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UNIBH apresenta levantamento sobre câncer infantojuvenil na CAPE

Dados de pesquisa sobre perfil das crianças em tratamento de câncer são divulgados na CAPE

Na próxima quinta-feira (15) é celebrado o Dia Internacional da Luta Contra o Câncer na Infância. A data serve como alerta para a importância da prevenção e do tratamento precoce da doença. Atualmente o câncer mata 8,3 milhões de pessoas por ano no mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde, a sobrevida estimada no Brasil por câncer entre jovens é de 64%. O câncer infantojuvenil é segunda causa de morte na faixa etária entre 01 e 19 anos, só perdendo para fatores externos, como acidentes.

Para marcar esses dias e fomentar ações em prol do bem-estar das crianças em tratamento, o Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH) vai apresentar, na quinta-feira (15), às 15h, os resultados da pesquisa “Perfil Demográfico, Epidemiológico e Funcional” das crianças atendidas pela CAPE. O levantamento faz parte de um trabalho de conclusão de curso de alunos da instituição de ensino, e levantou informações relevantes sobre os pacientes, como idade, sexo, renda, entre outras. Além disso, são apontadas suas características de saúde, número de medicamentos que utilizam e um mapeamento de toda a sua capacidade motora, para que se possa estabelecer ligação entre o avanço da doença e a diminuição da capacidade dessas crianças de andar, engatinhar e exercer outras atividades. “É importante saber se esses pacientes estão fazendo aquilo que era esperado para a idade deles ou se seus movimentos estão sendo comprometidos ao longo do tratamento”, pontua Juliana Barbosa, professora do curso de Fisioterapia do UniBH. Foram tabulados também dados sobre taxa de mortalidade, tipos mais comuns da doença, impacto do tratamento e informações sobre o tempo de diagnóstico.

A pesquisa foi realizada durante o 2° semestre de 2016 e 1° semestre de 2017. Após a divulgação, esses dados serão compilados em um artigo, a ser divulgado em revistas cientificas. Segundo Juliana, o objetivo é orientar ações da CAPE e de outras entidades e profissionais de saúde que lidam diariamente com crianças em tratamento de câncer.

De acordo com dados da CONIACC, a cura de crianças em tratamento oncológico apresentou um giro de 180 graus, passando de 80% de taxa de mortalidade para 80% de taxa de cura. “É necessário se conscientizar que, quando descoberto precoce e precisamente, o câncer em crianças e adolescentes tem grandes chances de cura. Esse levantamento nos permite criar projetos que atendam melhor nossos pequenos, melhorando sua qualidade de vida e aumentando suas chances de cura”, reforça a superintendente da Casa de Acolhida Padre Eustáquio (CAPE), Mônica Araújo.

Foto: Divulgação

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