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“Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro” anuncia cortejo do carnaval em 2019 com novidades

Abrindo a programação de blocos da capital mineira, o Me Beija que eu Sou Pagodeiro anuncia seu cortejo dia 24 de fevereiro.

Conhecido na cidade por abrir o calendário de blocos carnavalescos de BH, uma vez que seu cortejo é realizado no domingo anterior ao carnaval, o Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro anuncia a data de seu para o carnaval 2019. No próximo dia 24/02, o bloco, que se consagrou com hits de pagode dos anos 90 revisitadas para gêneros carnavalescos, convida o público a experienciar um dia inteiramente dedicado ao gênero. A concentração se dará a partir das 10h com a formação de uma grande roda de pagode acústico, comandada pelo músico Rodrigo Torino, na rua Tenente Brito Melo, em frente ao complexo que abriga a Sala Minas Gerais, Rede Minas e Rádio Inconfidência.

Em seguida os integrantes partem, em formato de cortejo, em direção à Avenida Amazonas, onde encontrarão o trio elétrico e seguirão para a Avenida do Contorno, no sentido Bairro/Savassi. A partir daí, o naipe de sopros, as vozes – microfonados - e a bateria percorrem todo o trajeto no chão tocando e brincando o carnaval com o público. Ao final, o Me Beija dispersa-se na Av. do Contorno nº 8717 com show da banda do bloco em cima do trio elétrico.

Conhecido por ser um dos blocos mais criativos de BH, o Me Beija ainda apresenta uma série de outras novidades. A principal delas é que o bloco está com uma nova identidade visual que estampa o novo estandarte e as inéditas camisas com o nome do bloco em feminino, “Me Beija Que Eu Sou Pagodeira”. Outra notícia de destaque são as tatuagens temporárias com dizeres ecoando a campanha nacional contra o assédio no carnaval como “Me Beija seu eu quiser”, além de outras frases como “Ele não, carnaval sim” e ”Não era amor, era cilada”. Para este ano, o bloco traz em seu repertório releituras de algumas composições mais atuais do pagode, como “Cobertor de Orelha”, da Turma do Pagode, e “Ensaboado”, do Ferrugem.

Além disso, o bloco mantém algumas novidades apresentadas no ano passado, como cantoras Jhê Delacroix e Andrezza Duarte, que engrossam o coro juntamente com Leonardo Brasilino, um dos fundadores do Me Beija que eu Sou Pagodeiro. Sucesso no carnaval de 2018, a coleção de bodies customizáveis, além de um modelo de sunga e de uma pochete, retornam em 2019, tudo para que o público possa se vestir com as cores do bloco durante o carnaval. As peças foram desenvolvidas pela designer Luisa Jordá, do Estúdio NHNH, e foram produzidas pela Ana Joaquina Moda Praia e a pochete pela Dywo Collab.

Seguindo seu compromisso como um dos mais presentes atuantes da cena carnavalesca de BH, o bloco realizará em 2019 intervenções artísticas em 4 postes ao longo de seu cortejo, promovendo a ressignificação do espaço público. Em um poste logo na saída do bloco, será feita uma homenagem à Rede Minas e à Rádio Inconfidência, como posicionamento contra à ameaça de desmonte por parte do novo governo. Já no percurso na avenida do Contorno serão duas pinturas: uma com a frase “Me Beija Se Eu Quiser”e outra com “Ele não, carnaval sim”. Por fim, em um poste na área em que acontece a dispersão, será feita uma marcação da passagem do bloco com o verso “no batuque retro/no baque do axé/pagode nagô/a sorte de quem faz/um pouco de paz e amor”, presente na canção “Axé da Carol”, que compõem o EP autoral do Me Beija Que Eu ou Pagodeiro, lançadoem 2018.

Ao longo da tarde, o Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro também apresenta suas canções originais criadas pela banda do bloco que, inclusive, fazem parte do inédito EP autoral lançado em 2018. As canções autorais são “Axé da Carol”, de Leonardo Brasilino e Renato Rosa e participação especial de Renato Rosa, “Minha”, de Matheus Brant e Vinicius Ribeiro e participação de Jhê Delacroix e “Eu vou”, de Matheus Brant e participação especial de Tamara Franklin. A coletânea também inclui uma releitura da música “Recado a minha amada (lua vai)”, sucesso do grupo Katinguelê.

Tantos as canções originais quanto à composição revisionista possuem traços de ritmos carnavelescos essencialmente brasileiros, como o axé, o frevo e o pagode baiano. O EP alcançou mais de 8000 reproduções nas plataformas digitais em que está disponível, iTunes, Deezer, Spotify, YouTube etc. O álbum é, também, uma forma de produzir um legado musical e eternizar a produção autoral das canções de carnaval na rica cultura de música de rua do país, que não restringe a atuação dos blocos belo-horizontinos unicamente ao período de carnaval.

 

ÁLBUM EM HOMENAGEM AO PAGODE

Quem também está lançando um novo álbum autoral é o músico e fundador do bloco Matheus Brant. Com seu novo trabalho, intitulado “Cola Comigo”, o músico traz diversas canções que homenageiam o pagode, além de contar com uma releitura do clássico “Supera”, que ficou conhecida entre o público na voz do cantor Belo. O álbum será lançado no dia 1º de março.

 

:: Sobre o bloco Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro ::

Criado em 2014 pelo músico Matheus Brant, o bloco Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro surgiu na efervescência do Carnaval de rua de Belo Horizonte, iniciando sua atuação no bairro Gutierrez, que na época não contava com nenhum bloco de carnaval. O repertório do bloco conta com um repertório de clássicos do pagode dos anos 90, incluindo sucessos de grupos populares como Raça Negra, Katinguelê, Só Pra Contrariar – SPC e Art Popular. Para compor o bloco, Matheus, que está ligado à prática de bateria de blocos carnavalescos desde o tempo de estudos na Faculdade de Direito da UFMG – onde foi um dos organizadores da charanga da Associação Atlética dos estudantes - convidou os músicos Leonardo Brasilino e Rafael Matos, do Chapéu Panamá, extinto grupo de samba do qual fizeram parte. O primeiro é responsável pelos metais do bloco, enquanto Rafael fica por conta da percussão.

O repertório do bloco é composto por canções de pagode que marcaram a geração dos anos 90. O Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro convida os foliões a pagodear ao som de clássicos de bandas que marcaram o ritmo como Raça Negra, Só para Contrariar - SPC, Art Popular, Katinguelê entre outros, arranjados para axé, salsa, maracatu, frevo e pagode baiano.

Foto: Pedro Gontijo

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