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Especialistas orientam como se alimentar com segurança fora de casa durante o Carnaval
Hidratação, refeições equilibradas e cuidados simples ajudam a manter a energia, prevenir a ressaca, os efeitos do calor e intoxicação alimentar
As horas prolongadas atrás dos blocos de rua e nas festas de Carnaval podem impactar a saúde do folião mais desatento a cuidados essenciais com a hidratação e alimentação adequada, como explicam a seguir, respectivamente, as coordenadoras dos cursos de Nutrição e de Gastronomia da Estácio BH, Bruna Soares Faria e Larissa Fernandes.
“A hidratação é indispensável para manter a energia, prevenir queda da pressão e desmaio, fadiga e dor de cabeça. O cálculo da ingesta de água é uma média de 35 ml por quilo de peso. Alguém que pese, por exemplo, 100 kg, deve beber cerca de 3,5 l de água por dia. Durante o Carnaval, a perda de líquido tende a ser maior devido ao calor, à exposição solar e ao intenso esforço físico. Por isso, pode ser necessário ingerir uma quantidade de água acima da média”, ilustra Bruna Soares Faria.
A nutricionista orienta a não esperar sentir sede e manter-se hidratado ao longo da folia. “Suor, boca seca, urina de coloração amarelo-escura, dor de cabeça e tontura são sinais de desidratação. Não espere esses sintomas surgirem. Vale frisar que a bebida alcóolica é diurética e seu consumo excessivo pode piorar o quadro de desidratação, então beba com moderação, aumente o consumo de água e de suco natural, como de abacaxi com hortelã, ou água de coco”, orienta.
As refeições são igualmente importantes para reduzir os efeitos indesejados do álcool, dar saciedade e energia. “Tome um café da manhã reforçado, priorize frutas frescas ou suco de frutas, ovo, pão, iogurte natural, água de coco. Mesmo se estiver na rua, atrás dos blocos, faça uma pausa para o almoço, escolha uma fonte de proteínas, carboidratos e fibras, como carnes magras (frango ou peixe), salada crua, e a clássica combinação de arroz e feijão, rica em vitaminas e minerais, que fornece energia e ajuda na saciedade. Evite alimentos gordurosos e cafeína. Nos intervalos entre os blocos, consuma lanches leves, práticos e saudáveis, barras de cereais. O sanduíche pode ser de pão integral com patê de frango e salada. O jantar deve seguir a mesma lógica do almoço”, ensina Larissa Fernandes.
Se as refeições forem feitas fora de casa, a nutricionista Bruna Soares Faria lembra que é fundamental observar as condições de higiene do local e desinfetar as mãos antes de comer. “Escolha ambientes que tenham uma pia e sabão para fazer a desinfecção correta das mãos antes de consumir qualquer alimento, caso contrário, leve na bolsa álcool em gel. Se for consumir de barracas ou ambulantes, verifique as condições de armazenamento e refrigeração da comida. Se a comida estiver exposta ao sol há muitas horas, não consuma. Isopor sujo ou rachado aumenta o risco de contaminação”, alerta.
A coordenadora do curso de Gastronomia acrescenta outros cuidados para prevenir intoxicação alimentar ou contaminação cruzada, quando um microrganismo presente em embalagens, alimentos ou utensílios é transferido para outro alimento. “Para reduzir esse risco, não consuma molhos caseiros, como maionese, alimentos e carnes cruas ou malpassadas, e ovos com a gema crua. Se notar que a comida está com aparência estranha ou odor desagradável, não consuma”, finaliza.
Foto: Freepik
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