Coladera
Três universos musicais conectados pela potência da língua portuguesa. Assim nasceu o projeto Coladera, em 2011, a partir da inspiração e do talento de Vitor Santana, João Pires e Marcos Suzano. O belo registro em disco lançado em 2013 (para ouvir, acesse: http://www.coladera.com.br/pgina-de-msica) rendeu a posição entre os melhores daquele ano por críticos musicais brasileiros e estrangeiros, além de shows pelo mundo afora. O diálogo entre Brasil e Portugal, que mistura tradição e contemporaneidade, se ampliou com a presença de sotaques e sonoridades que acumularam na bagagem nestes últimos anos. Desde 2016, o cabo-verdiano Miroca Paris participa do Coladera como percussionista convidado.
A partir de 23 de fevereiro, os músicos - Santana, Pires e Paris - seguem em turnê para mostrar os primeiros acordes de La Dôtu Lado, novo álbum que sairá do forno em março pelo selo Scubidu Music, cujo catálogo inclui nomes como Hermeto Pascoal e Anelis Assumpção. Esta é a quinta viagem do projeto pelo Velho Mundo desde que foi concebido, mas é a primeira vez em terras nórdicas. Coladera passa por Santo André (23/2), Kopenhagen (28/2), Düsseldorf (3/3), Cologne (4/3), Hannover (9/3), Berlim (11/3), Porto (21/3) e Lisboa (23/3). Para acompanhar o que rola na turnê, siga www.facebook.com/coladera2017/.
La Dôtu Lado reúne repertório criado por Vitor Santana e João Pires. O duo seguiu desde a formação original em concertos aplaudidos no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Dentre os colaboradores do trabalho inédito estão o escritor angolano José Eduardo Agualusa, a cantora Aline Frazão, também angolana, os cabo-veridanos Bilan e Dino d’ Santiago, os portugueses Edu Mundo e Ana Sofia Paiva, além da brasileira Brisa Marques. Na percussão revezam-se Miroca Paris, de Cabo Verde, e os brasileiros Marcos Suzano e Daniel Guedes.
O show de lançamento no Brasil acontece em maio.
Sobre Coladera
A coladera é um ritmo popular cabo-verdiano nascido da morna, por sua vez originada de ritmos como o fado português e o lundum angolano. Também foi influenciada pelo samba, pela rumba e pela cumbia. É símbolo deste fluxo vivo que constitui o encontro de diferentes matrizes da música popular ibero-americana, a um só tempo tradicional e mestiça, negra e branca, raiz e invenção.
O projeto deriva da música autoral do cantautor mineiro de Vitor Santana, da música ibérica e lusofónica do guitarrista e compositor português João Pires e da experiência e modernidade do fluminense Marcos Suzano. O percussionista segue como parceiro de Coladera e o cabo-verdiano Miroca Paris, que integrou a banda de Cesarea Evora, assume seu lugar como convidado especial, contruibuindo também na criação musical.
Os mundos do Brasil, Portugal e Cabo Verde se fundem num diálogo baseado somente em violões, percussões e vozes, trazendo um ambiente sonoro rico em mesclas e mestiçagem. Ouvem-se ecos de África, do candomblé, do fado e do flamenco, do samba, da rumba e do mambo, um português com sotaques diferentes, a eletrônica nascida do acústico. Tudo isso da maneira mais crua, direta e autoral.
Foto: Divulgação
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