Notícias
Com repertório sertanejo, bloco “É o amô” retorna ao carnaval de belo horizonte, com cortejo dia 3/3 e dois ensaios em fevereiro
CORDÃO TEM TEMÁTICA INÉDITA NO PAÍS E VALORIZA A PARTICIPAÇÃO FEMININA E A BANDEIRA POLÍTICA DE “LUTA COM AMOR”
Depois de arrastar 150 mil pessoas pela Savassi em 2018, o bloco “É o Amô” retorna ainda mais “apaixonado” e “alucinado”. As modas de sertanejo raiz, dos anos 1980 e 1990, associadas ao sertanejo atual, dão o tom ao cortejo, marcado para o domingo de Carnaval, dia 3 de março. Este ano, a concentração começa às 13h, na esquina entre as avenidas Assis Chateaubriand e Francisco Salles, no bairro Floresta; a partir das 15h, o desfile ruma para a avenida do Contorno. A expectativa é reunir 200 mil foliões, todos bem trabalhados na “sofrência”.
“Chegamos mais fortes neste segundo ano, com bateria e repertório mais maduros, com músicos profissionais e músicas diversificadas”, diz o maestro-regente e instrumentista Di Souza, um dos criadores do “É o Amô”. O bloco também traz algumas novidades para 2019. Entre elas, o Correio Elegante à la Good Times, uma parceria com a Uber, em que as pessoas poderão dedicar uma música a alguém: o mestre de cerimônias irá selecionar as dedicatórias e, na sequência, o DJ soltará a trilha sonora. Parceira do bloco e uma das patrocinadoras do Carnaval de Belo Horizonte, a Skol também fará uma ação surpresa durante o cortejo.
Antenada com o movimento do “feminejo”, música sertaneja feita por mulheres e voltada para mulheres, o “É o Amô” também valoriza a participação feminina – a cantora Jess chega este ano ao bloco para somar aos veteranos Pri Glenda e Clécio Araújo. “Estou muito feliz de poder ter uma dupla feminina. É muito bonito ver as mulheres ocupando a rua em todos os espaços, não só nos vocais, mas também na bateria e na banda. A gente quer preencher todos os espaços que pudermos e com maestria”, comemora Pri.
Músicas machistas, racistas e homofóbicas não passarão. “Embora sejamos um bloco novo, temos a política de preservar os direitos civis, a diversidade e o respeito ao próximo. Por isso, ao selecionar o repertório, excluímos todas as letras que reforçassem os discursos de machismo e homofobia. Em vez disso, acreditamos muito na bandeira do amor, como ferramenta de transformação e de engajamento na luta com amor”, ressalta Di Souza.
Para esquentar os tamborins, o bloco terá mais dois ensaios pré-Carnaval, nos dias 9 e 16 de fevereiro, das 10h às 13h, no Núcleo de Estudos de Cultura Popular (Necup), no bairro Prado. Ambos são abertos ao público e gratuitos.
Foto: Juliana de Souza
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
